O humorista e político Tiririca ironizou a saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil em um vídeo publicado nas redes sociais. Na gravação, ele aparece com uma mala e um botijão de gás, simulando que está deixando a própria casa. Ao ser questionado sobre a partida, faz uma piada envolvendo o senador e seus apoiadores.
“Minha filha, o Flávio deixou foi 60 milhões de pessoas sozinhas”, diz Tiririca no vídeo.
A publicação também chama atenção pela trajetória partidária do humorista. Ele foi eleito deputado federal por São Paulo pelo PL em 2022, mas deixou a legenda e se filiou ao PSD para disputar as eleições de 2026 pelo Ceará.
Tiririca usa mala e botijão de gás para ironizar Flávio Bolsonaro
No vídeo, Tiririca aparece carregando uma mala e um botijão de gás, como se estivesse se preparando para deixar o país. A pessoa que grava a cena pergunta se ele vai embora e se pretende deixá-la sozinha.
O humorista responde com a referência a Flávio Bolsonaro e às 60 milhões de pessoas que, segundo a piada, teriam ficado sozinhas. A fala faz referência ao cenário político após a eleição presidencial de 2026.
A publicação utiliza o humor para comentar a repercussão da saída do senador do Brasil.
Tiririca deixou o PL e disputou eleição pelo PSD no Ceará
Tiririca foi eleito deputado federal por São Paulo pelo PL em 2022, quando recebeu 71.754 votos. O humorista ingressou na política em 2010 e construiu sua trajetória parlamentar no estado paulista.
Em 2025, transferiu o domicílio eleitoral para o Ceará. Para disputar as eleições de 2026, deixou o PL e se filiou ao PSD, partido pelo qual concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo estado.
O resultado, porém, não garantiu um novo mandato. Tiririca recebeu 5.536 votos e terminou como segundo suplente do PSD no Ceará.
Polícia Federal investiga circunstâncias da saída de Flávio Bolsonaro
A publicação de Tiririca ocorre em meio à repercussão da viagem de Flávio Bolsonaro para o exterior. Em nota divulgada na quarta-feira (28), a Polícia Federal informou que investiga as circunstâncias do descumprimento de ordens judiciais relacionadas à entrega dos passaportes do senador e à proibição de deixar o Brasil.
Segundo a corporação, não havia registro oficial da saída do parlamentar pelos postos de controle migratório brasileiros. A PF também informou que os passaportes comum e diplomático emitidos pelo Brasil foram cancelados e que um alerta migratório foi inserido no sistema de controle de fronteiras.
O senador havia sido intimado a entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades no prazo de 24 horas, mas, de acordo com a nota, não cumpriu a determinação.
A Polícia Federal esclareceu que a existência de restrições relacionadas aos documentos de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza automaticamente a prisão ou outras medidas cautelares. As circunstâncias do deslocamento permanecem sob apuração.




