A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo divulgou uma chacina que deixou pelo menos 10 pessoas mortas por policiais durante a Operação Escudo, realizada em Guarujá, litoral paulista. As ações iniciaram na sexta-feira (28) após o assassinato do PM Patrick Bastos Reis, soldado das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (ROTA).
Durante a operação, oito indivíduos foram mortos em decorrência da ação policial, após o homicídio do soldado da Rota, no Guarujá (SP). Entretanto, em uma coletiva de imprensa, o governador Tarcísio de Freitas contradisse os dados da Ouvidoria, afirmando que o número de mortos era de apenas oito, enquanto outras 10 pessoas foram presas.
O governo do estado confirmou que oito dessas mortes foram provocadas por policiais militares durante a "Operação Escudo", deflagrada em resposta ao assassinato do policial Patrick Bastos Reis, soldado das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota).
Chacina no Guarujá
O suposto atirador envolvido no assassinato do policial já havia sido preso na véspera da operação por policiais da Rota, mas a arma utilizada no crime ainda não foi encontrada. A autoria do crime foi confirmada com base em provas testemunhais apresentadas por outros indivíduos presos.
O governador de São Paulo, Tarcísio Freitas, avaliou que não houve excesso da força policial na operação e elogiou a atuação dos agentes, classificando-a como uma "grande demonstração de profissionalismo". Ainda sobre as prisões e confrontos, ele declarou que "não vamos deixar passar impune agressão a policial", enfatizando a necessidade de a polícia reagir para repelir ameaças.
“Eu estou extremamente satisfeito com a ação da polícia, extremamente triste com o que aconteceu, porque nada vai trazer um pai de família de volta”, disse Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, em entrevista a jornalistas.
Com um cenário de alta violência na Baixada Santista, a operação continuará por, no mínimo, 30 dias, visando combater o crime organizado na região. Além disso, o governo tem planos de instalar uma nova unidade da Polícia Militar em fevereiro de 2024 com um aumento real de efetivo, evitando o remanejamento de tropas no estado.
Denúncia de tortura
Denúncias de tortura durante a operação foram levantadas, incluindo um dos mortos que apresentava marcas de queimadura de cigarro. O secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, afirmou que são "narrativas" e que não chegaram informações oficiais ao governo sobre essas acusações.
Dos oito mortos, apenas quatro já foram identificados. Segundo o secretário, esses quatro tem antecedentes criminais, mas não informou quais eram os crimes. Derrite descreveu a Baixada Santista como “uma zona deflagrada de confronto” e corroborou com argumento apresentado pelo governador sobre as mortes na operação.
“Quem se entregou foi preso. Agora aquele que ainda decide optar pelo confronto, como o governador mencionou, os nossos policiais são obrigados a fazer uso da última alternativa tática que é o disparo de arma de fogo pra neutralizar esse indivíduo e proteger a sociedade”, disse.
Derrite finalizou a coletiva dizendo que “o combate ao crime organizado vai gerar alguns efeitos colaterais, como a gente mencionou aqui essa questão de reclamações olha, indivíduo está dizendo que aconteceu isso, que foi torturado. O que a gente promete para a população é não abaixar a guarda, defender a sociedade e combater o crime”.
*Com informações da Agência Brasil.




