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INVESTIGAÇÃO

Advogada de João Munhoz contesta prisão e pede habeas corpus no caso Isabelle Caracristi

Lígia Peixe afirmou, em entrevista à TV Cidade nesta quinta-feira (24), que mensagens entre o casal mostram Isabelle pedindo para encontrar João e contestou as suspeitas de indução ao suicídio

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Lígia Peixe, advogada de João Munhoz, falou à TV Cidade sobre o pedido de habeas corpus e a investigação da morte de Isabelle Caracristi. (Foto: Reprodução/ TV Cidade )

A advogada Lígia Peixe, que representa João Munhoz Neto, informou que a defesa ingressou com um pedido de habeas corpus para contestar a prisão preventiva do investigado pela morte de Isabelle Caracristi. Em entrevista à TV Cidade na manhã desta quinta-feira (24), na 2ª Delegacia de Polícia Civil, no bairro Aldeota, em Fortaleza, a defensora afirmou que não identifica elementos que, na avaliação da defesa, justifiquem a manutenção da prisão.

Lígia também contestou as suspeitas de que João tenha induzido Isabelle ao suicídio ou praticado violência psicológica contra a jovem. Durante a entrevista, ela afirmou que mensagens encontradas no celular do investigado mostram Isabelle pedindo para encontrar o namorado nos dias anteriores à morte.

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“O que de que realmente ele não teve, ele não tem nada que diga que ele induziu ou tinha qualquer tipo de violência”, declarou a advogada.

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O pedido de habeas corpus foi apresentado depois que a Justiça manteve a prisão preventiva de João após audiência de custódia realizada na quarta-feira (23). Ele foi preso na terça-feira (22), no curso da investigação sobre a morte da estudante, e posteriormente encaminhado ao sistema prisional.

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Advogada de João Munhoz pede habeas corpus e contesta prisão

Segundo Lígia Peixe, a principal alegação da defesa no habeas corpus é a ausência de motivos que justifiquem a prisão preventiva. “Na ausência de motivos pra prisão”, afirmou a advogada ao explicar o fundamento apresentado no pedido.

A defensora também destacou que João teria colaborado com as autoridades antes de ser preso. Segundo ela, o investigado compareceu à Polícia Civil para prestar esclarecimentos e entregou o celular para análise.

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“Eu apresentei o rapaz, quando a polícia nos procurou, procurou o rapaz no domingo, na segunda eu vim pra cá, marquei com ele à tarde, aí fizeram manifestação, marcamos para a noite, ele compareceu, entregou o celular, tudo direitinho, porque ele não tem responsabilidade sobre isso.”

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A prisão preventiva, no entanto, foi mantida pela Justiça após a audiência de custódia. Como o processo tramita sob segredo de Justiça, os detalhes da decisão não foram divulgados publicamente. A defesa agora busca uma nova análise judicial sobre a necessidade da prisão por meio do habeas corpus.

Defesa diz que mensagens mostram Isabelle pedindo para encontrar João

Durante a entrevista à TV Cidade, Lígia afirmou que teve acesso às mensagens armazenadas no celular de João Munhoz. Segundo a advogada, as conversas mostram Isabelle manifestando interesse em ir ao apartamento do namorado antes da morte.

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“As mensagens vão mostrar que, desde dias anteriores, ela estava pedindo para ir para o apartamento dele, que ela estava se sentindo só, que ela estava com muita dor no pescoço, isso tudo.” Questionada sobre o conteúdo das conversas, a defensora voltou a citar mensagens nas quais, segundo ela, Isabelle insistia para encontrar João. “Tem justamente isso. Ela pedindo para ir para lá, insistindo.”

Ainda de acordo com a versão apresentada pela defesa, João teria dito que buscaria Isabelle para que os dois fossem a uma missa. A advogada afirmou que a jovem não teria aceitado naquele momento e continuado a pedir para ir ao apartamento. “E ele disse: ‘Pois eu vou te pegar e a gente vai pra missa. Ela não quis e insistiu. Pois então venha logo, que eu tenho um horário da missa e vou ali ajeitar aqui direitinho e depois eu volto.”

A defesa utiliza o conteúdo dessas conversas para contestar a hipótese de violência psicológica e de indução ou instigação ao suicídio. As mensagens, porém, integram o conjunto de elementos que ainda está sendo analisado pela investigação e, isoladamente, não encerram a apuração sobre o relacionamento ou sobre as circunstâncias da morte.

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O que a advogada afirma sobre a relação entre Isabelle e João

Lígia também foi questionada sobre informações relacionadas ao estado emocional de Isabelle. Segundo a advogada, a jovem teria enfrentado questões psicológicas durante a adolescência. “Ela teve enquanto adolescente, isso aí parece que ela contou para ele em algum momento, mas ele acho que não se aprofundou nessa questão, não teve esse cuidado de examinar.”

A defensora também negou que João exercesse pressão sobre Isabelle em relação ao local onde ela permanecia. “Mas ela tinha uma liberdade de dormir na casa dele, dormir na casa da mãe, nunca houve nenhuma pressão.” As declarações fazem parte da versão apresentada pela defesa para contestar as suspeitas investigadas pela Polícia Civil.

A polícia, por sua vez, informou que a investigação reuniu relatos e outros elementos relacionados ao relacionamento do casal. Entre os materiais analisados estão depoimentos, imagens de câmeras de segurança, mensagens e aparelhos eletrônicos. A Polícia Civil também afirmou que elementos relacionados à violência psicológica integram a apuração.

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João Munhoz continua preso durante investigação do caso Isabelle

João Munhoz Neto foi preso preventivamente na terça-feira (22), depois do avanço da investigação sobre a morte de Isabelle Caracristi. A prisão foi mantida pela Justiça na audiência de custódia realizada na quarta-feira (23).

A prisão preventiva ocorre durante a investigação e não representa, por si só, uma condenação. O caso permanece sob sigilo judicial, e a defesa contesta a necessidade da medida. Depois da prisão, João foi encaminhado ao sistema prisional. A defesa agora tenta obter a liberdade por meio do habeas corpus apresentado à Justiça.

Antes do pedido, Lígia já havia contestado publicamente a prisão e negado a participação de João na morte de Isabelle. Em declaração anterior, a advogada também afirmou que a morte havia sido suicídio e questionou qual seria a relação do namorado com o caso. Na manhã desta quinta-feira (24), durante entrevista à TV Cidade, a defensora voltou ao assunto e pediu desculpas à família de Isabelle pela forma como havia feito a declaração anterior.

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Entenda o que a Polícia Civil apura sobre a morte de Isabelle

Isabelle Caracristi, de 22 anos, morreu em 13 de setembro após cair do 23º andar de um condomínio na Aldeota, em Fortaleza. A investigação busca esclarecer as circunstâncias que antecederam a queda e a eventual responsabilidade de terceiros.

A Perícia Forense apontou politraumatismo decorrente do impacto contra o solo. A análise toxicológica divulgada pelas autoridades não identificou substâncias de interesse no organismo da estudante. A Polícia Civil também informou que imagens de segurança e outros elementos técnicos estão sendo analisados.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, imagens registraram Isabelle subindo sozinha para o rooftop antes da queda, enquanto o local de onde ela caiu não possuía câmeras. A investigação considera, entre outros elementos, relatos sobre o relacionamento e possíveis situações de violência psicológica.

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João Munhoz é investigado em relação às suspeitas de violência psicológica e de indução ou instigação ao suicídio. A defesa nega as acusações e sustenta que não existem elementos que demonstrem participação dele na morte. Com o habeas corpus, a defesa busca uma nova decisão sobre a prisão preventiva. Enquanto o pedido é analisado, João permanece preso e a investigação continua para esclarecer a dinâmica da morte de Isabelle.

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