O Mosteiro de São Bento, localizado em Fortaleza, foi alvo de atos de depredação e intolerância religiosa na madrugada desta sexta-feira (20). Moradores que passaram pelo local durante a manhã se depararam com o local pichado com mensagens de ódio e intolerância, incluindo ameaças à comunidade cristã. Segundo testemunhas, gatos mortos foram cruelmente deixados nas instalações.
As pichações incluíam mensagens alarmantes, como "morte aos cristãos", que evidenciam a extensão da intolerância religiosa manifestada nos atos. Para agravar ainda mais a situação, os agressores deixaram restos mortais de gatos nas proximidades do mosteiro.
Mosteiro em Fortaleza sofre ataques de intolerância religiosa
Este não é um incidente isolado, na quarta-feira (18) outro templo religioso também foi alvo de ataques semelhantes, no bairro Paupina. Nesse caso, um bilhete ameaçador e um gato esquartejado foram deixados no local, aumentando as preocupações quanto à segurança dos templos religiosos na região.
A notícia desses casos foi rapidamente compartilhada na comunidade local. As pichações com mensagens de ódio e as práticas de intolerância religiosa são profundamente preocupantes, pois colocam em risco a paz e a harmonia entre as diferentes comunidades religiosas.
O Mosteiro de São Bento, que faz parte da história da comunidade por mais de 30 anos no bairro Paupina, nunca havia sido alvo de violência anteriormente. O edifício havia sido recentemente pintado com recursos obtidos junto à comunidade, o que torna esses atos de destruição ainda mais chocantes e tristes.
Os dois atos de intolerância religiosa ocorreram em um curto espaço de tempo, indicando a necessidade de ações preventivas. A polícia já foi informada dos crimes, e medidas de segurança estão sendo consideradas, incluindo a instalação de câmeras para monitorar as entradas do mosteiro.
A comunidade local, que inclui tanto uma igreja evangélica quanto o Mosteiro de São Bento, está unida na condenação desses atos de violência e intolerância religiosa.
Crime de maus-tratos a animais
A Lei 14.064/2020 aumentou a pena para quem maltratar cães e gatos. A partir de agora, quem cometer esse crime será punido com 2 a 5 anos de reclusão, multa e proibição da guarda. Caso o crime resulte na morte do animal, a pena pode ser aumentada em até 1/3.
A referida legislação alterou a Lei 9.605/98, que dispõe sobre os crimes contra o meio-ambiente, fauna e flora e prevê pena de detenção de 3 meses a 1 ano e multa, no caso de crime de maus-tratos contra animais.




