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FISCALIZAÇÃO

Aranhas são apreendidas em encomenda declarada como suplemento no Ceará

Dois animais estavam em uma remessa enviada de São Paulo e declarada como suplemento. A apreensão ocorreu durante uma ação conjunta da Receita Federal e do Ibama

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Aranhas são apreendidas em encomenda declarada como suplemento no Ceará
Receita Federal apreende duas tarântulas enviadas como suplemento para Fortaleza. Foto: Divulgação/Receita Federal

Duas tarântulas foram apreendidas pela Receita Federal e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) durante uma fiscalização em uma transportadora na Região Metropolitana de Fortaleza. Os animais estavam em uma encomenda enviada de São Paulo para a capital cearense, mas a remessa havia sido declarada como suplemento. A interceptação ocorreu na quinta-feira (29), durante uma ação da Operação Fronteira.

Os espécimes pertencem a duas espécies diferentes: uma Avicularia taunayi, nativa do Brasil e encontrada no Cerrado, e uma Brachypelma klaasi, espécie exótica encontrada no México e listada na Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES).

Após a apreensão, as aranhas foram encaminhadas ao Laboratório de Zoologia Experimental, vinculado ao Departamento de Biologia da Universidade Federal do Ceará (UFC). O espaço recebeu os animais para que eles fossem destinados à instituição responsável por seu acompanhamento.

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Tarântulas estavam em encomenda declarada como suplemento

De acordo com a Receita Federal, a remessa foi identificada durante uma fiscalização realizada em uma transportadora de mercadorias localizada na Região Metropolitana de Fortaleza. O pacote tinha como origem a cidade de São Paulo e como destino a capital cearense.

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A declaração da encomenda indicava que o conteúdo era composto por suplementos. No entanto, durante a fiscalização, os agentes identificaram que o transporte envolvia dois animais vivos, pertencentes a espécies distintas de tarântulas.

A interceptação foi realizada pela Divisão de Vigilância e Repressão da Receita Federal na 3ª Região Fiscal, em atuação conjunta com o Ibama. Segundo o órgão, a ação foi resultado de análise de risco e de procedimentos de fiscalização.

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A identificação dos animais também permitiu constatar que os espécimes tinham origens diferentes. Enquanto uma das aranhas é nativa do território brasileiro, a outra é encontrada no México e integra a relação de espécies protegidas pela convenção internacional sobre o comércio de animais e plantas selvagens.

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Quais são as espécies de aranhas apreendidas no Ceará?

Uma das tarântulas identificadas é da espécie Avicularia taunayi, considerada nativa brasileira e encontrada no bioma Cerrado. A outra pertence à espécie Brachypelma klaasi, originária do México.

A presença das duas espécies na mesma remessa chama a atenção pela diferença de origem e pela situação de proteção internacional envolvendo uma delas.

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A Brachypelma klaasi é mencionada na nota da Receita Federal como uma espécie listada na Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção, conhecida pela sigla CITES.

O acordo internacional estabelece mecanismos de controle do comércio de espécies da fauna e da flora selvagens, com o objetivo de evitar que esse tipo de atividade ameace a sobrevivência dos animais e das plantas.

No caso da ocorrência registrada no Ceará, a Receita Federal não informou quem enviou a encomenda ou quem seria o destinatário dos animais. Também não foram divulgados detalhes sobre eventuais responsáveis pelo transporte.

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Animais foram encaminhados para laboratório da UFC

Depois da interceptação, as duas tarântulas foram destinadas ao Laboratório de Zoologia Experimental do Departamento de Biologia da Universidade Federal do Ceará.

O encaminhamento ocorreu após a atuação conjunta dos órgãos responsáveis pela fiscalização. A nota divulgada pela Receita Federal, nesta terça-feira (3), não apresenta outros detalhes sobre os procedimentos que serão realizados com os espécimes na universidade.

A destinação dos animais a uma instituição de ensino também integra o desdobramento da ocorrência, que envolveu a identificação de espécies de origens diferentes e a retenção de uma remessa que não correspondia ao conteúdo declarado.

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Como funciona a Operação Fronteira da Receita Federal?

A apreensão das tarântulas faz parte da Operação Fronteira Receita Federal, iniciativa voltada ao reforço da fiscalização em pontos de fronteira terrestre utilizados em rotas de contrabando, descaminho e outras atividades ilícitas.

Entre os alvos das ações estão o tráfico de drogas, armas, fauna e flora, além de outros crimes ambientais.

Segundo a Receita Federal, o trabalho de combate ao transporte ilegal de animais e plantas integra as medidas de proteção das fronteiras e de defesa da sociedade e da economia.

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A operação também envolve a integração entre diferentes órgãos de fiscalização, permitindo a realização de ações conjuntas para identificar e interceptar mercadorias e produtos relacionados a atividades ilegais.

No caso registrado na Região Metropolitana de Fortaleza, a análise de risco e a fiscalização permitiram identificar duas tarântulas em uma encomenda declarada como suplemento. A atuação conjunta da Receita Federal e do Ibama resultou na retenção dos animais e no encaminhamento dos espécimes à Universidade Federal do Ceará.


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