A deputada federal pelo Ceará e senadora eleita Luizianne Lins (Rede) defendeu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que é necessário enfrentar o avanço da extrema direita no Brasil. Em entrevista ao Balanço Geral da Tarde, nesta quarta-feira (21), a parlamentar declarou que não deve haver espaço para o fascismo no país e relacionou a disputa presidencial ao equilíbrio político no Senado Federal.
Ao comentar o cenário para a próxima legislatura, Luizianne afirmou que a composição da Casa será um dos desafios para os grupos políticos que se opõem à extrema direita. Durante a entrevista, ela também abordou as atribuições do Senado, a relação entre os Poderes e os riscos de utilizar instrumentos institucionais como forma de confronto político.
“Se nós tivermos a capacidade de, domingo, a gente virar essa página da história, não dando nenhuma trégua para fascista se criar no Brasil”, declarou.
A fala foi feita no contexto da defesa da reeleição de Lula. Para Luizianne, o resultado da disputa presidencial terá impacto sobre a correlação de forças políticas no país e poderá contribuir para equilibrar a atuação dos diferentes grupos no Congresso Nacional.
Luizianne Lins critica uso político das prerrogativas do Senado
Durante a conversa, a parlamentar destacou que o Senado Federal não atua apenas na elaboração e na análise de leis. Segundo ela, a instituição também possui responsabilidades relacionadas ao controle político e à avaliação de autoridades, incluindo a participação no processo de aprovação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Luizianne afirmou concordar com a existência de mecanismos de controle sobre os Poderes públicos e defendeu que nenhuma autoridade esteja acima da lei. Na avaliação da deputada, a democracia precisa contar com regras que permitam fiscalizar a atuação das instituições e garantir a responsabilização quando necessário.
A crítica apresentada por ela se concentra no uso dessas prerrogativas para alimentar disputas entre grupos políticos e o Judiciário.
“O que a gente não concorda é que essa prerrogativa seja usada como instrumento de luta política contra o Judiciário brasileiro”, afirmou.
A parlamentar argumentou que as atribuições do Senado precisam ser exercidas com responsabilidade. Para ela, os instrumentos previstos no funcionamento da instituição não devem ser utilizados para desestabilizar o Poder Judiciário em razão de divergências políticas.
O posicionamento coloca a relação entre o Legislativo e o Judiciário entre os temas que, na avaliação de Luizianne, merecem atenção na próxima composição do Senado.
Senadora eleita aponta peso da extrema direita na próxima legislatura
Outro ponto abordado na entrevista foi a presença de parlamentares do Partido Liberal (PL) no Senado. Luizianne classificou o grupo como extrema direita e avaliou que sua participação terá peso significativo nos debates e nas disputas políticas da próxima legislatura.
Na entrevista, ela mencionou a presença de 28 senadores do PL, considerando os parlamentares que já ocupam cadeiras e aqueles que integrarão a Casa na próxima composição. O número citado pela deputada deve ser conferido à luz da composição definitiva do Senado antes da publicação.
A parlamentar relacionou esse cenário à necessidade de mobilização política em torno da candidatura de Lula. Em sua avaliação, a eleição presidencial é uma peça importante para a definição dos rumos políticos do país e para a relação entre o governo e o Congresso Nacional.
A declaração também evidencia a preocupação de Luizianne com a atuação da oposição no Senado, especialmente em temas que envolvam o Judiciário e o funcionamento das instituições democráticas.
Luizianne Lins assumirá mandato no Senado em 2027
Eleita senadora pelo Ceará nas eleições de 4 de outubro de 2026, Luizianne Lins exercerá seu primeiro mandato na Casa entre 2027 e 2035. Ela continuará como deputada federal até o encerramento do atual mandato. A eleição foi confirmada pela Agência Senado, que registrou 2.822.806 votos para a parlamentar. Fonte: Agência Senado.
Filiada à Rede Sustentabilidade, Luizianne foi prefeita de Fortaleza por dois mandatos e ocupa uma cadeira na Câmara dos Deputados desde 2015. Sua chegada ao Senado ampliará sua atuação no Congresso Nacional, agora em uma Casa que também desempenha funções de fiscalização e julgamento político previstas na Constituição.
Na entrevista ao Balanço Geral da Tarde, a parlamentar antecipou parte das posições que pretende defender no debate nacional, com ênfase na relação entre os Poderes, na disputa contra a extrema direita e na defesa da reeleição de Lula.
As declarações foram apresentadas como posicionamentos políticos da deputada e senadora eleita, que considera a próxima composição do Senado um espaço relevante para as disputas que marcarão os próximos anos da política brasileira.




