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Flamengo repudia torcedora do Fortaleza que hostilizou homens com camisas pretas no Castelão

Clube também questionou a diferença significativa entre os valores dos ingressos para torcida local e visitante

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Flamengo repudia torcedora do Fortaleza que hostilizou homens com camisas pretas no Castelão
Foto: GCMais

O Flamengo divulgou nesta segunda-feira (27) uma nota oficial em que repudia a política de preços praticada pelo Fortaleza para o setor visitante na partida do último sábado (25), além da atitude de uma torcedora do time cearense que, segundo o clube carioca, “hostilizou e constrangeu dois espectadores que apenas vestiam camisas pretas”.

De acordo com o Flamengo, os acontecimentos na Arena Castelão vão na contramão do espírito esportivo. O clube questionou a diferença significativa entre os valores dos ingressos: enquanto torcedores do Fortaleza pagaram R$ 60 a inteira e R$ 30 a meia, a torcida rubro-negra desembolsou, em média, R$ 231,95 para assistir ao jogo. O Flamengo classificou essa disparidade como incompatível com o princípio da isonomia.

Além disso, o clube criticou o comportamento de uma torcedora do Fortaleza, que exigiu que dois homens vestidos de preto — sem qualquer provocação — fossem retirados do setor visitante, sob a alegação de que seriam flamenguistas. O episódio foi descrito como lamentável e um exemplo de desrespeito ao espírito esportivo.

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Renda milionária para o Fortaleza

O confronto contou com 36.815 torcedores na Arena Castelão, sendo 27.853 no setor destinado à torcida do Fortaleza e 8.962 na área reservada aos visitantes. Segundo o boletim financeiro do jogo, a arrecadação total com bilheteria foi de R$ 2,71 milhões, sendo que R$ 2,07 milhões — ou 76,38% do total — vieram de ingressos da torcida do Flamengo.

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Nota oficial do Flamengo na íntegra

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O Clube de Regatas do Flamengo acredita em um futebol que emociona, une e inspira e que possa ser vivido com paixão e respeito, dentro e fora do campo. Por isso, reafirma seu compromisso com o fair play esportivo, com a civilidade nas arquibancadas e com o direito de todos os torcedores — do time da casa ou visitante — viverem o estádio como um espaço de entretenimento e convivência.

No Maracanã, o Flamengo recebe com respeito torcedores de todos os clubes. As zonas mistas, onde rubro-negros e visitantes assistem juntos às partidas, são prova de que é possível conviver em paz, com camisas diferentes e o mesmo amor pelo futebol. O Flamengo faz isso por convicção, e não por obrigação. Porque acredita que o futebol deve ser celebrado.

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Infelizmente, o que se viu no Castelão, na partida entre Fortaleza e Flamengo, vai na contramão desse espírito.

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A política de preços praticada para o setor visitante foi incompatível com o princípio da isonomia: enquanto os ingressos para o torcedor do Fortaleza custaram R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia) no Maracanã, o torcedor rubro-negro pagou, em média, R$ 231,95 no Castelão — valor que fez com que a torcida visitante, mesmo representando apenas 24% do público, fosse responsável por mais de 70% da arrecadação total de R$ 2,7 milhões.

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Além disso, durante o jogo, um episódio lamentável mostrou o quanto ainda é preciso evoluir. Uma torcedora do Fortaleza hostilizou e constrangeu dois espectadores que apenas vestiam camisas pretas — sem manifestações ou provocações — sob a acusação de que seriam rubro-negros. Ambos acabaram retirados do setor, em total desrespeito ao espírito esportivo.

É preciso promover um futebol mais justo, acolhedor e civilizado.

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O Flamengo não aceita retrocessos e vai seguir defendendo um futebol melhor, dentro e fora de campo.

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