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FUTURO PARTIDÁRIO

Em Fortaleza, Erika Hilton admite possibilidade de deixar o PSOL e revela conversas com outros partidos

Declaração aconteceu na noite desta sexta-feira (30) antes de participação em ato pró-Lula na capital cearense

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Em Fortaleza, Erika Hilton admite possibilidade de deixar o PSOL e revela conversas com outros partidos
Erika negou ter estabelecido uma data para a mudança. (Foto: Ag. Brasil)


A deputada federal reeleita Erika Hilton (PSOL-SP) admitiu que existe uma possibilidade significativa de deixar o partido e se filiar a outra legenda, incluindo o PT, mas afirmou que ainda não tomou uma decisão definitiva. Em entrevista à imprensa nesta sexta-feira (30), em Fortaleza, a parlamentar revelou que tem conversado com diferentes siglas e apontou divergências sobre a distribuição dos recursos eleitorais como um dos principais motivos do desgaste com a direção partidária.

Leia também: Erika Hilton chama bolsonarismo de “câncer” ao comentar ataques contra menino Matheus, no Ceará

Questionada sobre as especulações de que poderia deixar o PSOL em janeiro, Erika negou ter estabelecido uma data para a mudança. Segundo ela, o futuro partidário dependerá das conversas com a legenda atual e das propostas apresentadas por outras siglas interessadas em sua filiação.

A deputada também demonstrou insatisfação com a maneira como o partido distribuiu o fundo eleitoral durante a campanha. Na avaliação dela, candidaturas com potencial de votação em diferentes estados não receberam o reconhecimento e os recursos que deveriam ter recebido.

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Erika afirmou que se sentiu desrespeitada pela forma como a questão foi conduzida, mas ressaltou que mantém vínculos políticos e afetivos com o PSOL, partido no qual iniciou sua trajetória de militância e vida pública.

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“O PSOL não me tratou com o respeito que eu deveria ser tratada naquele momento”, declarou.

Apesar das críticas, a parlamentar disse que pretende conduzir qualquer eventual saída de maneira respeitosa, sem romper definitivamente os laços com antigos companheiros de partido.

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Erika Hilton critica distribuição do fundo eleitoral do PSOL

Um dos principais pontos de conflito entre Erika Hilton e o PSOL envolve a divisão dos recursos destinados às campanhas eleitorais.

A deputada considera que a distribuição do fundo não contemplou adequadamente candidaturas que apresentavam potencial eleitoral. Segundo ela, houve situações em que integrantes da legenda com capacidade de ampliar a votação do partido não receberam o mesmo nível de valorização destinado a outros candidatos.

A parlamentar afirmou que suas críticas não são recentes nem reservadas aos bastidores. Ela já vinha manifestando publicamente discordâncias sobre a condução da estratégia eleitoral da legenda.

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Na entrevista, Erika também destacou que o problema não estaria restrito à própria candidatura. Segundo a deputada, outros integrantes do partido, em diferentes estados brasileiros, teriam enfrentado dificuldades semelhantes.

A discussão sobre os recursos eleitorais ganhou importância no cenário interno do PSOL porque envolve a estratégia de fortalecimento da legenda e a definição de prioridades para as disputas eleitorais.

Para Erika, a maneira como o partido conduziu essa divisão comprometeu acordos políticos estabelecidos durante o processo eleitoral.

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“Política é acordo. Acordo se cumpre”, afirmou a deputada ao explicar por que considera necessário discutir a relação com a direção partidária.

A parlamentar avalia que o descumprimento de compromissos importantes pode produzir fragilidades na relação entre dirigentes e representantes eleitos.

PT está entre os partidos com os quais Erika mantém conversas

A possibilidade de uma filiação ao PT ganhou força diante das conversas que Erika Hilton mantém com outras legendas.

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A deputada confirmou que tem recebido contatos de diferentes partidos e que está aberta a ouvir propostas. O PT aparece entre as siglas com as quais ela mantém diálogo.

Informações atribuídas a integrantes da corrente Primavera Socialista, da qual Erika faz parte dentro do PSOL, apontam que a parlamentar poderia deixar a legenda em janeiro e ingressar no partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo esses correligionários, o desgaste interno aumentou nos últimos meses, especialmente em razão das divergências sobre a estratégia eleitoral e a relação política entre PSOL e PT.

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Outro ponto de discordância mencionado é a decisão do PSOL de não formar uma federação com os petistas.

Apesar das informações sobre uma possível mudança em janeiro, Erika não confirmou o ingresso no PT nem estabeleceu um prazo para anunciar sua decisão.

A deputada afirmou que pretende ouvir primeiro a direção nacional do PSOL. Segundo ela, os dirigentes ainda não retomaram o contato para discutir diretamente a situação depois do encerramento do processo eleitoral.

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A parlamentar lembrou que houve uma tentativa de aproximação entre o primeiro e o segundo turno, mas que as conversas não avançaram porque todos estavam concentrados nas atividades da campanha.

Agora, ela espera que a direção nacional apresente um posicionamento sobre as divergências e sobre a possibilidade de reconstruir a relação política.

Deputada diz que pode sair do PSOL, mas quer preservar relação com o partido

Mesmo diante da possibilidade de mudança, Erika Hilton fez questão de destacar a importância do PSOL em sua trajetória.

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A parlamentar afirmou que o partido foi o espaço onde começou sua militância e construiu sua atuação pública. Por isso, uma eventual saída não deve ser interpretada, segundo ela, como uma ruptura pessoal com todos os integrantes da legenda.

“Caso eu decida sair do PSOL, que há muita possibilidade que isso aconteça, mas eu ainda não tomei essa decisão, eu também quero sair deixando uma porta aberta”, declarou.

A fala indica que a deputada pretende manter o diálogo mesmo se optar por uma nova filiação.

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Erika também afirmou que está avaliando as propostas apresentadas por outras siglas e a possibilidade de reorganizar sua atuação política em outro partido.

O discurso combina críticas à condução partidária com o reconhecimento da importância histórica da legenda em sua formação política.

A definição dependerá, portanto, não apenas das propostas recebidas, mas também da disposição do PSOL para discutir os problemas apontados pela parlamentar.

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Cláusula de desempenho abre caminho para eventual troca de partido

Outro elemento importante para compreender a possibilidade de mudança partidária envolve a cláusula de desempenho eleitoral.

O PSOL não alcançou o desempenho mínimo exigido em número de estados, conforme o material apresentado sobre o resultado eleitoral. Essa situação pode permitir que parlamentares da legenda troquem de partido sem perder o mandato por infidelidade partidária, desde que atendidos os requisitos legais.

A cláusula de desempenho estabelece critérios mínimos de votação ou representação parlamentar para que os partidos tenham acesso a determinadas prerrogativas, como recursos do Fundo Partidário e tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão.

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A regra também influencia as estratégias de organização das legendas e as decisões de parlamentares sobre permanência ou mudança de sigla.

No caso de Erika Hilton, a possibilidade de saída ganha relevância porque a mudança poderia ocorrer antes da posse da nova legislatura, prevista para fevereiro, segundo as informações de bastidores.

Entretanto, a existência de uma possibilidade legal de troca não significa que a parlamentar já tenha formalizado sua decisão.

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A deputada mantém o discurso de que pretende concluir as conversas antes de anunciar qualquer mudança.

Futuro partidário de Erika Hilton depende de negociação

A discussão sobre o futuro de Erika Hilton representa mais um capítulo das divergências internas envolvendo a organização do PSOL e sua relação com outras forças políticas da esquerda brasileira.

A distribuição dos recursos eleitorais, a estratégia de alianças e a relação com o PT aparecem como pontos centrais desse debate.

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Para a deputada, o próximo passo depende de uma conversa direta com a direção nacional da legenda. Ela também pretende avaliar as propostas apresentadas por outros partidos antes de definir seu caminho.

A parlamentar não descartou a saída, mas evitou transformar as especulações sobre janeiro em uma confirmação oficial.

O cenário, portanto, permanece em aberto: Erika pode continuar no PSOL caso haja uma reconstrução da relação interna ou optar por uma nova legenda, com o PT entre as possibilidades discutidas.

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