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Com crescimento do PIB, Brasil avança no ranking das maiores economias do mundo

País fechou 2025 com economia de R$ 12,7 trilhões e crescimento de 2,3%; no Ceará, atividade econômica avançou 2,9%, com alta na abertura de empresas e queda do desemprego

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Com aumento do PIB, Brasil avança no ranking das maiores economias do mundo
No Ceará, o PIB avançou 2,9% em 2025, acima dos 2,3% registrados pelo Brasil. Foto: Reprodução / TV Cidade Fortaleza

O Brasil fechou 2025 com Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 12,7 trilhões, após registrar crescimento de 2,3% em relação ao ano anterior. A expansão da atividade econômica coloca o país em evidência no cenário internacional. No Ceará, o avanço foi ainda maior: a economia estadual cresceu 2,9% no mesmo período, acompanhada por aumento na abertura de empresas e redução do desemprego.

Além do desempenho do PIB, os indicadores nacionais apontam mudanças no mercado de trabalho. A taxa anual de desemprego caiu para 5,6%, a menor da série histórica brasileira, enquanto o rendimento médio real dos trabalhadores chegou a R$ 3.560 por mês.

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Os resultados também aparecem em setores específicos da economia cearense. O estado registrou mais de 142 mil novas empresas em 2025, movimentação bilionária no mercado imobiliário e crescimento superior a 177% nas vendas de veículos elétricos em um ano.

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PIB brasileiro chega a R$ 12,7 trilhões

O crescimento de 2,3% do PIB brasileiro em 2025 marcou um novo avanço no volume de bens e serviços produzidos pelo país. O indicador é utilizado para medir o tamanho da economia e acompanhar seu desempenho ao longo do tempo.

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A dimensão do PIB, no entanto, não é o único elemento que determina a posição de um país nesses rankings, e o crescimento da produção não significa, isoladamente, que a nação tenha subido de colocação.

No mercado de trabalho, o Brasil terminou 2025 com taxa anual de desemprego de 5,6%, a menor da série histórica nacional. O rendimento médio real chegou a R$ 3.560 mensais, compondo o conjunto de indicadores que ajudam a avaliar os efeitos da atividade econômica sobre os trabalhadores.

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Ceará cresce acima do resultado nacional

No Ceará, o PIB avançou 2,9% em 2025, acima dos 2,3% registrados pelo Brasil. Para o economista Wanderberg Almeida, o resultado mostra que o estado tem espaço para ampliar a produção, mas o próximo passo é converter o crescimento em benefícios duradouros para a população.

"No Ceará, temos um dado importante. Em 2025, a economia estadual cresceu 2,9%, acima dos 2,3% registrados pelo Brasil. Isso mostra que o estado tem capacidade de expandir sua produção e gerar oportunidades. Agora, o desafio é transformar esse crescimento em mais investimentos, empregos de qualidade e renda para os cearenses", disse ele ao falar com a TV Cidade Fortaleza sobre o assunto.

Um dos indicadores da atividade econômica estadual é a abertura de negócios. Em 2025, mais de 142 mil empresas foram abertas no Ceará, aumento de 27,22% em comparação com o ano anterior.

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O movimento continuou nos primeiros nove meses de 2026. De janeiro a setembro, o número de empresas abertas cresceu em relação ao mesmo período de 2025, de acordo com Eduardo Jereissati, presidente da Junta Comercial do Estado do Ceará (Jucec).

"Em 2026, a gente continua nessa linha de crescimento. Quando a gente compara janeiro a setembro de 2026 com o mesmo período de 2025 (de janeiro a setembro), a gente constata já um crescimento de 16% de empresas. Então é um cenário muito promissor de mais empresas chegando ao nosso estado."

Desemprego cai no Ceará

O mercado de trabalho estadual também apresentou resultado positivo. Em 2025, o Ceará registrou taxa anual de desemprego de 6,5%, a menor da série histórica estadual.

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O secretário do Trabalho do Ceará, Vladyson Viana, aponta que a redução da desocupação ocorre em diferentes atividades econômicas, com destaque para o setor de serviços:

"Vários setores trazem uma redução na taxa de desocupação, principalmente o setor de serviços, isso em todo o país. Nós podemos observar também um aumento do rendimento médio do trabalhador brasileiro, inclusive com a redução da taxa de informalidade."

Mercado imobiliário movimenta bilhões

O setor imobiliário também movimenta uma parcela expressiva da economia cearense. Fortaleza e a Região Metropolitana registraram cerca de R$ 8,7 bilhões em vendas de imóveis em 2025.

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Tibério Benevides, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Ceará (Creci-CE), fala sobre o crescimento nos negócios no setor, apontando ainda crescimento em faixas de renda específicas:

"No ano passado nós chegamos a R$ 8 bilhões em vendas no Ceará, em Fortaleza, Região Metropolitana, e esse ano a previsão é que chega a R$ 10 bilhões. Então é crescente a altíssima renda e a média renda."

Embora o volume de vendas indique movimentação financeira no setor, o acesso à casa própria depende de outros fatores. A renda disponível, as taxas de juros e as condições de financiamento influenciam a capacidade das famílias de comprar um imóvel.

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Vendas de carros elétricos crescem mais de 177%

Outro segmento em expansão no Ceará é o de veículos elétricos. As vendas desse tipo de automóvel cresceram mais de 177% em um ano, movimento que acompanha a ampliação desse mercado no país.

Leonardo Dallolio, diretor comercial do Grupo Carmais, destaca a procura por esses veículos entre profissionais que utilizam o automóvel como ferramenta de trabalho, como motoristas de aplicativo e taxistas.

Crescimento do PIB não garante alívio no orçamento familiar

Mesmo com a expansão do PIB brasileiro, a redução do desemprego e o crescimento de diferentes setores no Ceará, os indicadores econômicos não significam que todas as famílias percebam uma melhora imediata nas condições de vida.

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O economista Wanderberg Almeida ressalta que o aumento salarial precisa superar a elevação dos preços para ampliar o poder de compra. Despesas com alimentação, aluguel, energia e serviços podem consumir parte da renda adicional e limitar a sensação de melhora financeira.

"Muitas famílias ainda sentem dificuldade para poder fechar as contas no final do mês. Por quê? Porque não basta apenas o salário aumentar. É preciso que ela cresça mais do que os preços. Se a renda aumenta, mas a alimentação, o aluguel, a energia e os serviços também ficam mais caros, a sensação de melhora do orçamento pode ser pequena."

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