A defesa de João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi, explicou nesta terça-feira (22) por que, segundo sua versão, não foi ele quem comunicou à mãe da universitária o que havia acontecido. A advogada Lígia Peixe afirmou que João estava “muito abalado” após saber da morte e que o irmão dele foi responsável por entrar em contato com a mãe de Isabelle.
O assunto foi levantado durante entrevista à imprensa após a prisão de João, quando Lígia foi questionada especificamente sobre o fato de o namorado não ter comunicado o ocorrido à família da jovem. A advogada apresentou a versão da defesa sobre aquele momento e também explicou como João teria recebido a notícia da morte.
Por que namorado de Isabelle não avisou a mãe? “Estava muito abalado”, diz defesa
Segundo Lígia Peixe, João Munhoz Neto não teria condições emocionais de comunicar a morte à mãe de Isabelle naquele momento. “Ele não foi quem mandou a mensagem. Quem mandou foi o irmão dele”, afirmou. Na sequência, a advogada justificou: “Ele estava muito abalado.”
Lígia relacionou o estado emocional de João ao fato de, segundo a versão da defesa, ele ter deixado Isabelle no apartamento antes de sair e posteriormente ter recebido a notícia de que ela havia caído do prédio. A advogada afirmou ainda que o irmão de João entrou em contato com a mãe da universitária após solicitação dos policiais.
Segundo a defensora, o telefone da mãe de Isabelle foi repassado ao irmão de João, que enviou a mensagem. Lígia declarou que, depois de visualizar o contato, a mãe da universitária teria bloqueado o número. Essa é a versão apresentada pela defesa para explicar por que João não comunicou pessoalmente o ocorrido.
Quem avisou a mãe de Isabelle sobre a morte?
De acordo com Lígia Peixe, foi o irmão de João Munhoz Neto quem entrou em contato com a mãe de Isabelle. A advogada afirma que João estava abalado e não enviou a mensagem.
A ausência de uma comunicação direta à família se tornou um dos pontos levantados publicamente após a morte da universitária. A mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, afirmou que não foi avisada naquela noite e passou a cobrar esclarecimentos sobre o que havia acontecido com a filha.
Como João Munhoz Neto soube da morte de Isabelle?
A entrevista também trouxe a versão da defesa sobre como João teria tomado conhecimento do ocorrido. Segundo Lígia Peixe, ele deixou Isabelle no apartamento e saiu para participar de uma missa. A advogada afirma que a universitária estava com dor, foi convidada para acompanhá-lo, mas decidiu permanecer no imóvel.
João teria permanecido na celebração e conversado com outras pessoas. Segundo a defesa, foi durante esse período que o irmão recebeu, por meio do grupo do condomínio, a informação de que uma pessoa havia caído do prédio e telefonou para João. Lígia afirma que ele retornou ao condomínio depois de saber do ocorrido.
A advogada também foi questionada sobre imagens de câmeras de segurança registradas no momento do retorno ao prédio. Segundo Lígia, João estava acompanhado do irmão, da namorada dele e de um casal de amigos.
O que aconteceu com Isabelle Caracristi?
Isabelle Caracristi, de 22 anos, era estudante de Direito e morreu após cair de um prédio no bairro Aldeota, em Fortaleza, no dia 13 de setembro. A jovem estava no apartamento onde João Munhoz Neto vivia com familiares, e as circunstâncias da morte passaram a ser investigadas pela Polícia Civil do Ceará.
O caso ganhou maior repercussão depois que Isorlanda Caracristi, mãe de Isabelle, publicou um vídeo cobrando esclarecimentos sobre a morte da filha. Entre os questionamentos levantados estava justamente a forma como a família tomou conhecimento do ocorrido, já que, segundo a mãe, ela não foi comunicada imediatamente naquela noite.
A investigação passou a reunir depoimentos, imagens de câmeras de segurança, aparelhos celulares e informações sobre os acontecimentos anteriores e posteriores à queda. João prestou depoimento e entregou o celular às autoridades. Posteriormente, teve a prisão decretada e foi preso nesta terça-feira (22).
A defesa sustenta que João não estava no apartamento no momento da queda e afirma que ele havia saído para uma missa. Lígia Peixe declarou ainda que haveria uma perícia indicando que Isabelle estava sozinha, embora tenha reconhecido que não sabe precisar a dinâmica da queda: “Pulou, caiu? A gente não sabe direito.”
Defesa diz que João ficou na casa de parentes após morte de Isabelle
Lígia Peixe afirmou que João ficou emocionalmente abalado nos dias seguintes à morte de Isabelle e permaneceu na casa de familiares. Segundo a advogada, ele chegou a receber atendimento médico em casa e estava sob efeito de medicamentos.
A defensora também rebateu informações de que João não teria sido localizado pelas autoridades. Segundo ela, ele permaneceu na casa da avó e não estava foragido. A defesa sustenta que João se apresentou voluntariamente, entregou o telefone celular e forneceu contatos e endereço para que pudesse ser chamado novamente.
Por que João Munhoz Neto foi preso?
João Munhoz Neto foi preso nesta terça-feira (22) no âmbito da investigação sobre a morte de Isabelle. Lígia Peixe afirmou durante a entrevista que foi informada de que o pedido de prisão havia sido feito antes do depoimento prestado por ele.
A defesa contesta a necessidade da medida e argumenta que João havia se apresentado voluntariamente, prestado esclarecimentos e entregado o celular. Lígia informou que pedirá à Justiça a reversão da prisão, enquanto a investigação prossegue para esclarecer a sequência dos acontecimentos e as circunstâncias da morte de Isabelle Caracristi.




