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Dólar hoje: acompanhe a cotação desta terça-feira (01/07)

A cotação do dólar reflete as complexas interações entre as decisões dos bancos centrais, o cenário econômico global e as expectativas dos investidores

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Dólar hoje: acompanhe a cotação desta terça-feira (01/07)
Foto: GCMais

Nesta terça-feira, 01 de julho de 2025, o dólar voltou a ser protagonista nas discussões econômicas, refletindo tanto fatores internos quanto externos que influenciam diretamente sua cotação frente ao real. O cenário do câmbio brasileiro, como de costume, é marcado por volatilidade, expectativas em relação à política monetária e fiscal, além de tensões geopolíticas e decisões de grandes economias globais. Veja a seguir a cotação do dólar hoje e quais os motivos da variação do valor da moeda americana.

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Cotação do dólar hoje

O início do mês de julho é marcado por grande atenção ao cenário externo. Nos Estados Unidos, o destaque fica para a aprovação, no Senado, do megapacote de cortes de impostos proposto pelo presidente Donald Trump. O projeto prevê redução de tributos e aumento de gastos em defesa e segurança de fronteiras, o que pode impactar a dinâmica fiscal e econômica global. Além disso, o mercado acompanha o fim do prazo de suspensão do chamado "tarifaço" de Trump, que envolve negociações comerciais sensíveis, especialmente com o Canadá. Recentemente, o Canadá recuou da cobrança de uma taxa sobre serviços digitais, o que trouxe alívio aos mercados globais.

Outro fator relevante é o aguardado discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), durante um evento nesta terça-feira. Suas falas são monitoradas de perto, pois podem sinalizar mudanças na política monetária dos Estados Unidos, afetando o fluxo de capitais internacionais e, consequentemente, o valor do dólar frente a moedas emergentes como o real.

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Hoje, dia 1º de julho de 2025, o mercado financeiro brasileiro acompanha de perto a cotação do dólar, que opera em alta após registrar quedas expressivas nos últimos dias. Por volta das 14h20, a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,4574, com valorização de 0,44% em relação ao fechamento anterior, quando encerrou o dia a R$ 5,4335 — o menor patamar desde setembro de 2023

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Dados econômicos e volatilidade

O dia também é marcado pela divulgação de indicadores econômicos importantes nos EUA, como o relatório Jolts de emprego, que pode influenciar as expectativas sobre a trajetória dos juros americanos. A volatilidade observada no início do pregão reflete a cautela dos investidores diante dessas informações. O dólar chegou a abrir em leve queda, sendo cotado a R$ 5,4243, mas rapidamente inverteu o movimento, oscilando ao longo da manhã e início da tarde.

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No Brasil, o Banco Central anunciou a realização de leilão de swap cambial tradicional, ofertando até 35 mil contratos com vencimento em agosto, como parte do processo de rolagem. Essas operações ajudam a conter movimentos bruscos na cotação da moeda e oferecem proteção ao mercado.

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Contexto doméstico e expectativas

Internamente, o mercado segue atento aos desdobramentos da derrubada do projeto que previa aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) na semana passada. A resistência do Congresso e a consequente queda na arrecadação devem levar a novos cortes no orçamento federal, aumentando a incerteza fiscal e influenciando o comportamento dos investidores.

Além disso, a divulgação de dados do mercado de trabalho brasileiro trouxe certo otimismo: em maio, foram criados 148,9 mil postos de trabalho com carteira assinada. Embora o número tenha ficado abaixo das expectativas, aumentou a possibilidade de o Banco Central iniciar um ciclo de cortes nos juros antes do previsto, o que estimula investimentos na bolsa de valores e pode afetar a demanda por dólares.

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Desempenho recente e perspectivas

O dólar encerrou junho com uma desvalorização de quase 5% frente ao real, acumulando queda de mais de 13% no primeiro semestre de 2025. Esse movimento reflete tanto fatores externos — como a queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, que incentiva o fluxo de capital para mercados emergentes — quanto internos, como o desempenho positivo da bolsa brasileira, que valorizou mais de 15% no semestre.

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Apesar do recuo recente, a moeda norte-americana segue sensível a novos dados econômicos, decisões políticas e movimentos globais de aversão ou apetite ao risco. O ambiente permanece volátil, e a cotação do dólar pode oscilar de acordo com as próximas divulgações e sinalizações de autoridades econômicas, tanto no Brasil quanto no exterior.

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