O mercado de vendas de automóveis no Brasil passa por uma revolução silenciosa, mas profunda. De acordo com Daniel Pavanelli, diretor da Prospectro Treinamento e Consultoria, “93% dos consumidores iniciam a jornada de compra de um carro pela internet”, o que indica uma mudança significativa no comportamento do público. Em entrevista ao programa Pan News em Revista – 2ª edição, da Jovem Pan News, nesta terça-feira (27), o especialista destacou que, hoje, o que antes era uma grande vitrine física nas concessionárias, “virou o site ou a rede social do vendedor”.
Com a digitalização do setor, 15% das compras de veículos já são feitas integralmente online. “O cliente identifica o modelo, negocia com o vendedor via videochamada e, em muitos casos, nem vai à loja para retirar o carro”, explicou. Pavanelli também destacou o crescimento dos modelos de mobilidade por assinatura, nos quais o consumidor paga uma mensalidade para usar um carro zero por um ano. “Nosso público quer mobilidade e comodidade, não necessariamente posse”, disse, reforçando que essa tendência veio para ficar.
A pandemia da Covid-19 acelerou esse processo de transformação, mas a mudança já vinha ocorrendo desde o início da década passada. Segundo Pavanelli, “coisas que iriam levar 10 anos para mudar, a pandemia obrigou a acontecer em meses”.
Mercado de vendas de automóveis vive transformação digital e conquista novo perfil de consumidor
Ele ressaltou a importância da experiência do cliente como diferencial competitivo. “Hoje, o tempo é o bem mais escasso das pessoas, e quem oferece praticidade sai na frente”, afirmou. Nesse contexto, vendedores e empresas precisam ser preparados para atender tanto no presencial quanto no digital.
Apesar das vantagens, o especialista alertou sobre os riscos das negociações online. Ele orientou que o consumidor “nunca transfira dinheiro para pessoas físicas” e busque sempre verificar a credibilidade da empresa antes de fechar qualquer negócio.
“Quando a oferta parece boa demais, desconfie. Golpes ainda são comuns nesse ambiente”, advertiu. Para o futuro, Pavanelli acredita que a experiência de compra será ainda mais ágil, digital e personalizada. “Quem não se adaptar a essa nova realidade vai ficar para trás”, concluiu.




