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INVESTIGAÇÃO

Mãe de João Munhoz chega à delegacia para depor no caso Isabelle Caracristi

Sara Regina Alexandre Munhoz chegou ao 2º Distrito Policial, na Aldeota, nesta quinta-feira (24), em mais uma etapa da investigação sobre a morte da estudante

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Mãe de João Munhoz chega à delegacia para depor no caso Isabelle Caracristi
Sara Regina Alexandre Munhoz chegou ao 2º Distrito Policial, na Aldeota, em Fortaleza, para prestar depoimento no caso Isabelle Caracristi. Foto: GCMais

A mãe de João Munhoz, Sara Regina Alexandre Munhoz, chegou ao 2º Distrito Policial (2º DP), na Aldeota, em Fortaleza, nesta quinta-feira (24), para prestar depoimento no caso Isabelle Caracristi. A oitiva ocorre em meio à continuidade das investigações sobre a morte da estudante de Direito, encontrada morta após cair do 23º andar de um condomínio na capital cearense.

A ida de Sara à delegacia acontece dois dias após a prisão preventiva de João Munhoz Neto, namorado de Isabelle. A Justiça manteve a medida durante a audiência de custódia realizada na quarta-feira (23), e o investigado foi transferido para a Unidade Prisional de Triagem e Observação Criminológica (UP-TOC), em Aquiraz.

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Nesta quinta-feira, o irmão de João e a namorada dele também foram ao 2º DP para prestar depoimento. As novas oitivas serão incorporadas ao conjunto de informações reunidas pela Polícia Civil durante a investigação.

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Caso Isabelle Caracristi tem novas oitivas nesta quinta-feira

A Polícia Civil continua reunindo depoimentos e provas técnicas para reconstruir os acontecimentos relacionados à morte de Isabelle. A apuração inclui imagens de câmeras de segurança, mensagens, áudios, dados de aparelhos eletrônicos e relatos de testemunhas.

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A prisão preventiva de João ocorreu no contexto da investigação sobre possíveis condutas relacionadas à morte de Isabelle. Entre as hipóteses investigadas estão eventual induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, além de possíveis situações de violência psicológica e obstrução da investigação.

A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa, por si só, uma condenação ou conclusão definitiva sobre a responsabilidade de João pela morte da estudante.

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Sara Regina foi exonerada de cargo na SAP

Antes de prestar depoimento, Sara Regina Alexandre Munhoz também passou a ser citada no caso após ser exonerada de um cargo comissionado na Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará (SAP).

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Ela ocupava uma função de coordenadora na pasta. O ato de exoneração foi publicado no Diário Oficial do Estado com efeitos a partir de 22 de setembro, mas o documento não informa o motivo da decisão. Por isso, não há base oficial para estabelecer uma relação direta entre a exoneração e a investigação sobre a morte de Isabelle.

Sara também teve aparelhos eletrônicos apreendidos durante diligências anteriores da investigação. Os equipamentos foram encaminhados para análise, dentro do conjunto de medidas realizadas pela Polícia Civil.

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Perícia aponta que queda de Isabelle foi voluntária

A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) concluiu que Isabelle se jogou do 23º andar do condomínio onde ocorreu a morte, conforme informações divulgadas pelas autoridades durante coletiva realizada na quarta-feira (23).

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A conclusão pericial sobre a dinâmica da queda não encerra a investigação sobre outros possíveis crimes ou condutas relacionados ao caso. A Polícia Civil continua analisando a relação entre Isabelle e João e os acontecimentos anteriores à morte.

A perícia também apontou politraumatismo como causa da morte, enquanto os exames toxicológicos não identificaram substâncias de interesse toxicológico.

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Câmeras e celular de Isabelle são analisados

O rooftop de onde Isabelle caiu não possuía câmera de segurança. Outros equipamentos instalados no condomínio, porém, registraram a movimentação da estudante e são analisados para reconstruir a sequência dos acontecimentos.

Outro ponto da investigação envolve o celular de Isabelle. A perícia identificou uma lacuna de aproximadamente 19 horas nos dados recuperados do aparelho, entre registros da madrugada de 13 de setembro e o período estimado da morte.

O telefone ficou danificado após a queda, o que dificultou a recuperação integral das informações. A existência do intervalo, isoladamente, não permite concluir que dados tenham sido apagados de forma intencional.

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João Munhoz continua preso preventivamente

João Munhoz permanece preso preventivamente enquanto a investigação continua. Ele foi preso na terça-feira (22) e, após a audiência de custódia, teve a medida mantida pela Justiça.

Em depoimento, João apresentou sua versão sobre as últimas horas de Isabelle, o relacionamento entre os dois e questões financeiras. A defesa contesta a responsabilização dele pela morte da estudante e sustenta a versão apresentada pelo investigado.

Os relatos de João são confrontados pela Polícia Civil com mensagens, imagens, dados de aparelhos eletrônicos, depoimentos e exames periciais.

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O depoimento de Sara ocorre, portanto, em uma nova etapa de oitivas realizadas durante a investigação. O conteúdo da declaração deverá ser analisado junto às demais informações reunidas no inquérito.

Relembre o caso Isabelle Caracristi

Isabelle Caracristi tinha 22 anos e morreu no dia 13 de setembro, após cair do 23º andar de um condomínio localizado na Aldeota, em Fortaleza.

A estudante mantinha um relacionamento com João Munhoz, que passou a ser investigado no contexto da morte. A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias que antecederam a queda e as possíveis condutas relacionadas ao caso.

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A investigação ainda analisa depoimentos, imagens, aparelhos eletrônicos e provas periciais para esclarecer todos os elementos relacionados à morte da jovem.

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