No MetLife Stadium, em Nova Jersey, o Paris Saint-Germain protagonizou uma das atuações mais dominantes de sua história recente ao vencer o Real Madrid por 4 a 0 na semifinal da Copa do Mundo de Clubes. Com um futebol envolvente, veloz e eficiente, os comandados de Luis Enrique não tomaram conhecimento do multicampeão espanhol e garantiram a vaga na grande final contra o Chelsea, no próximo domingo, no mesmo palco.
Logo nos primeiros minutos, o PSG mostrou que não estava para brincadeira. Em menos de 10 minutos, o placar já apontava 2 a 0 para os franceses, com duas falhas grotescas da defesa merengue. O primeiro gol veio após desarme de Dembelé em Asensio dentro da área. A bola sobrou para Fabián Ruiz, que finalizou com precisão. Pouco depois, Rüdiger furou um passe e entregou a bola nos pés de Dembelé, que avançou e finalizou rasteiro, ampliando a vantagem.
O golpe de misericórdia veio ainda no primeiro tempo, em uma jogada que simbolizou o domínio total do PSG. Foram 59 segundos de posse contínua, 36 toques na bola e um Real Madrid completamente desnorteado, até Fabián Ruiz aparecer novamente na área para marcar o terceiro e praticamente selar a classificação.
No segundo tempo, mesmo sem mudanças, o Real Madrid tentou sair mais para o jogo, mas esbarrou na sólida marcação e na posse de bola eficiente dos parisienses. O técnico Xabi Alonso promoveu a volta de Éder Militão e Carvajal, recuperados de lesões, além de fazer duas substituições simbólicas: Luka Modric e Lucas Vázquez, que se despedem do clube, foram ovacionados ao deixar o campo.
No fim da partida, ainda houve tempo para mais um golpe de classe do PSG. Gonçalo Ramos recebeu dentro da área, girou sobre a marcação e finalizou no canto de Courtois, fechando o placar em 4 a 0 e carimbando de vez a vaga na final.
Fim de uma era: Modric se despede do Real
A partida também marcou o fim de uma era no futebol europeu. Aos 39 anos, o croata Luka Modric se despediu oficialmente do Real Madrid após 13 anos de uma trajetória brilhante. Foram 28 títulos conquistados, o que o coloca como o jogador mais vitorioso da história do clube. Sua saída, apesar do momento amargo, foi celebrada com emoção e respeito pelos companheiros e torcedores.




