Uma diarista que costumava trabalhar duas vezes por semana em uma residência ligada a João Munhoz esteve no 2º Distrito Policial, em Fortaleza, na manhã deste sábado (26), para prestar esclarecimentos relacionados ao caso Isabelle Caracristi. Ela foi acompanhada da advogada Lídia Aguiar.
Segundo a advogada, a trabalhadora esteve no imóvel depois da morte da universitária, mas não sabia do ocorrido quando se dirigiu ao endereço. A versão apresentada é de que ela manteve a rotina profissional habitual e só tomou conhecimento da morte ao chegar à residência.
A presença da diarista no imóvel após a morte de Isabelle passou a ser um dos pontos que despertaram questionamentos em torno do caso. O comparecimento ao 2º DP ocorreu para esclarecer justamente as circunstâncias dessa ida à residência.
Diarista foi ao imóvel após a morte de Isabelle
De acordo com Lídia Aguiar, a trabalhadora tinha uma rotina previamente estabelecida na residência e comparecia ao local duas vezes por semana. A advogada afirma que, por esse motivo, ela foi ao imóvel normalmente, sem ter sido informada sobre a morte de Isabelle.
"Ela já costumava ir à residência duas vezes por semana. No dia em questão, ela foi fazer o serviço que já estava acostumada a fazer e não tinha conhecimento do que havia acontecido. Quando chegou ao local, tomou conhecimento da morte de Isabelle e deixou o imóvel."
A explicação apresentada pela defesa busca esclarecer por que a diarista esteve na residência em um momento posterior à morte da universitária. Segundo Lídia, a trabalhadora não teria sido chamada especificamente para realizar uma limpeza relacionada ao caso. A advogada afirma ainda que ela deixou o local depois de saber do ocorrido.
Advogada explica por que trabalhadora esteve na residência
A versão apresentada por Lídia Aguiar é de que a presença da diarista estava relacionada exclusivamente à rotina de trabalho que ela já mantinha na residência. Questionada sobre a possibilidade de a trabalhadora ter sido chamada para retirar lixo ou realizar algum serviço específico depois da morte de Isabelle, a advogada negou essa finalidade.
"Não. Ela já tinha os dias determinados para ir à residência. Ninguém havia informado a ela o que tinha acontecido. Ela foi fazer o serviço normalmente e, quando chegou lá, tomou conhecimento da situação. A partir daí, ela saiu do imóvel e não chegou a fazer a limpeza."
A advogada também negou que a diarista tenha tido a intenção de alterar ou limpar elementos relacionados ao local. "Ela não chegou a limpar o apartamento depois que soube do ocorrido, nem teve qualquer intenção de limpar a cena. Ela apenas saiu do imóvel."
Depoimento ocorre durante nova fase da investigação
O depoimento deste sábado ocorre após uma nova rodada de oitivas realizada pela Polícia Civil na quinta-feira (24). Na ocasião, sete pessoas prestaram esclarecimentos no 2º Distrito Policial, incluindo familiares e pessoas relacionadas à rotina de João Munhoz e de Isabelle.
A investigação busca reunir informações sobre as circunstâncias da morte de Isabelle Caracristi, encontrada morta em 13 de setembro no condomínio onde morava, na Aldeota, em Fortaleza. João Munhoz Neto está preso preventivamente e é investigado no caso; a defesa nega que ele tenha cometido crime.
No caso da diarista, o esclarecimento apresentado pela advogada está relacionado especificamente ao motivo pelo qual a trabalhadora esteve no imóvel após a morte da universitária. A versão da defesa é de que ela não tinha conhecimento do ocorrido quando saiu de casa para cumprir sua rotina profissional e que deixou a residência assim que soube da morte.
Caso Isabelle Caracristi segue sob investigação
A morte de Isabelle continua sendo investigada pela Polícia Civil. A apuração já incluiu depoimentos de pessoas próximas à jovem e aos envolvidos, análise de imagens de segurança e exames periciais. O caso ganhou ampla repercussão desde a morte da universitária, e diferentes informações passaram a circular sobre o que ocorreu antes e depois da queda. Por isso, os depoimentos têm sido usados para esclarecer rotinas, deslocamentos e circunstâncias relacionadas aos envolvidos e ao imóvel.
A presença de uma diarista na residência após a morte também entrou nesse contexto. A advogada Lídia Aguiar sustenta que a trabalhadora foi ao local por causa de um compromisso profissional que já fazia parte de sua rotina e que não sabia da morte de Isabelle antes de chegar ao imóvel.
Essa versão deverá ser considerada junto aos demais elementos reunidos pela investigação. Até que as autoridades concluam a apuração, as circunstâncias relacionadas à presença de pessoas na residência devem ser tratadas a partir dos depoimentos e das evidências disponíveis. A ida da diarista ao 2º Distrito Policial, portanto, integra a sequência de esclarecimentos colhidos durante a investigação do caso Isabelle Caracristi.




