A Polícia Civil do Estado de Goiás deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a primeira fase da Operação Enigma, com apoio da Polícia Civil do Ceará, para cumprir 28 medidas judiciais contra uma facção criminosa especializada em estelionato qualificado por meio de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e uso indevido de dados processuais.
Os mandados de prisão preventiva (12) e busca e apreensão (16) foram cumpridos simultaneamente nos municípios cearenses de Fortaleza, Maracanaú e Pacatuba, todos na Região Metropolitana de Fortaleza.
De acordo com o delegado Douglas Costa, responsável pela investigação em Goiás, o grupo criminoso se passava por advogados para enganar vítimas que tinham ações judiciais em andamento. Os golpistas acessavam informações dos processos, contatavam as vítimas se passando por seus advogados e solicitavam pagamentos de supostas taxas judiciais para liberação de valores. Uma das vítimas percebeu que havia sido enganada somente após entrar em contato com o verdadeiro advogado.
Durante os seis meses de investigação, os agentes identificaram dois núcleos na organização: o operacional, responsável por adquirir equipamentos e executar os golpes; e o financeiro, encarregado de alugar ou comprar contas bancárias para receber os valores das vítimas. Os recursos eram então distribuídos entre várias contas, em pequenas quantias, numa estratégia para evitar a detecção por órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Em seguida, o dinheiro era sacado e entregue em espécie aos líderes do grupo.
Segundo a polícia, um dos presos confessou que possuía 14 contas bancárias usadas exclusivamente para o recebimento dos valores ilícitos. Em uma das residências alvos das buscas, foi encontrada uma motocicleta roubada.
Além de Goiás e Ceará, o grupo teria aplicado golpes em vítimas de outros estados, como o Rio de Janeiro e São Paulo, indicando a atuação interestadual da quadrilha.
Os detidos foram levados ao Complexo de Delegacias Especializadas do Ceará, onde passaram por interrogatórios. Alguns já confessaram envolvimento nos crimes.
Os investigados podem responder por estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações continuam, e novas fases da operação não estão descartadas.
A Operação Enigma segue em andamento com o objetivo de identificar todos os envolvidos e recuperar os valores obtidos de forma fraudulenta.
Operação Redes Sociais
Na véspera, foi deflagrada a Operação Redes Sociais, por meio da qual foram presos oito integrantes de uma facção criminosa nas cidades de Fortaleza e Maracanaú. As ações foram realizadas por agentes da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) e miravam um grupo criminoso de origem carioca.
Os alvos são seis adultos e dois adolescentes. Conforme informado, parte dos suspeitos estava com mandados de prisão preventiva em aberto, tendo sido localizados nos bairros Vicente Pinzón e Quintino Cunha, em Fortaleza, e também no município de Maracanaú. Ainda durante as ações, um mandado de prisão foi cumprido em uma unidade prisional, contra um investigado que já estava preso.




