O Teatro Carlos Câmara (TCC), tradicional equipamento cultural do Centro de Fortaleza, deu início a um processo de requalificação e gestão coletiva sob responsabilidade do Instituto Dragão do Mar (IDM), ligado à Secretaria da Cultura do Ceará (Secult). Antes mesmo da reabertura oficial prevista para o último trimestre de 2025, o teatro promove uma série de escutas públicas para envolver artistas, produtores, comunidade, universidades e coletivos sociais na construção do novo modelo do equipamento.
Desde 27 de julho, os encontros buscam recolher contribuições de diferentes segmentos da sociedade, reforçando um modelo de gestão democrático e participativo. A iniciativa visa não apenas o reparo físico do espaço, mas também a redefinição de seu papel cultural e social na cidade.
“A reabertura do Teatro Carlos Câmara simboliza mais do que a devolução de um palco à cidade; é reacender um ponto pulsante da cultura de Fortaleza. É fundamental o diálogo com artistas, produtores, coletivos e comunidade, para que o teatro siga conectado às demandas do território”, afirmou Luisa Cela, secretária da Cultura do Ceará.
Rachel Gadelha, diretora-presidente do IDM, destacou que “um equipamento cultural só cumpre plenamente seu papel quando é atravessado pelas vozes de quem o vive. Esse processo reflete um modelo de gestão mais sensível, horizontal e conectado com os territórios e seus agentes”.
A gestora do teatro, Vanéssia Gomes, ressaltou que o espaço busca retomar seu caráter plural e vivo, integrando memórias de antigos frequentadores com as necessidades atuais da comunidade.
As escutas públicas ocorrem sempre às 18h no Teatro Carlos Câmara, localizado na Rua Senador Pompeu, 464, Centro:
- 13/08 – Grupos que já realizaram ocupações no teatro
- 20/08 – Artistas, grupos, coletivos, produtores e áreas técnicas
- 03/09 – Universidades
- 10/09 – Ações de cidadania e comunidades, incluindo comunidade Moura Brasil
- 11/09 – Lojas, estacionamentos e cafés
Integrado à Rede Pública de Equipamentos Culturais do Ceará (Rece), o TCC passa a fazer parte de mais de 25 espaços geridos pelo Governo do Estado, sendo 13 sob responsabilidade direta do IDM, que atua há 27 anos no Ceará com foco em gestão cultural, patrimônio, gastronomia social, esportes e meio ambiente.




