O namorado da universitária Isabelle Caracristi, João Munhoz Neto, ainda era legalmente casado, segundo a própria defesa. A advogada Lígia Peixe afirmou nesta terça-feira (22) que ele estava separado de fato da esposa e que havia um procedimento de divórcio amigável em andamento.
A situação conjugal de João foi abordada durante entrevista concedida pela advogada após a prisão do homem. Lígia também sustentou que Isabelle sabia que o namorado ainda era formalmente casado e afirmou que ele não teria escondido essa informação durante o relacionamento.
Namorado de Isabelle era casado? “Ele seria casado”, diz advogada
Questionada diretamente se João Munhoz Neto era casado, Lígia Peixe confirmou que o namorado de Isabelle ainda mantinha formalmente o casamento. “Ele seria casado. Ele em nenhum momento negou para ela”, afirmou a advogada ao falar sobre o conhecimento da universitária a respeito da situação conjugal.
Logo depois, um dos jornalistas perguntou se Isabelle e João mantinham, então, um relacionamento extraconjugal. Lígia rejeitou essa interpretação e respondeu: “Não digo tanto porque ele estava separado de fato da esposa.” Durante a entrevista, também foi dito que João já não convivia com a mulher e que existiria “o procedimento de divórcio amigável”.
Isabelle sabia que João Munhoz Neto era casado?
Segundo Lígia Peixe, Isabelle sabia que João Munhoz Neto ainda era legalmente casado. A advogada afirmou que ele “em nenhum momento” teria escondido da universitária essa condição.
Ao comentar o assunto, Lígia também levantou uma hipótese sobre a relação de João com a família da jovem. “Talvez por isso a mãe não goste dele”, declarou. A afirmação representa uma interpretação da própria advogada e não uma confirmação da mãe de Isabelle sobre as razões de eventual resistência ao relacionamento.
João Munhoz Neto estava se divorciando?
A versão apresentada pela defesa é de que João estava separado de fato da esposa, apesar de o casamento ainda existir formalmente. Lígia Peixe afirmou ainda que havia um procedimento de divórcio amigável em andamento.
A advogada não apresentou, durante a entrevista, detalhes sobre quando o processo de separação teria começado ou em qual estágio estaria o divórcio. O ponto central apresentado pela defesa é que João não convivia mais maritalmente com a esposa quando começou a se relacionar com Isabelle.
“Não foi nem dois meses completos de relacionamento”, afirma defesa
Lígia Peixe também falou sobre a duração do relacionamento de João Munhoz Neto e Isabelle Caracristi. Ao contestar questionamentos feitos em torno do caso, a advogada declarou: “Não foi nem dois meses completos de relacionamento.”
A defesa também negou que João tenha descrito a relação com Isabelle como conturbada. Segundo Lígia, ele relatou que mantinha o relacionamento com a universitária e que ela passava alguns dias com ele e outros na casa da mãe.
As declarações apresentam a versão da defesa sobre o namoro. A família de Isabelle, por outro lado, apresentou publicamente questionamentos sobre a relação. A mãe da jovem, Isorlanda Caracristi, afirmou que considerava João controlador e passou a cobrar esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte da filha.
O que aconteceu com Isabelle Caracristi?
Isabelle Caracristi, de 22 anos, era estudante de Direito e foi encontrada morta na noite de 13 de setembro no pátio do condomínio onde vivia com João Munhoz Neto e familiares dele, no bairro Aldeota, em Fortaleza. A morte ocorreu após uma queda do edifício, e as circunstâncias do caso passaram a ser investigadas pela Polícia Civil do Ceará.
Exames periciais apontaram que Isabelle morreu por politraumatismo decorrente do impacto contra o solo, e exames toxicológicos não detectaram substâncias de interesse. Imagens das câmeras de segurança do condomínio também passaram a integrar a investigação e registraram movimentações de Isabelle e João antes da morte.
O caso ganhou maior repercussão depois que Isorlanda Caracristi, mãe de Isabelle, publicou um vídeo cobrando respostas sobre o que havia acontecido com a filha. Segundo o relato da mãe, ela não foi avisada da morte naquela noite e só soube do ocorrido no dia seguinte, quando foi ao condomínio após não conseguir contato com Isabelle.
A Polícia Civil passou a colher depoimentos, analisar celulares e examinar imagens de segurança para reconstruir os acontecimentos. João Munhoz Neto prestou depoimento acompanhado da defesa e foi preso preventivamente nesta terça-feira (22). As circunstâncias da morte de Isabelle continuam sob investigação.
Onde João estava quando Isabelle morreu?
Lígia Peixe afirma que João Munhoz Neto não estava no apartamento no momento da morte da namorada. Segundo a advogada, ele deixou Isabelle no imóvel e saiu para participar de uma missa. A defesa diz que a universitária estava com dor, foi convidada para acompanhá-lo, mas preferiu permanecer no apartamento.
De acordo com Lígia, João esteve com outras pessoas durante a celebração e, posteriormente, recebeu uma ligação do irmão informando sobre o que havia acontecido no condomínio. A advogada sustenta ainda que haveria uma perícia indicando que Isabelle estava sozinha antes da queda, embora tenha reconhecido durante a mesma entrevista que não sabe precisar a dinâmica: “Pulou, caiu? A gente não sabe direito.”
Por que João Munhoz Neto foi preso?
João Munhoz Neto foi preso preventivamente nesta terça-feira (22) no âmbito da investigação sobre a morte de Isabelle. Lígia Peixe contesta a necessidade da medida e afirma que o pedido de prisão teria sido feito antes do depoimento prestado por ele.
A defesa sustenta que João havia se apresentado voluntariamente, entregado o telefone celular e informado onde poderia ser localizado. Lígia afirmou que pedirá à Justiça a reversão da prisão, enquanto a investigação prossegue para esclarecer a sequência dos acontecimentos e as circunstâncias da morte de Isabelle Caracristi.


