O ex-namorado de Isabelle Caracristi, que manteve um relacionamento com ela antes de João Munhoz Neto, prestou depoimento na manhã desta sexta-feira (25) no 2º Distrito Policial, em Fortaleza. Ele chegou à unidade por volta das 9h e deixou o local próximo das 11h, acompanhado do pai, que é advogado.
O homem não falou com a imprensa ao deixar a delegacia. O depoimento ocorre durante uma nova rodada de oitivas realizadas pela Polícia Civil para esclarecer as circunstâncias da morte de Isabelle.
A presença do antigo namorado na delegacia se dá após o relacionamento dele com Isabelle ter sido mencionado durante depoimentos anteriores. A investigação também busca esclarecer questões que teriam sido citadas por João Munhoz envolvendo a vida financeira da jovem e o relacionamento anterior.
Ex-namorado manteve relacionamento com Isabelle antes de João Munhoz
Isabelle teria mantido um relacionamento com o homem ouvido nesta sexta-feira durante aproximadamente um ano. O namoro teria terminado em junho deste ano. Depois do fim desse relacionamento, Isabelle teria iniciado a relação com João Munhoz, entre julho e agosto.
O antigo relacionamento ganhou espaço nas oitivas porque teria sido mencionado por João Munhoz em seu depoimento à Polícia Civil. Entre os pontos citados estão possíveis dívidas de Isabelle com o ex-namorado.
O depoimento desta sexta-feira deve contribuir para esclarecer esses pontos e confrontar informações já apresentadas à investigação.
Polícia já ouviu 16 pessoas
Com a nova oitiva, a Polícia Civil chegou a 16 pessoas ouvidas no caso. Somente na quinta-feira (24), sete pessoas prestaram depoimento.
A sexta-feira também teve outros depoimentos previstos. O irmão mais novo de Isabelle, identificado como Joel, compareceu ao 2º Distrito Policial e permaneceu na parte superior da unidade para ser ouvido.
A mãe de Isabelle, Isorlanda, também era aguardada para prestar novo depoimento. A síndica do condomínio onde ocorreu a queda igualmente deve comparecer à delegacia.
Uma advogada que representa o condomínio também esteve na unidade durante a manhã. A presença dela ocorreu enquanto a polícia aguardava a chegada da síndica.
Família de Isabelle acompanha investigação
Uma das advogadas da família Caracristi, Patrícia, esteve no 2º Distrito Policial durante a manhã. A expectativa é de que outros depoimentos sejam realizados ao longo do dia.
A mãe de Isabelle já havia prestado depoimento anteriormente. Na ocasião, ela chegou à delegacia acompanhada por escolta e permaneceu na unidade até o período da noite.
João Munhoz também já foi ouvido
João Munhoz, que iniciou relacionamento com Isabelle após o término do namoro anterior, já havia prestado depoimento durante a investigação. Ele também foi preso nos últimos dias e levado para uma unidade em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza.
A defesa de João Munhoz ainda não havia comparecido ao 2º Distrito Policial durante a manhã desta sexta-feira.
Investigação continua com novos depoimentos
A sequência de oitivas ocorre enquanto a Polícia Civil reúne informações para esclarecer as circunstâncias da morte de Isabelle Caracristi.
Além do ex-namorado que se relacionou com Isabelle antes de João Munhoz, familiares e pessoas ligadas ao condomínio onde ocorreu o caso estão sendo ouvidos.
A expectativa é de que novos depoimentos sejam realizados ao longo desta sexta-feira.
Família relata possíveis episódios de violência
A família de Isabelle já havia apresentado relatos sobre o relacionamento da estudante com João Munhoz Neto.
A mãe da jovem, Isorlanda Caracristi, afirmou anteriormente que considerava preocupantes alguns comportamentos do namorado. Ela também relatou episódios envolvendo o cartão de crédito da filha e uma suposta intenção de colocar uma empresa no nome da estudante.
Esses relatos foram apresentados pela mãe e integram o contexto investigado, mas não constituem, isoladamente, conclusões oficiais sobre a morte.
As advogadas que representam a família também afirmaram que pessoas ouvidas durante as diligências relataram possível violência psicológica. A defesa ressaltou que esses relatos precisam ser analisados antes que qualquer conclusão seja apresentada como fato.
A Delegacia da Mulher passou a participar das diligências, juntamente com outras unidades especializadas da Polícia Civil.
Investigação segue após prisão do namorado
A prisão de João Munhoz Neto ocorre enquanto a Polícia Civil ainda reúne elementos para esclarecer a morte de Isabelle.
Além das imagens e dos exames periciais, a investigação analisa o celular da estudante e os dispositivos apreendidos durante as diligências. Novos depoimentos também devem integrar o conjunto de informações considerado pelos investigadores.
A análise da perícia também precisa estabelecer quais vestígios podem ser relacionados diretamente à queda e quais eventualmente têm outra origem. A especialista Caroline Daitx ressalta que o trabalho pericial depende justamente da combinação dessas informações.
A gestação que havia sido mencionada anteriormente por familiares também foi posteriormente descartada por exame pericial, conforme informado pelas advogadas da família.




