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INVESTIGAÇÃO

Irmão de João Munhoz e namorada chegam à delegacia em Fortaleza para prestar depoimento

O casal compareceu ao 2º Distrito Policial, na Aldeota, nesta quinta-feira (24), no contexto da investigação sobre a morte de Isabelle Caracristi

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Irmão de João Munhoz e namorada chegam à delegacia em Fortaleza para prestar depoimento
Irmão de João Munhoz e namorada comparecem ao 2º Distrito Policial, em Fortaleza, para prestar depoimento sobre o caso Isabelle Caracristi. Foto: GCMais

O irmão de João Munhoz compareceu com a namorada ao 2º Distrito Policial (2º DP), na Aldeota, em Fortaleza, na manhã desta quinta-feira (24), para prestar depoimento no âmbito da investigação sobre a morte de Isabelle Caracristi.

A ida dos dois à delegacia ocorre um dia após a Justiça manter a prisão preventiva de João Munhoz. O homem foi preso na terça-feira (22) e posteriormente transferido para a Unidade Prisional de Itaitinga e Unidade de Tratamento de Ordem Pública (UP-TOC), em Aquiraz.

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Irmão de João Munhoz e namorada devem prestar depoimento

Os depoimentos serão incorporados ao conjunto de informações reunidas pela Polícia Civil do Ceará durante a investigação. A apuração busca esclarecer as circunstâncias da morte de Isabelle e analisar os elementos relacionados à relação dela com João Munhoz.

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O conteúdo dos depoimentos ainda deverá ser confrontado com outras provas já reunidas no inquérito, como imagens de câmeras de segurança, relatos de testemunhas, mensagens, áudios, dados de aparelhos eletrônicos e exames periciais.

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O que a investigação apura sobre a morte de Isabelle Caracristi

Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta no pátio do condomínio La Piazza, na Aldeota, em Fortaleza, no dia 13 de setembro. A estudante havia chegado ao edifício pouco antes e subido até o 23º andar.

A perícia apontou que a queda ocorreu de forma voluntária. A investigação, no entanto, continua para apurar outros aspectos do caso, incluindo a possibilidade de eventual induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio e elementos relacionados à relação entre Isabelle e João.

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A decisão que manteve a prisão preventiva de João menciona elementos reunidos durante a investigação que apontariam para possíveis situações de controle, vigilância e violência psicológica. Essas informações fazem parte da apuração e ainda são objeto de análise no processo.

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Câmeras não registraram o momento da queda no rooftop

O local de onde Isabelle caiu não possuía câmera de segurança. Outros equipamentos do condomínio registraram a movimentação da estudante antes da queda, mas, conforme os elementos divulgados na investigação, não foi identificada outra pessoa acompanhando Isabelle até o rooftop.

A ausência de imagens do ponto exato da queda faz com que outros elementos da investigação sejam considerados para reconstruir os últimos momentos da estudante.

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Celular de Isabelle tem lacuna de quase 19 horas nos registros

O celular de Isabelle foi danificado após a queda e passou por análise pericial. Os dados recuperados apresentam uma lacuna de aproximadamente 19 horas entre os primeiros registros da madrugada de 13 de setembro e o horário estimado da morte.

A existência desse intervalo, por si só, não comprova que houve apagamento intencional de informações. O conteúdo recuperado do aparelho é analisado junto aos demais elementos da investigação.

O que João Munhoz relatou à Polícia Civil

Em depoimento, João Munhoz relatou que recebeu mensagens de Isabelle durante uma missa e afirmou que ela teria manifestado a intenção de retornar ao apartamento. Segundo a versão apresentada por ele à polícia, a última comunicação ocorreu entre 19h14 e 19h16.

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Ainda conforme o relato atribuído a João, ele soube da morte por meio de uma ligação do irmão. Depois, retornou ao condomínio e procurou o celular de Isabelle, com auxílio de um funcionário do local.

A versão apresentada por João é contestada pelos elementos reunidos na investigação e deve ser analisada em conjunto com as demais provas.

João Munhoz segue preso preventivamente

João Munhoz permanece preso preventivamente enquanto a investigação continua. A defesa nega que ele tenha participação na morte de Isabelle e sustenta a versão de que a estudante tirou a própria vida.

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A prisão preventiva não representa, por si só, uma condenação. O caso segue sob investigação, com a análise de depoimentos, dados eletrônicos, imagens e provas periciais.

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