Uma imagem exclusiva do local da queda de Isabelle Caracristi mostra detalhes da área externa do condomínio onde a estudante morreu, em Fortaleza. O registro permite visualizar a estrutura existente no ponto onde ocorreu o impacto após a queda do 23º andar.
Entre os elementos que aparecem na imagem estão as grades instaladas no local. Segundo a apuração da TV Cidade, a perna de Isabelle atingiu essa estrutura durante a queda, provocando uma fratura antes do impacto no solo.
O registro é divulgado enquanto a Polícia Civil mantém a investigação sobre as circunstâncias que antecederam a morte da estudante, ocorrida no dia 13 de setembro. A perícia apontou uma precipitação voluntária, mas outras linhas de apuração continuam em andamento.
Imagem mostra local da queda de Isabelle Caracristi
A imagem exclusiva permite observar as características da área externa onde Isabelle caiu e as grades existentes no ponto de impacto. A estrutura faz parte do cenário analisado durante a investigação para compreender a dinâmica da queda.
A perna da estudante atingiu uma das grades durante o impacto, segundo informações obtidas pelo TV Cidade. A lesão integra o conjunto de ferimentos provocados pela queda.
A perícia realizou exames no apartamento onde Isabelle morava, no rooftop e na área onde o corpo foi encontrado. O trabalho também incluiu a análise de imagens de segurança e outros elementos relacionados à ocorrência.
A imagem, isoladamente, não determina o que levou Isabelle a cair. A investigação considera um conjunto de provas para reconstruir os acontecimentos anteriores à morte.
Perícia aponta precipitação voluntária na morte de Isabelle
A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) informou que os elementos técnicos analisados apontam para uma precipitação voluntária a partir do rooftop do condomínio.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, imagens de segurança também foram analisadas durante o trabalho pericial para estabelecer a dinâmica da queda.
A conclusão da perícia, porém, não encerra a investigação sobre os acontecimentos anteriores à queda. A Polícia Civil continua apurando possíveis condutas relacionadas à morte de Isabelle, incluindo suspeitas de induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, além de outras circunstâncias relacionadas ao relacionamento com João Munhoz.
O rooftop de onde ocorreu a queda não possuía câmera de segurança diretamente voltada para o ponto. Equipamentos instalados em outras áreas do condomínio registraram parte da movimentação e foram considerados na investigação.
O que a investigação descobriu sobre a queda
A investigação policial busca reconstruir os acontecimentos das horas que antecederam a morte de Isabelle. Para isso, os investigadores analisam imagens de segurança, depoimentos, mensagens e dados extraídos de aparelhos eletrônicos.
João Munhoz Neto, namorado de Isabelle, deixou o apartamento antes da queda e retornou posteriormente, segundo informações reunidas pela investigação. Os horários e deslocamentos dele estão entre os elementos analisados pela Polícia Civil.
Outro ponto investigado é uma câmera particular que havia sido instalada na porta do apartamento onde Isabelle e João moravam. O equipamento foi retirado, e as circunstâncias dessa retirada passaram a fazer parte das diligências.
Celular de Isabelle tem lacuna de quase 19 horas
O celular de Isabelle também foi submetido a análise pericial. O aparelho ficou danificado após a queda, e os especialistas conseguiram recuperar parte dos dados armazenados.
Nos registros recuperados foi identificada uma lacuna de aproximadamente 19 horas entre dados da madrugada de 13 de setembro e o horário estimado da morte.
A ausência de registros nesse período, isoladamente, não permite concluir que houve apagamento intencional de informações. O dado é analisado junto aos demais elementos reunidos no inquérito.
Relatos sobre a relação com João também são investigados
A relação entre Isabelle e João também está entre os pontos analisados pela Polícia Civil. Mensagens recuperadas do celular da estudante e relatos de familiares e testemunhas fazem parte do conjunto de informações reunidas durante a apuração.
Um áudio enviado por Isabelle ao primo Alessandro Ferreira Caracristi horas antes da morte também foi citado entre os elementos investigados. Conforme relato do familiar, a estudante teria mencionado uma discussão com João e pedido que a gravação fosse entregue à polícia caso algo acontecesse com ela.
Os elementos relacionados ao relacionamento foram considerados na decisão judicial que manteve a prisão preventiva de João. A defesa do investigado contesta a responsabilização dele pela morte de Isabelle e sustenta a versão de que a jovem teria cometido suicídio.
João Munhoz continua preso preventivamente
João Munhoz permanece preso preventivamente após a Justiça manter a medida durante a audiência de custódia realizada na quarta-feira (23). Ele havia sido preso na terça-feira (22), no contexto da investigação.
A prisão é uma medida cautelar e não representa, por si só, uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade criminal do investigado.
A Polícia Civil continua analisando depoimentos, aparelhos eletrônicos, imagens de segurança e laudos periciais. Novas oitivas também fazem parte das diligências realizadas no caso.
Imagem será exibida na íntegra no Balanço Geral da Tarde
A imagem exclusiva do local da queda será exibida na íntegra pelo Balanço Geral da Tarde, da TV Cidade.
O registro integra a cobertura do Grupo Cidade de Comunicação sobre o caso e apresenta detalhes da estrutura existente no ponto onde Isabelle caiu, incluindo as grades atingidas durante o impacto.
Nesta quinta-feira (24), a investigação também teve novas movimentações, com depoimentos de familiares de João Munhoz no 2º Distrito Policial, na Aldeota.




