PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

'Não vamos ser autoritários, mas nós não seremos mornos', diz Lula em reunião com governadores

O presidente da República avalia que houve negligência da Polícia Militar do Distrito Federal diante dos atos de vandalismo

Compartilhe
'Não vamos ser autoritários, mas nós não seremos mornos', diz Lula em reunião com governadores
Foto: GCMais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu, nesta segunda-feira (9), com representantes dos 26 estados e a governadora em exercício do Distrito Federal. O encontro ocorreu um dia depois que vândalos depredaram os prédios dos Três Poderes, em Brasília. No encontro, o chefe do Executivo federal afirmou que o governo vai investigar os financiadores das invasões e que a Polícia Militar do Distrito Federal foi conivente com os extremistas.

"Em nome da democracia, não vamos ser autoritários com ninguém, mas nós não seremos mornos com ninguém. Vamos investigar e chegar a quem financiou, e vamos descobrir. Porque foi muito difícil conquistar a democracia neste país", afirmou Lula.

"Eu não quis acreditar [na invasão]. A polícia de Brasília negligenciou, a inteligência de Brasília negligenciou. É fácil a gente ver os policiais conversando com os agressores... Havia uma conivência explicita da polícia apoiando os manifestantes, mesmo aqui dentro do Palácio [do Planalto]", completou.

Leia também: Flávio Bolsonaro voltou dos EUA com família em jato ligado à empresa de Vorcaro
PUBLICIDADE

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT) marcou presença no encontro. Pelas redes sociais, o petista falou sobre a reunião. "União em torno da democracia e do respeito às instituições! Participei esta noite, em Brasília, de reunião com o presidente Lula, com governadores e governadoras de todos os estados, presidentes do STF, Câmara dos Deputados e Senado Federal, ministros e prefeitos de capitais. Momento de prestar solidariedade ao presidente Lula e aos representantes dos demais poderes. Também visitamos o prédio do Supremo, que foi vandalizado ontem. O Brasil não vai se curvar aos terroristas e não permitirá que extremistas coloquem nossa democracia em risco", escreveu o gestor.

Governadores

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou que o encontro é importante para demonstrar solidariedade aos Poderes. "E essa reunião de hoje significa que a democracia brasileira vai se tornar, depois dos episódios de ontem, ainda mais forte. E vamos nos reconstruir."

A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que Ibaneis Rocha (MDB), afastado por 90 dias por decisão do ministro Alexandre de Moraes, é "democrata" mas recebeu "informações equivocadas" durante a invasão das sedes dos Três Poderes.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

"O governador Ibaneis Rocha é um democrata, um homem que exerceu a presidência da Ordem [dos Advogados do Brasil], sabe o que significa o que é ataque aos poderes da República. Por infelicidade, recebeu várias informações equivocadas durante todo o momento da crise, e eu tive a oportunidade de falar com ele e acompanhar de mais perto", disse Leão.

"Não saí do Ministério da Justiça [e Segurança Pública] até que todos os [prédios dos] Poderes estivessem minimamente controlados. Nós tínhamos ameaças de bombas, de incêndio, e por determinação do governador tentamos até o último momento. Mas a realidade é que as informações que foram repassadas ao próprio governador partiram de forma equivocada", acrescentou.

"O que vimos ontem não foi uma manifestação política, e sim terrorismo. Um ato frontal de tentativa de golpe de Estado, que fragilizaria de maneira decisiva e histórica a passagem do capítulo desta República", disse o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB).

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

“No dia de hoje, todos os estados deram cumprimento, a partir da ordem estabelecida pelo ministro Alexandre de Moraes, de que nossas polícias militares fizessem o cumprimento adequado da desmobilização [de manifestações em frente aos quartéis do Exército]", completou o paraense.

Fátima Bezerra (PT), governadora do Rio Grande do Norte, condenou os atos e defendeu punição aos vândalos. "Foi muito doloroso para nós que amamos a democracia, que sabemos quanto custou conquistar a democracia, ver que teve a participação de gerações que nos antecederam, ver as cenas de ontem. A violência atingindo o coração da República na hora em que atentou contra as mais importantes instituições do Estado democrático de Direito."

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

A presidente do STF, a ministra Rosa Weber, afirmou que o Supremo foi "duramente atacado" por extremistas durante a invasão. A magistrada assegurou, ainda, que o prédio será reconstruído. "O interior do nosso prédio histórico foi praticamente destruído, em especial o nosso plenário. A mim, entristeceu de uma maneira enorme, mas quero assegurar que nós vamos reconstruí-lo", disse.

"No dia 1º de fevereiro daremos início ao ano do Judiciário, como se impõe. Um Poder Judiciário independente e guardião, no caso do STF, da Constituição Federal”, completou a ministra.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-PI), condenou as invasões. "Uma casa que sempre esteve aberta e sempre estará aberta e nunca se renderá a vândalos e terroristas. Aquilo machucou demais, porque nem na pandemia paramos o nosso trabalho", disse.

PUBLICIDADE

*Com informações do portal R7.

Leia também
Flávio Bolsonaro voltou dos EUA com família em jato ligado à empresa de Vorcaro
Política
Flávio Bolsonaro voltou dos EUA com família em jato ligado à empresa de Vorcaro
24 de set. de 2026 - 11:38
Lula diz que vai acabar com bets e que clubes precisam aprender a viver sem: 'não é uma guerra, é uma decisão'
APOSTAS ESPORTIVAS
Lula diz que vai acabar com bets e que clubes precisam aprender a viver sem: 'não é uma guerra, é uma decisão'
24 de set. de 2026 - 00:00
Fábio Porchat grava vídeo sobre ligações de Vorcaro com Nikolas e Flávio Bolsonaro
TOP 1 DO YOUTUBE
Fábio Porchat grava vídeo sobre ligações de Vorcaro com Nikolas e Flávio Bolsonaro
22 de set. de 2026 - 22:16