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72% dos brasileiros acham que Trump está errado sobre tarifas, indica Quaest

A pesquisa foi realizada presencialmente entre 10 e 14 de julho, com 2.004 pessoas, margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos

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72% dos brasileiros acham que Trump está errado sobre tarifas, indica Quaest
Foto: GCMais

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (16) indica que 72% dos brasileiros consideram que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está errado ao impor tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil. O anúncio das tarifas foi feito recentemente e deve entrar em vigor a partir de 1º de agosto, motivado, entre outros fatores, por críticas de Trump ao processo judicial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O levantamento mostra ainda que a maioria dos brasileiros rejeita a justificativa do norte-americano para implantar a medida. Além disso, 79% afirmam que o chamado "tarifão" vai prejudicar suas vidas diretamente, com preocupação sobre os efeitos econômicos da medida sobre o custo de vida dos cidadãos.

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No contexto político, 57% dos entrevistados também afirmaram que Trump não tem direito de criticar o processo em que Bolsonaro é réu, enquanto 36% defendem que ele tem esse direito.

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Sobre a resposta do governo brasileiro, 53% dos brasileiros apoiam a reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que consideram correta a adoção de medidas de retaliação por reciprocidade ao tarifão imposto pelos EUA. Outros 39% discordam dessa estratégia.

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A pesquisa foi realizada presencialmente entre 10 e 14 de julho, com 2.004 pessoas, margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

Ceará

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A taxação de 50% imposta por Trump também deve impactar a economia do Ceará. O estado responde por R$ 366 milhões das exportações brasileiras em 2025, segundo o Observatório da Indústria do Ceará.

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O especialista em comércio exterior Augusto Fernandes destaca a relevância desses produtos para a economia local: “Nós temos produtos que são vendidos para os Estados Unidos de alta relevância para a nossa economia. Estamos falando de laminados de aço, que é R$ 1,2 bilhão por ano. Estamos falando de frutas, um imenso mercado de mais de 500 milhões de dólares por ano, fora dos outros estados que escoam aqui pelo estado do Ceará. Então o impacto é grande. Gigantesco.”

Além do impacto econômico, a tarifa deve pressionar a inflação e elevar o valor do dólar, o que pode encarecer o consumo no Brasil e comprometer a geração de empregos nos setores de exportação. “Tudo é dolarizado, tudo que existe no mundo material é dolarizado. Então o impacto para quem é o consumidor final, que somos nós a população, é gigantesco”, diz ainda Fernandes.

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