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EXPORTAÇÃO

Ceará exportou US$ 1,35 milhão em flores e produtos de floricultura

Da produção de milhares de sementes à distribuição para diferentes regiões, cadeia de flores reúne pequenos produtores, grandes viveiros e comércio especializado

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Ceará exportou US$ 1,35 milhão em flores e produtos de floricultura
A diversidade também amplia as possibilidades comerciais. Além das flores de corte, o setor trabalha com plantas ornamentais e espécies procuradas por colecionadores. (Foto: Reprodução/TV Cidade)


Uma rosa do deserto recebida de presente pela esposa foi o ponto de partida para Leudo Júnior transformar uma atividade de lazer em negócio. O que começou com a compra de algumas plantas e sementes cresceu até chegar a um cultivo com mais de 20 mil exemplares e uma produção mensal de cerca de 10 mil sementes.

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No início, o empresário comprava plantas de outros produtores e fazia experiências em casa. Com o tempo, passou a estudar técnicas de cultivo e reprodução, incluindo polinização, produção de sementes e enxertia.

“Comprei minhas primeiras rosinhas do deserto e, a partir daí, eu comecei a aprender. A fazer a polinização, daí tem a produção de sementes. A gente colhe, tem até aqui as vagens, e a gente planta em larga escala”, explica Leudo Júnior, empresário.

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O avanço da atividade fez com que ele deixasse a profissão de professor para se dedicar à produção. O trabalho começa ainda na semente e segue por diferentes etapas até que a planta esteja pronta para comercialização.

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Uma parte desse processo envolve a seleção de exemplares que apresentam características consideradas diferentes. Essas plantas podem ser utilizadas na produção de novos exemplares por meio de enxertos.

“Quando a gente planta muitas sementes e nasce uma diferente, a gente separa. E dos galhos dela, a gente faz vários enxertos. Que são clones, na verdade”, destaca Leudo.

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A experiência ajuda a mostrar uma das pontas de uma cadeia que envolve produção, seleção, cultivo, distribuição e venda. No Ceará, essa atividade também ganhou espaço em regiões com condições favoráveis ao cultivo de diferentes espécies.

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Serra da Ibiapaba concentra parte importante da produção

A produção de flores e plantas ornamentais está distribuída por diferentes regiões do Ceará, incluindo Baixo Acaraú, Paraipaba, Região Metropolitana de Fortaleza, Baturité, Cariri e Serra da Ibiapaba. Entre esses polos, a Ibiapaba tem participação importante na produção. O município de São Benedito concentra viveiros que cultivam diferentes espécies destinadas ao mercado de flores e plantas ornamentais.

Segundo Dimas Nary, gerente de um empreendimento do setor, a produção na região reúne mais de 200 tipos de plantas e cerca de 50 tipos de flores de corte. A distribuição alcança mercados do Norte e Nordeste, além de São Paulo e do próprio Ceará.

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“A nossa produção fica na Serra da Ibiapaba, precisamente em São Benedito, lá onde é cultivado mais de 200 tipos de plantas e 50 tipos de flores de corte, onde a gente abastece o Norte e Nordeste, está mandando atualmente também para São Paulo, e a gente abastece Fortaleza, flores de cortes para distribuidores, nosso forte é distribuidor, e a parte de supermercado na linha varejo”, afirma.

A altitude e as características climáticas da Serra da Ibiapaba favorecem o cultivo de diferentes espécies. A localização também permite que a produção seja distribuída para outros mercados, criando uma conexão entre os viveiros do interior e os centros consumidores.

O resultado é uma cadeia que não termina na propriedade rural. Depois do cultivo, entram etapas de preparação, transporte, distribuição e comercialização.

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Orquídeas ganham espaço no mercado de flores

Entre as plantas comercializadas, as orquídeas ocupam uma posição de destaque. A espécie está presente tanto em lojas especializadas quanto em outros pontos de venda e atende consumidores que procuram plantas ornamentais para presentes, decoração ou cultivo.

Segundo Dimas Nary, mais de 30 mil unidades foram comercializadas em setembro para mercados do Norte e do Nordeste. O volume ajuda a dimensionar a participação da espécie dentro da atividade.

“Esse aqui, a orquídea, hoje, é o carro-chefe, que é o item que mais vendem. No mês de setembro, a gente vendeu mais de 30 mil unidades dela só no mercado do Norte, Nordeste. Então, a gente tá aqui, o mercado das flores, a gente tá desde 2019. É um mercado bem frequentado, onde passa muita gente”, destaca.

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O caminho até o consumidor envolve uma estrutura que depende de logística e distribuição. No caso das flores de corte, o transporte ganha importância porque o produto precisa chegar aos pontos de venda em condições adequadas para comercialização.

Essa dinâmica também amplia o número de atividades envolvidas no setor. Além de quem cultiva, participam da cadeia fornecedores, trabalhadores dos viveiros, transportadores, distribuidores, comerciantes e profissionais especializados.

Como as flores chegam ao consumidor

Entre o cultivo no interior e a compra em Fortaleza existe uma sequência de etapas. A produção começa no viveiro, passa pelos cuidados necessários para o desenvolvimento das plantas e termina na preparação dos exemplares que serão enviados aos mercados.

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A distribuição conecta os produtores aos pontos de venda. No Ceará, parte das flores cultivadas na Serra da Ibiapaba segue para a Capital, enquanto outra parcela é enviada para outros estados.

Fortaleza funciona como um dos mercados consumidores desse circuito. Nas lojas, floriculturas, supermercados e outros estabelecimentos, as plantas chegam ao consumidor como presentes, itens de decoração ou produtos para cultivo doméstico.

A diversidade também amplia as possibilidades comerciais. Além das flores de corte, o setor trabalha com plantas ornamentais e espécies procuradas por colecionadores.

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Assim, uma atividade que começa no cultivo pode movimentar diferentes serviços antes de chegar à casa do consumidor. A produção da Ibiapaba, nesse percurso, se conecta tanto ao mercado cearense quanto a outras regiões brasileiras.

Exportação leva flores produzidas no Ceará para o exterior

A cadeia de flores também ultrapassa as fronteiras brasileiras. Dados citados pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico apontam que o Ceará exportou US$ 1,35 milhão em flores e produtos de floricultura em 2024.

O valor coloca o segmento entre as atividades do agronegócio cearense que participam do comércio exterior. A exportação, porém, é apenas uma das etapas de uma cadeia que começa no cultivo e envolve seleção, preparação, logística e distribuição.

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O comércio exterior também amplia o alcance de uma atividade que possui forte presença no mercado interno. Antes de chegar a outro país, o produto precisa passar por uma estrutura capaz de atender às exigências de transporte e comercialização.

Os dados do comércio exterior mostram ainda a diversidade da pauta do agronegócio do Ceará. Em 2024, o Estado também teve entre seus principais grupos exportadores produtos como frutas frescas, peixes e crustáceos e gorduras e óleos de origem animal ou vegetal.

No caso das flores, o valor exportado mostra que uma atividade tradicionalmente associada a presentes e decoração também integra uma cadeia econômica com alcance internacional.

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Uma cadeia que começa na semente e chega a outros mercados

A trajetória de Leudo Júnior mostra como uma produção pode nascer de uma experiência pessoal e ganhar escala comercial. Uma rosa do deserto recebida de presente levou ao cultivo de novas plantas, à produção de sementes e ao desenvolvimento de técnicas de reprodução.

Em São Benedito, na Serra da Ibiapaba, a atividade aparece em outra dimensão, com viveiros voltados à produção de diferentes espécies e ao abastecimento de mercados de várias regiões.

Entre essas duas pontas estão as etapas que fazem a flor chegar ao consumidor: cultivo, seleção, produção, transporte, distribuição e venda. É uma cadeia que conecta produtores do interior a Fortaleza, a outros estados e também ao mercado internacional.

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O valor de US$ 1,35 milhão exportado pelo Ceará em flores e produtos de floricultura em 2024 é uma das medidas desse alcance. O caminho que começa em uma semente pode terminar a milhares de quilômetros de distância, em outro mercado consumidor.


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