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LUTO

Morre aos 67 anos Jorge Veras, ex-atacante que fez história no Ferroviário e no Grêmio

Estado teve redução da pobreza ao longo de três anos; projetos sociais oferecem qualificação profissional, atendimento psicossocial e refeições a pessoas em situação de vulnerabilidade

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Morre aos 67 anos Jorge Veras, ex-atacante que fez história no Ferroviário e no Grêmio
Jorge Veras construiu carreira de destaque no futebol brasileiro e trabalhou na formação de jovens atletas após deixar os gramados. Foto: Reprodução

Jorge de Souza Veras, conhecido no futebol como Jorge Veras, morreu na madrugada desta quinta-feira (22), aos 67 anos. Natural de Fortaleza, o ex-atacante enfrentava complicações de saúde provocadas por um câncer de pâncreas. Com passagens marcantes por equipes de diferentes regiões do Brasil, ele construiu uma trajetória de destaque como jogador e, depois de encerrar a carreira nos gramados, continuou ligado ao esporte como treinador e profissional das categorias de base.

A história de Jorge Veras ficou especialmente ligada ao Ferroviário, clube pelo qual disputou 155 partidas e marcou 65 gols. O atacante defendeu o time coral entre 1982 e 1992 e alcançou um feito inédito na história da equipe em competições nacionais: em 1992, terminou como artilheiro do Campeonato Brasileiro da Série C, com nove gols. Foi o primeiro jogador do Ferrão a conquistar a artilharia de um torneio nacional.

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O ex-jogador também ganhou reconhecimento no Criciúma, onde atuou entre 1984 e 1989, e no Grêmio. No clube gaúcho, ficou conhecido como “Homem Gre-Nal” por causa das atuações decisivas contra o Internacional, principal rival gremista. Ao longo da carreira, ainda vestiu as camisas de Fortaleza, Ceará, Avaí, Taubaté, Bandeirante de Birigui, 4 de Julho, do Piauí, e Nacional, de Manaus.

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Da base do Fortaleza ao destaque no Ferroviário

Nascido em 28 de maio de 1959, em Fortaleza, Jorge Veras iniciou a trajetória nas categorias de base do Fortaleza Esporte Clube. A chegada ao Ferroviário ocorreu em 1982, depois de uma atuação pelo Coiguatu, equipe da região de Iguatu. Em um amistoso contra um time misto do Ferrão, o atacante marcou um gol e recebeu o convite para reforçar o clube da capital.

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O desempenho ganhou força no ano seguinte. Em 1983, Jorge Veras marcou 26 gols no Campeonato Cearense, terminou como vice-artilheiro da competição e ajudou o Ferroviário a chegar ao vice-campeonato estadual.

Depois de passagens por outras equipes, retornou ao clube coral em 1990 e permaneceu até 1992. Nesse período, encerrou a segunda passagem com a marca de 65 gols em 155 jogos. A artilharia da Série C, conquistada no último ano desse ciclo, entrou para a história do clube.

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O reconhecimento pelo futebol apresentado no Ceará também se estendeu a outros estados. No Criciúma, onde atuou de 1984 a 1989, o atacante conquistou os Campeonatos Catarinenses de 1986 e 1989. Entre as duas conquistas, teve uma passagem de destaque pelo Grêmio, para o qual foi contratado em março de 1987.

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Por que Jorge Veras ficou conhecido como “Homem Gre-Nal”

Jorge Veras chegou ao Grêmio por 1,2 milhão de cruzados, em uma negociação com o Criciúma. A contratação ocorreu para preencher a vaga deixada por Renato Portaluppi, que havia se transferido para o Flamengo.

O atacante precisou de pouco tempo para marcar seu nome no clássico contra o Internacional. Em 29 de março de 1987, na estreia pelo Grêmio, fez os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre o rival, no Gre-Nal de número 282. Nos sete primeiros jogos pela equipe, marcou quatro vezes. Ainda em 1987, voltou a balançar as redes em outras duas oportunidades no clássico e teve participação importante na conquista do Campeonato Gaúcho.

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As atuações contra o Internacional deram origem ao apelido de “Homem Gre-Nal”, uma referência à frequência com que o jogador se destacava nos confrontos. A torcida também popularizou a frase “Taffarel treme”, associada ao desempenho do atacante diante do goleiro colorado e da Seleção Brasileira. Jorge Veras, porém, sempre rejeitou o bordão usado pelos torcedores.

Taffarel não foi o único adversário a sofrer com o atacante gremista. O lateral Luís Carlos Winck também esteve entre os jogadores que enfrentaram as investidas de Veras. Em uma das marcas de sua passagem pelo clube, o atacante encerrou uma sequência de 900 minutos sem sofrer gols do goleiro Taffarel.

O jogador deixou o Grêmio em 1989 e voltou ao Criciúma. Naquele ano, conquistou mais um Campeonato Catarinense. Pelo clube gaúcho, também foi campeão estadual em 1987 e 1988, completando duas conquistas consecutivas do Campeonato Gaúcho.

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Títulos e passagens pelo futebol brasileiro

A carreira de Jorge Veras passou por equipes de diferentes estados. Além das conquistas pelo Criciúma e pelo Grêmio, o ex-atacante ganhou dois Campeonatos Piauienses pelo 4 de Julho, em 1993 e 1994. Em 1995, defendeu o Nacional de Manaus e conquistou o Campeonato Amazonense.

O currículo também inclui passagens pelo Ceará, pelo Fortaleza, pelo Avaí, pelo Taubaté e pelo Bandeirante de Birigui. A presença em clubes rivais do futebol cearense faz parte de uma trajetória que atravessou diferentes fases e mercados do esporte nacional.

No Ferroviário, a ligação com o clube foi além dos gols e dos jogos. Depois de atuar como atleta, Jorge Veras também comandou a equipe profissional. Entre 2000 e 2006, esteve à frente do time em 72 partidas, com 30 vitórias e 17 empates, de acordo com a nota divulgada pelo clube. Também conquistou títulos nas categorias de base e voltou ao Ferrão em 2017, quando trabalhou como auxiliar técnico.

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Trabalho na formação de jovens jogadores

Após encerrar a carreira como jogador, Jorge Veras permaneceu no futebol cearense e se dedicou ao desenvolvimento de novos atletas. No Fortaleza, trabalhou por mais de uma década na captação e na formação de jogadores, com atuação nas categorias de base do clube, no Pici e no Centro de Treinamento Ribamar Bezerra.

Durante esse período, participou do trabalho com atletas como Edinho, Walfrido e Romarinho. Sua experiência na formação de jogadores também chegou ao Floresta Esporte Clube, onde atuou como treinador e conquistou títulos nas categorias de base.

No futebol profissional, acumulou experiência como técnico de equipes como o 4 de Julho, do Piauí, e o Guarany de Sobral. A trajetória à beira do campo prolongou a presença de Jorge Veras no esporte depois dos anos em que ficou conhecido pelos gols e pelas atuações em clássicos.

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Ferroviário e Floresta lamentam a morte

Após a morte do ex-atacante, o Ferroviário publicou uma nota de pesar e destacou a contribuição dele tanto dentro de campo quanto na comissão técnica. O clube relembrou os 155 jogos e os 65 gols marcados pelo jogador, além da artilharia da Série C de 1992. A manifestação também citou o período em que ele comandou o time profissional, o trabalho nas categorias de base e o retorno como auxiliar técnico, em 2017.

Na mensagem, o Ferroviário prestou solidariedade aos familiares, amigos, ex-companheiros e às pessoas que conviveram com Jorge Veras. O clube encerrou a homenagem com a frase: “Obrigado por tudo, Jorge Veras. Sua história será sempre lembrada pela Nação Coral.”

O Floresta Esporte Clube também lamentou a morte do ex-atleta e treinador. A instituição ressaltou a passagem dele pelo clube e os títulos conquistados nas categorias de base, além da contribuição para o desenvolvimento de jovens jogadores.

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Em sua nota, o Floresta manifestou solidariedade aos familiares, amigos e demais pessoas próximas de Jorge Veras, desejando força e conforto para enfrentar a perda.

Confira na íntegra a nota do Ferroviário divulgada após a morte de Jorge Veras:

"O Ferroviário Atlético Clube manifesta profundo pesar pelo falecimento de Jorge Veras, ex-atleta e ex-treinador que marcou a história coral dentro e fora de campo.

Com a camisa do Ferrão, Jorge Veras construiu uma trajetória de destaque como jogador entre 1982 e 1992, disputando 155 partidas e marcando 65 gols. Em 1992, tornou-se o primeiro atleta do clube a terminar como artilheiro de uma competição nacional, no Campeonato Brasileiro da Série C.

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Sua ligação com o Ferroviário também se estendeu à área técnica. Entre 2000 e 2006, comandou a equipe profissional em 72 jogos, com 30 vitórias e 17 empates, além de conquistar inúmeros títulos à frente das categorias de base. Em 2017, retornou ao clube como auxiliar técnico.

Jorge Veras deixa seu nome marcado na história do Ferroviário, como atleta e profissional que contribuiu para a trajetória e a tradição coral.

Neste momento de dor, o Ferroviário Atlético Clube se solidariza com familiares, amigos, ex-companheiros e todos que tiveram o privilégio de conviver com Jorge Veras. Que Deus conforte os corações enlutados.

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Obrigado por tudo, Jorge Veras. Sua história será sempre lembrada pela Nação Coral.

Ferroviário Atlético Clube"

Confira na íntegra a nota do Floresta divulgada após a morte de Jorge Veras:

"O Floresta Esporte Clube lamenta profundamente o falecimento de Jorge Veras, ex-atleta profissional e treinador que marcou sua trajetória no clube, conquistando títulos nas categorias de base.

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Jorge Veras deixa sua contribuição ao futebol e ao desenvolvimento de jovens atletas, fazendo parte da história do Verdão da Vila.

Neste momento de dor, o Floresta se solidariza com familiares, amigos e todos que tiveram a oportunidade de conviver com Jorge, desejando força e conforto para enfrentar essa perda."

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