Para marcar o Mês da Diversidade e reforçar o compromisso com a promoção dos direitos da população LGBTQIAPN+, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, realiza uma programação especial que une arte, debate, escuta e celebração. As atividades dialogam com o tema da 24ª Parada pela Diversidade Sexual do Ceará, que acontece em 29 de junho, com o mote “Quem chora por nós? Visibilidades, orgulho e direito de envelhecer”, proposto pelo Grupo de Resistência Asa Branca (GRAB).
A abertura da programação ocorre no dia 18 de junho, às 16h, com o evento "Diversidade à Mesa", promovido pelo Núcleo de Articulação Territorial (NAT), na Arena Dragão do Mar. O encontro reúne colaboradores LGBTQIAPN+ do Instituto Dragão do Mar e moradores de comunidades vizinhas, como Poço da Draga, Moura Brasil e Graviola. A ocasião inclui pocket show do artista trans OTTO, coffee break afetivo e momentos de partilha e acolhimento. “Mais do que um evento, Diversidade à Mesa é um espaço de reconhecimento mútuo e fortalecimento de vínculos”, afirma Mabel Castro, coordenadora do NAT.
Já no dia 22 de junho, domingo, a partir das 18h, a Pré-Parada da Diversidade ocupa a Varanda dos Museus com uma noite de intensa programação artística. A festa é organizada pela ONG Casa de Andaluzia, em parceria com a Loja Utopia, e começa com a inauguração da exposição “Intimidade”, de Luiz Fernando Oliveira e Wendy Candy, que retrata a potência e presença de corpos trans, travestis e transexuais.
Em seguida, a escritora Dediane Souza lança o livro “Dado o nome: Narrativa de humanidade de travestis”. Às 19h, o palco recebe performances das transformistas Claryce Reiis, Alessandra Oliveira e Flavia Fontenelle, além do espetáculo The Pride Ballshow, do coletivo Afeminyx, com batalhas de vogue e desfiles inspirados na cultura ballroom.
O encerramento da noite será marcado pela entrega dos prêmios Arco-Íris, que homenageiam iniciativas em prol da comunidade LGBTQIAPN+, e dos irreverentes Prêmios Tijolão, direcionados às figuras públicas que mais se destacaram negativamente por atitudes LGBTfóbicas, eleitas por votação popular. A programação é gratuita e aberta ao público, reforçando o Dragão do Mar como um espaço de resistência, arte e visibilidade em defesa da diversidade.




