A empresa que administra as operações do Aeroporto de Juazeiro do Norte, a Aena, confirmou que dois voos da VoePass, das rotas Juazeiro do Norte-Fortaleza, foram cancelados. O cancelamento dos voos ocorreu no mesmo dia em que um acidente envolvendo a companhia resultou na morte de 62 pessoas em São Paulo.
Segundo a empresa, os voos cancelados foram o 2356, com destino a Fortaleza, e o 2357, com partida de Fortaleza. “Os motivos para o cancelamento podem ser esclarecidos diretamente pela companhia aérea”, informou a administradora em nota oficial.
O Portal Gc+ entrou em contato com a VoePass para saber se o motivo dos cancelamentos teria alguma relação com o acidente em São Paulo. Por meio de nota, a companhia informou que “os atrasos na programação dos voos ontem e hoje se devem a uma reorganização da malha aérea por contingenciamento”.
O acidente da VoePass Um avião da VoePass, modelo ATR-72, caiu na tarde de sexta-feira (9) em Vinhedo, interior de São Paulo, resultando na morte de todas as 62 pessoas a bordo, incluindo 58 passageiros e 4 tripulantes. O voo 2283 havia decolado de Cascavel, Paraná, às 11h58, com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, onde deveria pousar às 13h50.A queda ocorreu por volta das 13h28, em uma área próxima à rodovia Miguel Melhado (SP-324). Informações preliminares indicam que os pilotos não solicitaram apoio de emergência antes do acidente. O local da queda é caracterizado por uma região de mata, mas com residências nas proximidades, embora não tenha sido confirmado se a aeronave atingiu alguma casa.
O Corpo de Bombeiros e outras equipes de resgate foram mobilizados imediatamente para a área do acidente. A VoePass, em nota oficial, confirmou que uma das vítimas, Constantino Thé Maia, não estava na lista de passageiros inicialmente divulgada devido a um erro técnico relacionado às validações de check-in.
A companhia lamentou profundamente a tragédia e afirmou que está prestando suporte às famílias das vítimas.As causas do acidente ainda estão sendo investigadas pelas autoridades competentes, e a VoePass se comprometeu a colaborar com as investigações. O avião, fabricado em 2010, estava em conformidade com as regulamentações da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e era considerado seguro para operação.




