Um dos maiores colecionadores de arte do país, Gilberto Chateaubriand, morreu na tarde desta quinta-feira (14), em Porto Ferreira, interior de São Paulo. A família do colecionador informou que ele faleceu de causas naturais, em uma fazenda a 220 quilômetros da capital paulista.
O diplomata e empresário era dono de um acervo memorável com mais de 8 mil obras de grandes nomes das artes plásticas, entre eles, Candido Portinari e Iberê Camargo.
Gilberto Chateaubriand era filho do magnata da imprensa brasileira e fundador do Museu de Arte de São Paulo (MASP), Assis Chateaubriand, com a francesa Jeanne Paulette Marguerite Allarde. Ele nasceu em Paris, em 1925.
Gilberto Gil na Academia Brasileira de Letras
O cantor, compositor e ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, assumiu, em abril deste ano, a cadeira 20 da Academia Brasileira de Letras (ABL), sucedendo ao jornalista e advogado Murilo Melo Filho. Gil foi recebido na ABL pelo também acadêmico Antonio Carlos Secchin.
Em seu discurso de posse, Gil disse que, entre as tantas honrarias que a vida lhe proporcionou, entrar na ABL tem uma dimensão especial.
“Não só porque a ABL é a casa de Machado de Assis, escritor universal, afrodescendente como eu, mas também porque a ABL representa a instância maior, que legitima e consagra, de forma perene, a atividade de um escritor ou criador de cultura em nosso país. Sou filho de uma professora primária e um médico. A eles devo o meu amor às letras e música. A imagem dos meus pais está comigo nessa noite e sua memória para mim é uma benção”, disse.
Em outro trecho, Gil citou as alegrias e perdas ao longo da vida: “Tive grandes êxitos e alegrias nesta vida, mas também muitas tristezas, a maior e mais dolorosa, a perda do meu filho Pedro Gil. Mas não desanimo e é preciso resistir sempre. Apesar dos tempos politicamente sombrios que vivemos aposto na esperança contra a treva física e moral. Que haja ao menos a chama de uma vela até chegarmos a toda a luz do luar”.
Apesar de dizer que não cantaria, Gil acabou cantando durante o discurso, os versos: “Se a noite inventa a escuridão, a luz inventa o luar. O olho da vida inventa a visão, doce clarão sobre o mar”.




