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ASTRONOMIA

Chuva de meteoros do cometa Halley atinge pico nesta quarta-feira (21); veja como observar

Fenômeno pode produzir 20 ou mais meteoros por hora em condições ideais, mas o brilho da Lua pode dificultar a visualização dos rastros luminosos

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Chuva de meteoros do cometa Halley atinge pico nesta quarta-feira; veja como observar
As Orionídeas são provocadas por fragmentos deixados pelo cometa Halley e atingem o pico entre 21 e 22 de outubro. Foto: Reprodução/NASA

A chuva de meteoros Orionídeas atinge seu pico entre a noite desta quarta-feira (21) e a madrugada de quinta-feira (22). O fenômeno é provocado por partículas deixadas pelo cometa Halley e poderá ser observado em todo o Brasil. Em locais escuros e com o céu favorável, a atividade pode chegar a 20 ou mais meteoros por hora.

A observação não exige telescópio nem binóculo. No entanto, o brilho da Lua, que estará bastante iluminada, poderá dificultar a identificação dos meteoros mais fracos. Por isso, a recomendação é procurar um lugar com pouca iluminação artificial e acompanhar o céu depois que a Lua se puser, antes do amanhecer.

Leia também: Conta de luz pode ser zerada para famílias de baixa renda ainda em 2026; veja quem tem direito

Qual o melhor horário para observar a chuva de meteoros?

O período mais favorável para observar as Orionídeas depende da localização, da posição da Lua e das condições do céu. A chuva de meteoros atinge o pico na noite desta quarta-feira (21) para quinta-feira (22), e a segunda metade da madrugada costuma oferecer boas oportunidades de observação.

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Na madrugada desta quarta-feira (21), os intervalos aproximados indicados para observar o fenômeno eram das 1h20 às 3h43 em Recife (PE), das 1h31 às 4h02 em Fortaleza (CE), das 2h09 às 3h57 no Rio de Janeiro (RJ), das 2h24 às 4h10 em São Paulo (SP) e das 2h51 às 4h16 em Porto Alegre (RS).

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Já na madrugada de quinta-feira (22), os horários aproximados para observar o fenômeno são das 2h às 3h43 em Recife (PE), das 2h13 às 4h em Fortaleza (CE), das 2h43 às 3h56 no Rio de Janeiro (RJ), das 2h57 às 4h09 em São Paulo (SP) e das 3h20 às 4h15 em Porto Alegre (RS). Os intervalos consideram o período entre o ocaso da Lua e o início da claridade do dia, que aumenta gradualmente e pode dificultar a visualização dos meteoros.

Fragmentos do cometa Halley dão origem à chuva de meteoros

As Orionídeas acontecem quando a Terra atravessa uma região do espaço que contém poeira e pequenos fragmentos deixados pelo cometa Halley em suas passagens pelo Sistema Solar. Ao entrarem na atmosfera terrestre em alta velocidade, essas partículas produzem os rastros luminosos conhecidos popularmente como estrelas cadentes.

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O fenômeno não significa que o próprio cometa estará visível no céu. O Halley passou pela região da Terra pela última vez em 1986 e tem retorno previsto para 2061. Ele leva aproximadamente 76 anos para completar uma volta ao redor do Sol.

Durante suas passagens, o cometa deixa partículas espalhadas ao longo de sua trajetória. Todos os anos, quando a Terra atravessa essa região, parte dos fragmentos entra na atmosfera e provoca a chuva de meteoros.

As partículas podem ser pequenas, mas chegam à atmosfera a velocidades próximas de 66 quilômetros por segundo. Esse movimento rápido contribui para a formação de rastros luminosos intensos e, em alguns casos, de trilhas que permanecem visíveis por alguns instantes.

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O Halley também está associado a outra chuva anual de meteoros: as Eta Aquáridas, que costumam atingir o pico em maio. Já as Orionídeas aparecem em outubro e permanecem ativas até o início de novembro, embora a atividade varie ao longo desse período.

Constelação de Órion ajuda a identificar a região dos meteoros

O nome da chuva está relacionado à constelação de Órion, região do céu de onde os meteoros parecem surgir. No Brasil, a constelação pode ser localizada pelas Três Marias, conjunto de três estrelas alinhadas que ajuda a reconhecer a área.

Não é necessário olhar diretamente para as Três Marias durante toda a observação. Embora pareçam partir de uma mesma região, os meteoros podem cruzar diferentes partes do céu. O ideal é escolher um ponto com visão ampla e acompanhar uma área extensa, sem se concentrar em uma única estrela ou constelação.

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Para melhorar as chances de observação, procure um local afastado da iluminação urbana, com horizonte livre e céu sem nuvens. Também é recomendável dar alguns minutos aos olhos para se adaptarem à escuridão e evitar olhar para telas muito brilhantes durante a observação.

Telescópios e binóculos não são necessários para acompanhar a chuva. Como esses equipamentos limitam o campo de visão, podem dificultar a identificação de meteoros que aparecem em diferentes direções.

A presença de nuvens, a poluição luminosa e o brilho lunar podem reduzir a quantidade de rastros visíveis. Mesmo durante o pico, portanto, não há garantia de que o observador verá um número específico de meteoros.

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