A polêmica em torno do uso do burkini em praias europeias foi reavivada pela prefeita de Monfalcone, uma localidade turística italiana no Norte do país. A representante do partido anti-imigração Liga, Anna Maria Cisint, anunciou nesta quarta-feira (16) que a cidade irá proibir mulheres muçulmanas de tomar banho na praia vestidas com o traje de banho controverso.
Monfalcone, situada no golfo de Trieste, perto da fronteira com a Eslovênia, planeja adotar uma medida que proíba o uso do burkini ou qualquer tipo de roupa que cubra totalmente o corpo para banhos de mar. A prefeita, membro do partido liderado pelo vice-primeiro-ministro Matteo Salvini, já havia apresentado essa proposta em julho, e agora reafirmou sua intenção.
O incidente que desencadeou esse debate ocorreu na praia de Lido Pedocin, próxima a Monfalcone. No último domingo (13), mulheres muçulmanas vestidas para banho entraram em conflito com banhistas locais, resultando na intervenção da segurança da praia, que pediu que as banhistas com trajes cobertos deixassem a área.
A polêmica também envolveu o presidente da Câmara de Trieste, Roberto Dipiazza, que pertence ao partido de centro-direita Força Itália. Ele afirmou que os muçulmanos que vêm para a Itália devem se adaptar aos costumes do país.
Anna Maria Cisint argumentou que a proibição visa evitar um "regresso à Idade Média". No entanto, até que a medida seja adotada, as autoridades não podem impedir ou punir as pessoas que optam por usar burkinis para nadar. Segundo a prefeita, o aviso verbal já foi suficiente para reduzir o número de casos.
É importante observar que a competência para regulamentar esse tipo de matéria não é municipal e, em casos anteriores de tentativa de proibição do burkini, houve condenações por discriminação racial. A discussão sobre a proibição do burkini nas praias europeias continua a gerar debates em relação à liberdade religiosa e cultural em meio à diversidade multicultural do continente.
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