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Ceará chega a 40 casos de mpox; Fortaleza concentra 87,5% das confirmações

Secretaria de Saúde afirma que duas pessoas precisaram de internação e que não houveram casos de óbitos

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Ceará chega a 40 casos de mpox; Fortaleza concentra 87,5% das confirmações
40 casos de mpox no Ceará. Foto: reprodução.


O Ceará chegou a 40 casos confirmados de mpox em 2026, segundo atualização da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) divulgada nesta sexta-feira (6). Do total, 35 pacientes residem em Fortaleza, o equivalente a 87,5% das confirmações. Duas pessoas precisaram de internação por necessidade clínica, mas não há registro de mortes pela doença.

Leia também: Ceará registra 18 infecções por mpox; casos confirmados vêm crescendo nas últimas semanas

Os dados mostram uma concentração de casos nos últimos dois meses. Em outubro, foram registradas 18 confirmações. Em novembro, até a atualização divulgada pela Secretaria, já eram 17. Entre janeiro e setembro, o Estado havia contabilizado cinco casos.

O cenário levou a Sesa a reforçar as orientações sobre prevenção, transmissão e cuidados diante de sintomas suspeitos. Uma nova nota técnica foi publicada na sexta-feira (6), com informações destinadas à população e aos serviços de saúde.

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Ceará registra aumento de casos de mpox em outubro e novembro

A distribuição dos registros chama atenção pela concentração recente das confirmações. Dos 40 casos identificados em 2026, 35 foram notificados nos meses de outubro e novembro.

O número de outubro foi de 18 confirmações, enquanto novembro já contabilizava outras 17 até a atualização divulgada pela Sesa. Nos nove primeiros meses do ano, haviam sido registrados apenas cinco casos.

Todos os pacientes com diagnóstico confirmado são homens, com idades entre 24 e 51 anos. Fortaleza reúne a maior parte das ocorrências, com 35 moradores diagnosticados.

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Além dos casos confirmados, 12 notificações permaneciam em investigação. A Secretaria também informou que uma mulher teve o caso classificado como provável, com base em critérios clínico-epidemiológicos. Essa classificação é diferente de um diagnóstico confirmado por exame.

Até o momento, portanto, o balanço estadual aponta 40 confirmações, duas internações e nenhum óbito registrado.

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Quais são os sintomas da mpox e como ocorre a transmissão

A mpox é uma infecção causada pelo vírus MPXV. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço e aumento dos linfonodos, conhecido popularmente como ínguas.

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Um dos sinais característicos da doença é o aparecimento de lesões na pele ou nas mucosas. Elas podem se manifestar como manchas, bolhas, feridas ou crostas e atingir diferentes partes do corpo, incluindo rosto, mãos, boca e regiões genital e anal.

O intervalo entre o contato com o vírus e o início dos sintomas costuma variar de três a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias. A manifestação da doença pode variar de uma pessoa para outra.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo com lesões, feridas, crostas ou secreções de pessoas infectadas. Também pode acontecer durante relações sexuais, pelo compartilhamento de objetos pessoais contaminados e pelo contato próximo e prolongado com secreções respiratórias.

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A Sesa orienta que pessoas que identifiquem lesões suspeitas, com ou sem outros sintomas, procurem uma unidade de saúde para avaliação. O diagnóstico pode ser realizado por exame disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Na maioria dos casos, a doença apresenta evolução leve a moderada, com recuperação em duas a quatro semanas. Pessoas com baixa imunidade, gestantes e crianças pequenas estão entre os grupos com maior risco de desenvolver formas graves da infecção.

Sesa orienta isolamento e cuidados para evitar o contágio

Entre as principais recomendações da Secretaria da Saúde está evitar o contato direto com lesões de pessoas com suspeita ou confirmação de mpox. Quem apresentar sintomas deve procurar avaliação profissional e seguir as orientações recebidas para reduzir o risco de transmissão.

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A Sesa também recomenda que pessoas com suspeita ou confirmação evitem relações sexuais e contato próximo com outras pessoas até receberem avaliação de um profissional de saúde. Quando houver suspeita, é importante manter as lesões cobertas.

Outra orientação é não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente e talheres. Esses itens podem entrar em contato com secreções ou lesões e contribuir para a transmissão do vírus.

A higienização frequente das mãos também é recomendada, com água e sabão ou álcool em gel. Roupas, toalhas e objetos que tiveram contato com a pessoa infectada devem ser lavados adequadamente. Superfícies que possam ter sido contaminadas precisam ser limpas e desinfetadas.

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Pessoas com suspeita ou confirmação devem manter os cuidados indicados pelos profissionais de saúde até o fim do período de transmissão. Isso porque o vírus pode continuar sendo transmitido enquanto houver lesões que ainda não cicatrizaram completamente.

Como funciona a vacinação contra a mpox

A vacinação é uma das estratégias de prevenção da doença, mas não está indicada indistintamente para toda a população. O Ministério da Saúde estabelece critérios para imunização de grupos com maior risco de desenvolver formas graves e de pessoas que tiveram contato de risco com casos suspeitos ou confirmados.

A vacinação pode ser indicada antes da exposição para determinados grupos prioritários e também depois do contato com o vírus, conforme avaliação da vigilância em saúde. A estratégia considera o risco de exposição e a disponibilidade de doses.

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A vacina utilizada contra a mpox está relacionada à imunização contra vírus da mesma família, os Orthopoxvirus. Já a vacinação contra a varíola, encerrada mundialmente em 1980 após a erradicação da doença, não deve ser considerada uma garantia de proteção individual contra a mpox.

Por isso, mesmo pessoas que receberam a antiga vacina contra a varíola precisam manter os cuidados recomendados. Evitar contato com lesões, não compartilhar objetos pessoais e procurar atendimento diante de sintomas suspeitos continuam sendo medidas importantes para reduzir o risco de transmissão.

Com 40 casos confirmados em 2026, o Ceará mantém o acompanhamento epidemiológico da doença. A Sesa reforça que a identificação precoce de sintomas, a avaliação nas unidades de saúde e o cumprimento das orientações de prevenção são fundamentais para controlar a circulação do vírus no Estado.

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