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DESABAFO

Mãe de Isabelle Caracristi cobra Justiça um mês após morte da filha e acusa ex-namorado de violência

Isorlanda destacou a permanência das lembranças da filha e a importância que Isabelle continua tendo em sua vida.

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Mãe de Isabelle Caracristi cobra Justiça um mês após morte da filha e acusa ex-namorado de violência
Isorlanda também contestou tentativas de apresentar João como vítima do caso (Foto: Reprodução)


Um mês após a morte da estudante Isabelle Caracristi, a mãe dela, a professora universitária Isorlanda Caracristi, voltou a pedir Justiça e fez acusações contra o ex-namorado da jovem, João Munhoz Neto. Em uma publicação nas redes sociais, Isorlanda relatou as dificuldades para retomar a rotina, agradeceu o apoio recebido desde a perda e afirmou que pretende transformar o sofrimento em força para combater a violência contra mulheres.

Leia também: Após ameaçar ex-companheira com facão, homem é espancado e morto em Fortaleza

Em um vídeo com quase dez minutos de duração, a professora falou sobre a saudade da filha e criticou conteúdos publicados na internet que, segundo ela, atingem a imagem das duas. Isorlanda também contestou tentativas de apresentar João como vítima do caso e afirmou que continuará acompanhando a busca por responsabilização.

João Munhoz Neto foi indiciado pela Polícia Civil por violência psicológica e fraude processual. Ele chegou a ficar dez dias preso, após ser detido em 22 de setembro, e foi colocado em liberdade com medidas cautelares alternativas à prisão, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

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O indiciamento não equivale a uma condenação. Trata-se de uma conclusão da investigação policial que aponta uma pessoa como provável autora de determinados crimes, sem substituir a análise do Ministério Público e o julgamento pela Justiça.

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Mãe de Isabelle Caracristi relata luto e agradece apoio recebido

Na manifestação publicada no Instagram, Isorlanda destacou a permanência das lembranças da filha e a importância que Isabelle continua tendo em sua vida. A professora descreveu a estudante como uma pessoa alegre, carismática e cheia de planos, cuja trajetória foi interrompida precocemente.

Ao falar sobre o luto, ela explicou que a ausência não se manifesta apenas como um vazio, mas como uma saudade constante. A mãe afirmou que ainda enfrenta oscilações emocionais e não conseguiu recuperar o ritmo de vida que tinha antes da morte da filha.

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“Eu estou com muita falta da minha filha e tenho momentos de altos e baixos”, relatou.

Isorlanda também agradeceu o suporte recebido de familiares, amigos e pessoas que demonstram solidariedade nas ruas e por meio da imprensa. Segundo ela, esse apoio tem sido importante durante o período de adaptação à perda.

A publicação ocorre em meio à repercussão do caso e às discussões sobre as circunstâncias da morte da universitária. Ao tornar público o relato, a professora compartilhou parte da experiência pessoal vivida pela família e reforçou que pretende continuar buscando respostas e Justiça.

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Isorlanda acusa ex-namorado de violência contra a filha

Durante o vídeo, a mãe de Isabelle fez acusações de violência sexual e psicológica contra João Munhoz Neto. Ela também afirmou que, conforme depoimentos colhidos durante a investigação, outras mulheres teriam relatado episódios de assédio atribuídos a ele no escritório de advocacia onde trabalhavam.

Isorlanda criticou o que considera tentativas de minimizar as acusações e de apresentar o ex-namorado como alguém sem conhecimento do que teria ocorrido. Em sua fala, sustentou que os relatos de outras mulheres foram registrados no âmbito policial.

As declarações, porém, precisam ser distinguidas das conclusões oficiais divulgadas sobre o inquérito. Segundo as informações do caso, João foi indiciado por violência psicológica e fraude processual. As acusações de violência sexual e de assédio mencionadas pela mãe devem ser atribuídas a ela e não podem ser apresentadas como condenações judiciais.

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A professora também criticou publicações que classificou como caluniosas e difamatórias contra ela e a filha. Apesar dos ataques que afirma ter recebido, disse acreditar na Justiça e declarou que seguirá lutando para que o caso tenha desdobramentos.

A manifestação evidencia outro aspecto da repercussão de casos de violência: a exposição das famílias nas redes sociais. Além de lidar com o luto, parentes podem enfrentar disputas públicas sobre a interpretação dos fatos, críticas e conteúdos que consideram ofensivos.

Investigação sobre a morte de Isabelle foi concluída em setembro

O inquérito policial sobre a morte da estudante foi concluído em 30 de setembro, conforme as informações divulgadas pelas autoridades. A investigação reuniu 17 laudos periciais e concluiu que a morte ocorreu em decorrência de uma precipitação voluntária.

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No encerramento do inquérito, João Munhoz Neto foi indiciado por violência psicológica e fraude processual. A Polícia Civil informou, à época da prisão, que ele teria atrapalhado as investigações sobre a morte da universitária.

João foi preso em 22 de setembro e permaneceu detido por dez dias antes de ser colocado em liberdade mediante medidas cautelares. A soltura não encerra o caso nem representa absolvição: o investigado continua sujeito às determinações judiciais, enquanto os fatos e as responsabilidades criminais seguem submetidos aos procedimentos legais cabíveis.

A diferença entre indiciamento, denúncia e condenação é importante para compreender a situação. O indiciamento é um ato realizado pela autoridade policial ao final de uma investigação ou durante seu andamento. Cabe ao Ministério Público avaliar se há elementos para apresentar uma denúncia, e a condenação depende de decisão judicial.

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A conclusão do inquérito sobre a causa da morte também não deve ser confundida com uma condenação automática do ex-namorado pelos crimes pelos quais foi indiciado. Cada imputação precisa ser analisada conforme as provas e as etapas previstas no processo penal.

Defesa afirma que João Munhoz Neto é inocente

Antes da soltura, a advogada Lígia Peixe, responsável pela defesa de João Munhoz Neto, contestou as acusações e afirmou que pretende demonstrar a inocência do cliente.

A defesa sustentou que a prisão não deveria ter ocorrido e negou que João tenha obstruído a investigação. A advogada também declarou que ele sofreu com a morte da namorada e que a liberdade concedida com medidas cautelares representava apenas uma etapa do caso.

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A posição da defesa contrasta com as conclusões apresentadas pela Polícia Civil no inquérito. O registro dessas duas posições é importante para contextualizar a situação jurídica, sem antecipar o resultado de eventuais etapas posteriores.

Até que haja decisão judicial definitiva, o indiciamento não autoriza tratar João como condenado pelos crimes investigados. Ao mesmo tempo, a concessão de liberdade provisória ou de liberdade com medidas cautelares não significa que as acusações tenham sido afastadas.

Mãe de Isabelle faz apelo contra a violência contra mulheres

Ao final do vídeo, Isorlanda relacionou a própria experiência de luto à necessidade de combater a violência contra mulheres. Ela afirmou que pretende usar a dor como motivação para continuar buscando Justiça e ampliar a discussão sobre o respeito às mulheres.

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A professora dirigiu um apelo aos homens para que adotem atitudes baseadas no respeito e no cuidado nas relações. Em sua fala, defendeu uma sociedade com menos violência e mais justiça.

“Essa dor que eu sinto, imensa, eu estou transformando em força”, afirmou.

A manifestação encerra um relato marcado pela saudade, pela gratidão ao apoio recebido e pela intenção de manter o caso em evidência. Para a família, a busca por Justiça continua mesmo após a conclusão do inquérito policial, enquanto os desdobramentos jurídicos dependem das providências das instituições responsáveis.

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O caso também mantém em pauta a importância de apurar denúncias de violência com rigor, proteger as pessoas envolvidas e respeitar o devido processo legal. As acusações devem ser investigadas e avaliadas com base nas provas, sem que declarações públicas sejam confundidas com decisões judiciais.

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