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VOTAÇÃO NO EXTERIOR

Lula vence Flávio Bolsonaro na Nova Zelândia e na Coreia do Sul no segundo turno

Os dados foram registrados em boletins de urna disponibilizados pela Justiça Eleitoral

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Lula vence Flávio Bolsonaro na Nova Zelândia e na Coreia do Sul no segundo turno
Na Coreia do Sul, o petista obteve 148 votos, enquanto Flávio recebeu 82. (Foto: Reprodução)


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu mais votos que o senador Flávio Bolsonaro (PL) na Nova Zelândia e na Coreia do Sul, de acordo com os primeiros boletins de urna disponibilizados para consulta no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Na Nova Zelândia, Lula somou 418 votos, contra 101 do adversário. Na Coreia do Sul, o petista obteve 148 votos, enquanto Flávio recebeu 82.

Leia também: Mais de 1 milhão de eleitores justificaram ausência na primeira hora do segundo turno, diz TSE

Os dados foram registrados em boletins de urna disponibilizados pela Justiça Eleitoral. A votação dos brasileiros que vivem no exterior começou antes da abertura das urnas no Brasil por causa das diferenças de fuso horário. A Nova Zelândia esteve entre os primeiros locais a iniciar a votação, ainda no sábado (24), pelo horário de Brasília.

Os números representam resultados locais, e não uma definição da disputa presidencial. A totalização nacional considera os votos válidos registrados no Brasil e no exterior. A divulgação oficial consolidada estava prevista para depois das 17h deste domingo (25), quando termina a votação no território brasileiro.

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Lula vence Flávio Bolsonaro na Nova Zelândia e na Coreia do Sul: veja os números

A diferença entre os candidatos foi registrada nos dois países que inicialmente tiveram boletins de urna disponíveis para consulta no levantamento.

Na Nova Zelândia, Lula recebeu 418 votos, enquanto Flávio Bolsonaro teve 101. O presidente alcançou aproximadamente 80,54% dos votos atribuídos aos dois candidatos, contra 19,46% do senador.

Na Coreia do Sul, o resultado também foi favorável ao petista. Lula somou 148 votos, diante dos 82 recebidos por Flávio. Nesse caso, os percentuais foram de aproximadamente 64,35% e 35,65%, respectivamente.

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Os números permitem comparar o desempenho dos candidatos nos locais em que a votação já havia sido contabilizada, mas não devem ser interpretados como uma representação automática da preferência de todos os brasileiros residentes no exterior.

Cada país possui um eleitorado próprio, com características e condições de participação específicas. Além disso, os resultados divulgados ao longo da votação internacional não correspondem necessariamente ao conjunto de votos de brasileiros em outros territórios.

Por isso, a leitura dos boletins exige atenção ao local, ao número de votos registrados e ao estágio da apuração. Uma vantagem expressiva em determinada seção ou país não determina, isoladamente, o resultado da eleição presidencial.

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Mais de 918 mil brasileiros podem votar no exterior

O eleitorado brasileiro habilitado a votar fora do país chegou a 918.876 pessoas nas eleições de 2026, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os eleitores estão distribuídos por 186 cidades em 134 países.

O contingente representa um crescimento de 31,82% em relação às eleições de 2022, quando aproximadamente 697 mil brasileiros estavam aptos a votar no exterior.

Apesar da expansão, os eleitores registrados fora do Brasil correspondem a pouco mais de 0,5% do eleitorado nacional, estimado em cerca de 158,7 milhões de pessoas.

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A participação desse grupo tem importância para a composição do resultado presidencial, embora seu peso numérico seja limitado quando comparado ao total de eleitores aptos no país.

Uma particularidade da votação no exterior é que os brasileiros com domicílio eleitoral fora do território nacional votam apenas para presidente e vice-presidente da República. Eles não participam, nessa condição, das escolhas para governador, senador ou deputados.

A organização das eleições internacionais também exige uma estrutura específica, com seções eleitorais instaladas em diferentes cidades e países. A diferença de horário entre os territórios faz com que a votação comece e termine em momentos distintos quando comparada ao horário de Brasília.

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Esse funcionamento explica por que os primeiros boletins internacionais podem ser conhecidos antes do encerramento da votação no Brasil. Os registros locais ficam disponíveis conforme as etapas da votação são concluídas e os boletins são divulgados.

Como foi a votação dos brasileiros no exterior no primeiro turno

O desempenho dos candidatos no exterior já havia sido observado no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Naquela etapa, Lula venceu em 64 países, enquanto Flávio Bolsonaro ficou à frente em 36. Houve empate na Guiné-Bissau.

Considerando os votos contabilizados fora do Brasil no primeiro turno, Lula recebeu 47,57%, contra 43,49% de Flávio Bolsonaro. A abstenção chegou a 62,69%.

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Esses números oferecem um ponto de comparação para acompanhar a votação internacional no segundo turno. No entanto, o resultado anterior não permite antecipar automaticamente como os eleitores se comportariam na nova etapa da disputa.

O segundo turno reúne apenas os dois candidatos mais votados na primeira votação. Nesse cenário, os eleitores que haviam escolhido outros nomes precisam decidir entre os concorrentes restantes, votar em branco, anular o voto ou não comparecer à seção eleitoral.

A abstenção registrada no primeiro turno também demonstra que o número de pessoas habilitadas a votar não corresponde necessariamente à quantidade de votos efetivamente contabilizados. A participação depende do comparecimento dos eleitores e do registro de seus votos.

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Por que os primeiros resultados do exterior não definem a eleição

Os boletins de urna permitem consultar os votos registrados em cada seção eleitoral após o encerramento da votação naquele local. Eles são documentos importantes para a transparência do processo eleitoral e possibilitam conferir os resultados registrados pelas urnas eletrônicas.

Entretanto, os números de países que encerram a votação primeiro não representam a totalidade dos votos internacionais nem o resultado nacional. Outros locais ainda podem estar em processo de votação ou ter boletins divulgados posteriormente.

A diferença de fuso horário explica a sequência de divulgação dos registros, mas não altera o critério de definição do resultado presidencial. A disputa é decidida pela totalização dos votos válidos de todo o eleitorado habilitado a participar do pleito.

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Assim, os resultados da Nova Zelândia e da Coreia do Sul funcionam como um retrato inicial da votação internacional, limitado aos dados disponíveis naquele momento.

A apuração deve ser acompanhada conforme novos boletins forem divulgados e, posteriormente, com a publicação dos números consolidados pela Justiça Eleitoral. Somente o conjunto oficial permite conhecer o resultado definitivo do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

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