Após quase 4 meses, o navio cargueiro Ever Given começou a deixar o Canal de Suez nesta quarta-feira (07). A embarcação de 400 metros é um dos maiores porta-contêineres do mundo e estava no Egito desde que foi desencalhada, no fim de março.
O gigantesco navio que encalhou ao manobrar no Canal de Suez, no Egito, provocou um entrave logístico de repercussões mundiais, porque o fluxo de mercadorias depende da fluidez do transporte marítimo. As consequências do problema incluem o aumento no preço de combustíveis, alta no valor dos fretes e atraso nas viagens, o que impacta diretamente a atividade industrial no Ceará, conforme especialistas.
A embarcação ficou encalhada por seis dias, mas ficou impedida de seguir viagem até que o seu proprietário pagasse uma indenização à autoridade do Canal de Suez por danos durante o bloqueio do canal. As negociações com a dona do navio, a japonesa Shoei Kisen, se estenderam por semanas, até a assinatura do acordo.
Cerca de 15% do tráfego marítimo mundial transita pelo Canal de Suez, que é a rota marítima mais curta entre a Europa e a Ásia. O encalhe do navio na principal passagem marítima entre os dois continentes chegou a afetar cerca de 12% do comércio em todo o mundo, com 55 mil contêineres parados por dia.
Na embarcação, estavam os 25 tripulantes de origem indiana, que também ficaram detidos no navio. Dragas de sucção especial foram usadas para mover entre 15 mil a 20 mil metros cúbicos de areia e lama, o equivalente à capacidade de oito piscinas olímpicas.




