O senador Cid Gomes (PSB) sugeriu, nesta quarta-feira (16), que as investigações da Polícia Federal contra o deputado federal Júnior Mano (PSB) podem ter origem em disputas políticas locais, especialmente após a eleição municipal de 2020 em Canindé, no interior do Ceará. Segundo ele, as denúncias surgiram logo após o pleito, quando apoiou um candidato de oposição à atual prefeita do município.
“Essa tal denúncia começa logo após a campanha eleitoral de Canindé. De uma hora para outra, surge tudo isso. É no mínimo curioso”, afirmou o senador durante coletiva de imprensa realizada na Assembleia Legislativa do Estado (Alece).
Cid explicou que Jardel, então candidato do PSB à prefeitura de Canindé, foi apresentado a ele por aliados e recebeu seu apoio direto na campanha. O adversário era o nome indicado pela atual prefeita da cidade. Para o senador, o acirramento local pode ter desencadeado as investigações envolvendo o nome de Júnior Mano.
Durante a coletiva, o parlamentar também reiterou sua confiança em Júnior Mano e destacou o papel do deputado como uma das novas lideranças políticas do estado.
“Acho que minha obrigação de pagamento ao povo cearense é estimular e dar oportunidades para novas lideranças. Júnior Mano, a meu juízo, tem futuro na vida pública porque tem qualidades", comentou.
A fala de Cid ocorre em um contexto de tensão dentro do PSB, que discute a formação da chapa majoritária para as eleições de 2026. Nesta semana, o governador Elmano de Freitas (PT) afirmou, em entrevista, que a indicação de Júnior Mano como pré-candidato ao Senado partiu do próprio Cid dentro da legenda. Ele reforçou, no entanto, que a composição final da chapa será definida apenas entre maio e junho do próximo ano.
Além de Cid, participaram da coletiva os deputados estaduais Tin Gomes, Salmito Filho, Guilherme Bismarck, Sérgio Aguiar e o presidente da Alece, Romeu Aldigueri. A transmissão foi feita ao vivo pelas redes sociais do senador.




