As buscas pelo helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla com Renner, foram retomadas nesta terça-feira (22) em Santa Catarina. O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), a Defesa Civil e a Força Aérea Brasileira (FAB) participam da operação, que mobiliza equipes terrestres, aeronaves, drones e cães farejadores.
A aeronave desapareceu na segunda-feira (21), durante o trajeto entre Porto Belo, no litoral catarinense, e São Joaquim, na Serra. Até a atualização mais recente, nenhum vestígio do helicóptero havia sido localizado e não havia confirmação oficial sobre queda, pouso forçado ou sobre a situação dos ocupantes.
Buscas pelo helicóptero de Rick são ampliadas
A operação concentra esforços em áreas da Serra catarinense, principalmente na região de Urubici. Os bombeiros utilizam drones térmicos e cães de busca, enquanto a FAB participa com aeronaves especializadas em missões de busca e salvamento.
Segundo informações divulgadas nesta terça-feira, mais de 20 bombeiros, sete viaturas, dois drones térmicos e cães integram a operação terrestre. Pelo ar, a FAB utiliza um helicóptero Black Hawk H-60 e um avião SC-105 Amazonas.
As condições meteorológicas e o relevo da região dificultam o trabalho das equipes. Chuva intensa, baixa visibilidade, áreas de mata e dificuldades de acesso estão entre os obstáculos encontrados durante a operação.
Na noite de segunda-feira, os bombeiros chegaram a verificar a localidade de Vacas Gordas, em Urubici, após informações que apontavam para uma possível queda. Nenhum vestígio da aeronave foi encontrado naquele ponto, e os trabalhos foram ampliados para outras áreas a partir de informações obtidas durante a operação.
Sinais de celulares ajudam a definir áreas de busca
Os sinais eletrônicos estão entre os principais elementos utilizados para direcionar as equipes. Informações divulgadas nesta terça-feira apontam que sinais de celulares de ocupantes foram identificados em áreas da Serra catarinense.
A operação também considera o último sinal conhecido do transponder da aeronave. O cruzamento dessas informações levou as equipes a trabalhar em regiões como Morro Agudo e Vacas Gordas, em Urubici. Os sinais, porém, não significam que o helicóptero ou os ocupantes tenham sido localizados. Eles servem como referência para delimitar áreas que precisam ser verificadas pelas equipes de resgate. A procura permanece concentrada em regiões de difícil acesso, e os bombeiros seguem realizando buscas terrestres enquanto as condições permitem a atuação das aeronaves.
ELT não teria emitido sinal de emergência
Outro elemento citado no acompanhamento do caso é o ELT, sigla em inglês para Transmissor Localizador de Emergência. O equipamento é utilizado para auxiliar na localização de aeronaves em situações de emergência.
Segundo a informação repassada pela administração municipal de São Joaquim, o dispositivo não teria sido acionado durante o desaparecimento. A ausência de um sinal, no entanto, não permite concluir o que ocorreu com o helicóptero.
Esse dado precisa ser analisado junto às informações do transponder, aos sinais de celulares, às condições meteorológicas e aos demais elementos reunidos durante a operação. Por isso, até o momento, as autoridades não confirmaram que a aeronave tenha caído. Também não há confirmação oficial de que algum dos ocupantes tenha sido encontrado ou esteja ferido.
Quem estava no helicóptero desaparecido em Santa Catarina
Rick, da dupla sertaneja com Renner, estava entre os ocupantes do helicóptero que fazia o trajeto para São Joaquim. Também estavam na aeronave o empresário Bruno Avelar e o fotógrafo e filmmaker Paulo Soares.
Há divergência nas primeiras informações divulgadas sobre a quantidade exata de pessoas a bordo. Parte das fontes cita quatro ocupantes, enquanto outras informações apontam cinco pessoas, incluindo piloto e copiloto. O R7, por exemplo, informou cinco ocupantes e identificou entre eles Rick, Bruno Avelar, um cinegrafista, o piloto e o copiloto.
O helicóptero é um Bell 430, de matrícula PP-MGR. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indicam que a aeronave está em situação regular e possui autorização para transporte, com Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade válido até agosto de 2027.
A empresa JTA Empreendimentos e Urbanismo informou que a aeronave havia sido emprestada para Rick e Bruno Avelar. A companhia também pediu cautela na divulgação de informações sobre o desaparecimento enquanto as autoridades trabalham para esclarecer o caso.
Mau tempo dificultou o voo e as buscas
O desaparecimento ocorreu em meio a condições meteorológicas adversas na Serra catarinense. Na segunda-feira (21), Santa Catarina estava sob alertas relacionados a temporais, com previsão de chuva intensa, ventos fortes e possibilidade de granizo em diferentes áreas do estado.
A região de Urubici e outros pontos da Serra registraram condições que dificultaram tanto o deslocamento das equipes terrestres quanto a utilização de aeronaves durante parte da operação. As condições meteorológicas são consideradas no planejamento das buscas, mas ainda não há confirmação de que o mau tempo tenha provocado o desaparecimento ou causado algum dano ao helicóptero.
Buscas continuam nesta terça-feira
A operação segue mobilizada para localizar o helicóptero e esclarecer o que aconteceu durante o trajeto entre o litoral e a Serra de Santa Catarina. Até a última atualização, não havia confirmação oficial de queda, pouso forçado, localização da aeronave ou situação dos ocupantes. As equipes continuam utilizando informações de celulares, sinais da aeronave, drones, cães farejadores e aeronaves de busca para tentar encontrar o Bell 430. O trabalho também depende das condições de acesso e do tempo na região. Enquanto não houver localização da aeronave, qualquer hipótese sobre o que ocorreu permanece sem confirmação oficial.




