A região costeira de Valparaíso, no centro do Chile, vive uma tragédia com os incêndios florestais que já resultaram em pelo menos 112 mortes, um número que tende a aumentar conforme os bombeiros lutam contra cerca de 40 focos de fogo. O presidente Gabriel Boric declarou que o país enfrenta uma "tragédia de grande magnitude".
Centenas de pessoas continuam desaparecidas, indicando que o saldo de mortes pode aumentar à medida que os corpos são descobertos nas áreas devastadas pelas chamas. Os incêndios, intensificados na sexta-feira (2), ameaçam as cidades costeiras de Viña del Mar e Valparaíso, populares destinos turísticos.
O Serviço Médico Legal do Chile confirmou pelo menos 112 mortes, mas as autoridades alertam que esse número crescerá significativamente. O presidente chileno decretou estado de emergência, dois dias de luto nacional e recolher obrigatório nas áreas mais afetadas.
Apesar de incêndios florestais serem comuns durante o verão no hemisfério sul, a gravidade desses eventos torna esta a pior catástrofe nacional no Chile desde o terremoto de 2010. O governo mobilizou 1.300 militares para auxiliar os bombeiros, e aviões despejam água para conter as chamas.
Boric anunciou recursos para as áreas afetadas, salientando que a prioridade é salvar vidas. "Esta é a maior tragédia a que assistimos desde o terremoto de 2010", afirmou o presidente. O Ministério da Saúde emitiu alerta sanitário, e hospitais de campanha temporários foram autorizados.
As condições meteorológicas parecem mais favoráveis, com um fenômeno costeiro proporcionando umidade e temperaturas mais baixas. O incêndio de Las Tablas, o maior da região, continua ativo, cobrindo um perímetro de 80 quilômetros.
Após uma onda de calor recorde em 2023, que causou a morte de 27 pessoas, a atual onda de calor, impulsionada pelo El Niño, agora ameaça Argentina, Paraguai e Brasil. O Chile enfrenta não apenas a fúria dos incêndios, mas também os impactos do aquecimento global que intensificam esses desastres naturais.




