A família do taxista sequestrado e assassinado na Grande Fortaleza, na terça-feira (9), chegou a realizar um Pix no valor de mil reais para o suspeito do crime. O homem sequestrou a vítima e iniciou uma série de exigências financeiras aos familiares, incluindo a ameaça de libertar o motorista mediante o pagamento de um resgate.
Na esperança de garantir a libertação de José Eron Rabelo, de 66 anos, a família realizou a transação bancária. Entretanto, o taxista foi encontrado morto dentro de seu próprio veículo na estrada do Batoque, em Pindoretama, região metropolitana de Fortaleza.
O velório de José Eron Rabelo ocorreu na residência dele no bairro Bonsucesso, onde amigos e colegas de profissão se reuniram para prestar suas últimas homenagens. O clima era de tristeza, revolta e medo, destacando o constante risco enfrentado por esses profissionais diante da violência e da vulnerabilidade no exercício de suas funções.
O momento é delicado para a categoria, que se sente desamparada pelo poder público em relação à segurança no trabalho como taxista. A comunidade de motoristas de aplicativo e taxistas clama por medidas efetivas que possam garantir a integridade e a proteção desses profissionais, que continuam sendo alvos frequentes de criminosos na região.
"O que aconteceu com ele poder ter acontecido comigo também, porque não tem segurança, né? A gente não vê uma blitz de desarmamento nas avenidas, para dar segurança ao cidadão que está ali trabalhando. E isso daí machucou, machuca muito a gente, taxistas", desabafou Jorge Mesquita, colega da vítima.
Conforme as investigações, a vítima foi encontrada com sinais de violência dentro de um veículo na estrada do Batoque. Após o crime, pela manhã, o suspeito se deslocou até uma lotérica, onde sacou o dinheiro que extorquiu da família da vítima. O indivíduo foi capturado na noite de ontem, no bairro Centro, em Fortaleza, e foi conduzido para a Delegacia Metropolitana de Aquiraz, onde foi autuado em flagrante por extorsão mediante sequestro com resultado de morte.
No momento da captura de Romário, um homem, de 36 anos, que estava com ele também foi conduzido para a Delegacia Metropolitana de Aquiraz, onde foi ouvido e liberado por não haver indícios da participação dele no crime. O caso foi elucidado pela Polícia Civil. Agora, o homem, que já possui extensa ficha criminal por crimes de homicídio doloso, lesão corporal dolosa, roubo, furto, tráfico de drogas, ameaça e tentativa de feminicídio, encontra-se à disposição da Justiça.




