A abstenção no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 ficou em 19,21%, o menor percentual registrado nessa etapa desde 2006. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que cerca de 30,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas neste domingo (25).
O índice foi inferior ao registrado no primeiro turno, realizado em 4 de outubro, quando 21,08% do eleitorado deixou de votar. Na ocasião, aproximadamente 33,4 milhões de pessoas não compareceram à votação.
A diferença entre os dois turnos foi de 1,87 ponto percentual. Em números absolutos, cerca de 3 milhões de eleitores a menos ficaram ausentes na segunda etapa, indicando aumento do comparecimento em relação à primeira votação.
Abstenção diminuiu em relação ao primeiro turno
No primeiro turno de 2026, a abstenção chegou a 21,08%, o maior percentual registrado nessa etapa desde 1998. No segundo turno, o índice recuou para 19,21%, reduzindo a proporção de eleitores que não compareceram às urnas.
A diferença entre os percentuais mostra que a participação eleitoral foi maior na votação decisiva. Embora o número de ausentes tenha caído, a comparação entre as duas etapas também depende do total de eleitores aptos a votar em cada pleito.
A abstenção corresponde à parcela do eleitorado apto a votar que não comparece às urnas. O indicador não inclui os votos brancos e nulos, contabilizados separadamente entre os votos registrados durante a eleição.
Índice de 2026 é o menor desde 2006
O percentual de 19,21% registrado em 2026 é o menor para um segundo turno presidencial desde 2006. Naquele ano, a abstenção foi de 18,99%. Desde então, os índices das eleições presidenciais com segundo turno ficaram acima do percentual registrado neste domingo.
Em 2010, a abstenção no segundo turno foi de aproximadamente 21,5%. Em 2014, o percentual ficou em 21,1%, enquanto, em 2018, chegou a 21,3%.
Na eleição presidencial de 2022, cerca de 20,6% dos eleitores deixaram de votar no segundo turno. O resultado de 2026 representa, portanto, uma redução em relação aos três pleitos anteriores e interrompe a sequência de índices superiores a 20% registrada desde 2010.
O menor índice de abstenção em um segundo turno presidencial na série histórica citada ocorreu em 1989, quando aproximadamente 14,4% dos eleitores não compareceram à votação.
Eleitores ausentes têm até 8 de janeiro para justificar
O voto é obrigatório no Brasil para cidadãos alfabetizados com idade entre 18 e 70 anos. Quem não compareceu às urnas e não justificou a ausência precisa regularizar a situação junto à Justiça Eleitoral.
Para o segundo turno das eleições de 2026, o prazo para apresentar a justificativa termina em 8 de janeiro de 2027. O procedimento pode ser feito pelo aplicativo e-Título, pelo sistema de Autoatendimento Eleitoral ou presencialmente em um cartório eleitoral, conforme as orientações da Justiça Eleitoral.
Quem não justificar a falta dentro do prazo ou tiver a justificativa recusada fica sujeito à multa eleitoral. A ausência não regularizada também pode gerar restrições relacionadas à quitação eleitoral, como dificuldades para obter certidões e realizar determinados atos que exigem regularidade perante a Justiça Eleitoral.
Cada turno é considerado uma eleição para fins de justificativa. Assim, quem deixou de votar nas duas etapas deve regularizar cada ausência separadamente, respeitando os prazos correspondentes.




