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EM CAUCAIA

Aposentado de 71 anos cria elevador caseiro de R$ 8,5 mil para evitar quedas da esposa no Ceará

Estrutura permitiu que o casal continuasse utilizando a parte superior da casa sem depender da escada

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Aposentado de 71 anos cria elevador caseiro de R$ 8,5 mil para evitar quedas da esposa no Ceará
A ideia surgiu depois que a companheira dele sofreu quatro quedas nos degraus da residência (Foto: Reprodução)


Um aposentado de 71 anos construiu um elevador caseiro em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, para evitar novas quedas da esposa, Antônia Pereira, nas escadas da residência. Com experiência profissional como mecânico de tratores, Jorge Luiz Pereira desenvolveu o equipamento com ajuda de um eletricista e de um marceneiro. A estrutura custou R$ 8,5 mil e permitiu que o casal continuasse utilizando a parte superior da casa sem depender da escada.

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A ideia surgiu depois que Antônia sofreu quatro quedas nos degraus da residência. Preocupado com a possibilidade de novos acidentes, Jorge decidiu encontrar uma alternativa que se adaptasse ao espaço disponível e coubesse no orçamento da família.

Conhecido pela criatividade na execução do projeto, o aposentado ganhou o apelido de “rei da gambiarra”. A solução improvisada conquistou a aprovação da esposa e dos netos, que inicialmente desconfiaram de que a construção daria certo.

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A iniciativa também trouxe alívio para os familiares, que temiam receber novas notícias de acidentes domésticos envolvendo o casal. Com o elevador instalado, Antônia passou a subir e descer com mais tranquilidade, enquanto Jorge comemora ter encontrado uma maneira de permanecer na parte superior da residência.

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Quatro quedas da esposa motivaram a criação do elevador

A preocupação com a segurança dentro de casa foi o principal motivo para Jorge iniciar o projeto. Como o casal utilizava uma escada para chegar à parte superior da residência, os deslocamentos cotidianos se transformaram em motivo de apreensão depois dos acidentes.

Antônia caiu quatro vezes nos degraus. A repetição dos episódios levou o marido a procurar uma alternativa para diminuir a necessidade de subir e descer pela escada.

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O neto Lucas Macedo contou que a família ficou receosa quando soube dos planos do avô. No início, os familiares não acreditavam que ele conseguiria construir o equipamento e chegaram a tentar convencê-lo a desistir da ideia.

A preocupação estava relacionada principalmente à segurança dos avós. Como os dois moravam na parte de cima da casa, os deslocamentos pela escada faziam parte da rotina, e qualquer nova queda poderia resultar em outro atendimento hospitalar.

A família, entretanto, viu o projeto avançar até que a estrutura ficasse pronta. A decisão de Jorge foi determinante para que o casal continuasse utilizando o espaço da residência onde já vivia.

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Experiência como mecânico ajudou na montagem do equipamento

A construção do elevador aproveitou os conhecimentos que Jorge adquiriu ao longo da vida profissional. Durante anos, ele trabalhou como mecânico de tratores, atividade que lhe deu familiaridade com máquinas, motores e mecanismos de funcionamento.

Antes de iniciar a montagem, o aposentado começou a adquirir os materiais necessários. Entre os itens utilizados estavam um motor para movimentação de cargas, trilhos e peças de madeira. Para executar o projeto, ele também contou com a colaboração de um eletricista e de um marceneiro.

A escolha dos componentes levou em consideração o espaço disponível na residência. A estrutura precisava ser adaptada às dimensões do local, sem que fosse necessário realizar uma grande reforma para instalar uma solução convencional de acessibilidade.

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O equipamento ficou pronto em aproximadamente uma semana. Ao longo desse período, Jorge acompanhou as etapas da montagem até conseguir colocar a estrutura em funcionamento.

O aposentado relata que realizou testes antes de permitir o uso do elevador pela família. Entre os procedimentos mencionados estão experiências com sacos de areia para avaliar o comportamento da estrutura e testes feitos pelo próprio construtor.

Apesar da satisfação com o resultado, o fato de o equipamento funcionar não equivale a uma certificação de segurança. Como se trata de uma estrutura artesanal, sem padrão industrial informado no material, não há comprovação apresentada de que ela tenha passado por avaliação técnica independente.

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Elevador caseiro custou R$ 8,5 mil

O custo foi um dos aspectos destacados pela família. De acordo com as informações da reportagem, o projeto de Jorge custou R$ 8,5 mil.

Como comparação, a instalação de um elevador ou de uma plataforma de acessibilidade residencial pode variar de R$ 25 mil a R$ 150 mil, conforme os valores apresentados no material. A diferença ajuda a explicar por que o aposentado procurou desenvolver uma alternativa própria, aproveitando seus conhecimentos e a ajuda de profissionais.

Os preços de equipamentos convencionais variam conforme as características da instalação, a capacidade, as adaptações necessárias e o tipo de solução escolhida. Por isso, a comparação não significa que todos os elevadores residenciais custem o mesmo valor nem que uma estrutura artesanal ofereça os mesmos recursos de um equipamento industrializado.

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No caso de Jorge, a proposta foi encontrar uma solução compatível com as condições da casa. O aposentado utilizou o espaço que tinha disponível e adaptou o projeto à realidade da residência.

A iniciativa chama a atenção pela criatividade e pelo objetivo de facilitar a rotina de uma pessoa que já havia sofrido acidentes ao utilizar a escada. Ao mesmo tempo, reforça a importância de avaliar cuidadosamente a segurança de equipamentos destinados ao transporte de pessoas.

Manutenção do elevador é feita a cada seis meses

Jorge afirma que realiza a manutenção do equipamento a cada seis meses e verifica os cabos semanalmente. Os cuidados fazem parte da rotina adotada pelo aposentado para acompanhar as condições da estrutura.

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No entanto, a frequência de inspeção relatada pelo construtor, por si só, não comprova a segurança do elevador. Equipamentos que transportam pessoas exigem atenção especial aos sistemas de sustentação, acionamento, travamento e parada.

Por esse motivo, estruturas artesanais desse tipo devem passar por avaliação de profissionais tecnicamente habilitados, com verificação dos componentes e dos riscos envolvidos. A capacidade de carga, os mecanismos de emergência e a resistência dos materiais são aspectos importantes para esse tipo de instalação.

A reportagem não informa se o elevador de Jorge possui laudo técnico, certificação ou aprovação de órgãos competentes. Assim, o caso deve ser entendido como uma solução desenvolvida especificamente para aquela residência, e não como um modelo comprovadamente seguro para reprodução em outras casas.

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A orientação é especialmente relevante para famílias que enfrentam dificuldades de mobilidade. Antes de instalar qualquer equipamento para transportar pessoas entre pavimentos, é importante buscar orientação profissional e verificar as alternativas de acessibilidade disponíveis.

‘Não queria mais ver minha velha cair’, diz aposentado

Mais do que a construção em si, a história representa uma mudança na rotina do casal. Depois de acompanhar as quedas da esposa, Jorge encontrou uma maneira de enfrentar o problema sem abandonar a parte superior da residência.

Ao falar sobre a motivação para o projeto, o aposentado resumiu o que o levou a continuar trabalhando na ideia: “Eu não queria mais cair, ver minha velha cair e apanhar do chão.”

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A declaração expressa a preocupação que acompanhou o desenvolvimento do equipamento. Para ele, a possibilidade de evitar novos acidentes e permanecer ao lado da esposa em casa tornou o esforço especialmente significativo.

Antônia também aprovou a novidade. Ao experimentar o elevador, demonstrou satisfação com a possibilidade de realizar o deslocamento com mais tranquilidade.

Os netos, que inicialmente desconfiaram da ideia, também passaram a elogiar o resultado. Lucas Macedo contou que achou a experiência interessante quando utilizou o equipamento pela primeira vez.

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A reação da família evidencia como uma dificuldade doméstica pode mobilizar diferentes gerações. O projeto começou com a iniciativa do avô, mas envolveu a preocupação dos familiares e a participação de profissionais na montagem.

Para Jorge, o resultado tem um significado que vai além da economia. Depois de passar a vida trabalhando com máquinas, ele utilizou a própria experiência para buscar uma resposta a um problema que afetava diretamente a vida do casal.

A história do aposentado de Caucaia reúne criatividade, vínculo familiar e preocupação com a segurança dentro de casa. A solução encontrada trouxe mais tranquilidade à rotina de Jorge e Antônia, embora a avaliação técnica continue sendo fundamental para determinar as condições de segurança do equipamento.

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