O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) foi convocado pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) para uma nova rodada de negociações com o sindicato dos trabalhadores da construção civil. O encontro está marcado para quinta-feira (22), às 9h, na sede da SRTE, no bairro Aldeota, em Fortaleza.
A mediação busca encontrar uma solução para o impasse que levou à greve da categoria, que tem causado impactos no setor produtivo. Em nota, o Sinduscon reforçou a disposição para o diálogo e afirmou que espera um acordo que valorize os trabalhadores e, ao mesmo tempo, preserve a sustentabilidade das empresas.
A greve foi deflagrada após a falta de acordo nas negociações salariais. A expectativa é que a intervenção da SRTE ajude a destravar o debate e conduzir as partes a um entendimento.
Greve da construção civil no Ceará
A paralisação dos trabalhadores da construção civil no Ceará tem gerado prejuízos crescentes ao setor, que já somam cerca de R$ 18 milhões, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon Ceará). A entidade aponta que os danos são resultados, em grande parte, de atos de vandalismo registrados em diversos canteiros de obras e estandes de vendas de empresas associadas.
Atualmente, Fortaleza e a Região Metropolitana contam com aproximadamente 180 canteiros de obras ativos, e o Sinduscon estima que até 40% desses empreendimentos foram impactados pela paralisação, que segue sem previsão de encerramento. O impasse entre patrões e trabalhadores se agravou após o rompimento das negociações pelo sindicato laboral, principal responsável pela deflagração da greve.
De acordo com Marcelo Pordeus, vice-presidente da área trabalhista do Sinduscon Ceará, o maior obstáculo nas negociações é a exigência de auxílio combustível, benefício que, segundo ele, não possui respaldo legal e pode gerar encargos trabalhistas imprevisíveis para as empresas. “O auxílio combustível não é equivalente ao vale-transporte, que conta com legislação própria, regras claras e isenções fiscais”, explica.
Pordeus ressalta que o setor patronal mantém uma proposta de reajuste salarial com ganho real, além da manutenção de benefícios previstos na convenção coletiva e da oferta de participação nos resultados. Mesmo assim, as tratativas permanecem travadas.




