Durante evento no Palácio Itamaraty nesta terça-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pretende convidar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para participar da COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas, que será realizada em novembro de 2025, em Belém (PA).
“Quero saber o que ele pensa da questão climática. Vou ter a gentileza de ligar. Só não vou ligar para o Putin porque ele não está podendo viajar”, declarou Lula, mencionando também planos de contato com líderes como Xi Jinping (China) e Narendra Modi (Índia).
O presidente ressaltou que o convite é um gesto de diplomacia. “Se ele não vier, vai ser porque não quer, mas não por falta de delicadeza, charme e democracia”, afirmou.
Durante o mesmo discurso, Lula criticou a decisão do governo norte-americano de aplicar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, medida que entra em vigor no dia 6 de agosto. O presidente classificou a ação como "injusta" e afirmou que a motivação é política.
“Nós não podemos aceitar que o povo brasileiro seja punido. Diante do tarifaço, o compromisso do governo é com os brasileiros”, disse.
Lula também anunciou que o governo prepara um plano de contingência para reduzir os impactos econômicos e sociais da medida. Segundo ele, o Brasil vai acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) por meio do Mecanismo de Solução de Controvérsias.
A autorização para a medida foi publicada nesta terça-feira, em resolução que permite ao Ministério das Relações Exteriores recorrer formalmente à OMC.
Minutos antes, Lula já havia criticado a postura dos Estados Unidos durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, conhecido como “Conselhão”. Segundo ele, os EUA “não tinham o direito” de impor as tarifas ao país.
O encontro também contou com falas dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Fernando Haddad (Fazenda) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), que reforçaram a importância da defesa da soberania nacional.
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