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Ceará inclui grandes equipamentos públicos no Mercado Livre de Energia e projeta até 20% de economia

A Seinfra planeja expandir a migração para outras unidades de grande consumo, com análise contínua para identificar as próximas a aderirem ao modelo.

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Ceará inclui grandes equipamentos públicos no Mercado Livre de Energia e projeta até 20% de economia
Foto: GCMais

Em uma iniciativa inédita no Brasil, o Governo do Ceará deu início à migração de grandes equipamentos públicos para o Mercado Livre de Energia, projeto que poderá resultar em até 20% de economia nos gastos com eletricidade. A Secretaria da Infraestrutura (Seinfra) assinou um contrato com a comercializadora EDP, que permitirá que o Centro de Eventos do Ceará e a sede da Perícia Forense (Pefoce) passem a utilizar energia proveniente de fontes renováveis, reduzindo custos e promovendo uma operação mais sustentável.

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O secretário da Infraestrutura do Ceará, Hélio Winston Leitão, destaca que a transição faz parte de uma estratégia para tornar os órgãos públicos autossuficientes em energia limpa, antecipando a meta estabelecida pelo Decreto Estadual Nº 33.264, que previa essa independência até 2029. "Toda a energia fornecida nesse contrato virá de fontes renováveis, garantindo que mais de 100 GW/h anuais de consumo sejam atendidos por essas fontes limpas”, afirma o secretário.

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Além da economia projetada, o modelo traz previsibilidade e estabilidade para os órgãos públicos, uma vez que o contrato de fornecimento fixará a tarifa, protegendo-os das oscilações de bandeira tarifária. Essa transição possibilita que o Estado se torne menos dependente das condições do mercado convencional, garantindo maior controle dos custos operacionais e orçamento.

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Ceará inclui grandes equipamentos públicos no Mercado Livre de Energia e projeta até 20% de economia

A Seinfra planeja expandir a migração para outras unidades de grande consumo, com análise contínua para identificar as próximas a aderirem ao modelo. O secretário executivo de Energia e Telecomunicações da Seinfra, Dickson Araújo, explica que os primeiros equipamentos foram selecionados estrategicamente, visando capturar os maiores ganhos financeiros de forma rápida e eficaz. “São instalações de alta intensidade operacional, como o Centro de Eventos, que oferece um impacto imediato na redução de custos,” acrescenta Dickson.

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Um cronograma gradual foi estruturado para facilitar a adaptação dos órgãos ao novo modelo energético, com o objetivo de maximizar os benefícios financeiros e ambientais da mudança. Nos próximos meses, o governo deverá avançar na inclusão de mais equipamentos, consolidando o Ceará como pioneiro em gestão sustentável no setor público.

Modelo para o setor público

Com essa medida, o Ceará desponta como exemplo para outras unidades federativas que visam a redução de custos e a sustentabilidade no setor público. A expectativa é de que esse modelo seja replicado e inspire a adoção de práticas sustentáveis e economicamente vantajosas em outras regiões do Brasil.

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