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Trump diz que teve ótima reunião com Lula e chama o presidente brasileiro de 'impressionante'

O presidente americano ficou interessado na prisão do presidente brasileiro, que ocorreu em 2018 pouco antes das eleições presidenciais daquele ano

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Trump diz que teve ótima reunião com Lula e chama o presidente brasileiro de 'impressionante'
Foto: GCMais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que teve uma “ótima reunião” com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante encontro realizado na manhã deste domingo (26) em Kuala Lumpur, na Malásia. O encontro entre os dois líderes durou cerca de 50 minutos e marcou um avanço significativo nas negociações bilaterais entre os dois países, especialmente em relação às tarifas impostas pelos EUA sobre as exportações brasileiras.

Depois da reunião, Trump chamou Lula de “impressionante” e destacou a possibilidade de fechamento de bons acordos, demonstrando otimismo com a continuidade do diálogo. Lula reiterou o pedido para a suspensão temporária das tarifas, que atualmente estão fixadas em 50% para diversos produtos brasileiros, como forma de facilitar e expandir o comércio entre as nações.

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O presidente americano ficou particularmente interessado na prisão do presidente brasileiro, que ocorreu em 2018 pouco antes das eleições presidenciais daquele ano. Trump mostrou que conhecia a história do encarceiramento de Lula e demonstrou empatia ao escutar o petista dizer que ficou mais de 580 dias em uma cela de poucos metros quadrados.

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Havia temor entre a delegação brasileira de que Trump poderia utilizar a reunião para atacar ou causar algum tipo de constrangimento ao presidente Lula. Entretanto, as informações sobre o encontro contam que o estadunidense demonstrou interesse em ouvir os brasileiros e, quem sabe, chegar a um acordo que dê fim às tarifas de 50% que atingem o Brasil atualmente.

O presidente brasileiro também destacou a importância de manter uma relação “mais civilizada possível” entre Brasil e Estados Unidos, enfatizando que espera avanços concretos nas próximas semanas. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, que acompanhou o encontro, confirmou que Trump instruiu sua equipe a iniciar um processo de negociação bilateral focado na revisão dessas tarifas, sinalizando disposição para apresentar propostas em breve.

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O encontro entre Lula e Trump foi avaliado por especialistas políticos como uma “grande vitória” para o presidente brasileiro, que conseguiu restabelecer o diálogo direto com a Casa Branca em um momento estratégico. A aproximação entre os dois líderes também evidencia um enfraquecimento da influência do ex-presidente Bolsonaro nas relações Brasil-EUA, especialmente diante das dificuldades enfrentadas por seu grupo com as atuais investigações e condenações.

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Ainda que o impasse tarifário de 50% não tenha sido solucionado imediatamente, o diálogo aberto e as declarações otimistas indicam que negociações em caráter acelerado ocorrerão, com a expectativa de trazer benefícios para o setor produtivo brasileiro e fortalecer a cooperação entre as duas maiores economias do continente americano.

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Lula diz que conversa com Trump foi 'surpreendentemente boa'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (27) em entrevista coletiva em Kuala Lumpur, que está convencido de que o Brasil e os Estados Unidos chegarão a um acordo comercial em breve, após o encontro com o presidente Donald Trump, realizado no sábado (25) na capital da Malásia. "Se depender do Trump e de mim, haverá acordo", disse Lula, destacando que a conversa foi "surpreendentemente boa" e conduzida com respeito mútuo, apesar das diferenças ideológicas entre os dois.

"O fato de termos posições políticas diferentes não impede que dois chefes de Estado tratem a relação entre seus países com respeito. Ele me respeita porque fui eleito pelo voto democrático do povo brasileiro, e eu o respeito porque foi eleito pelo povo americano", afirmou.

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Lula contou que entregou por escrito as demandas do governo brasileiro e reforçou o pedido de suspensão das tarifas impostas a produtos nacionais, que considera "injustas e baseadas em informações equivocadas". "Disse a ele (Trump) que as decisões foram infundadas e que os dados sobre o Brasil estavam errados. Mostrei que os Estados Unidos tiveram superávit de US$ 410 bilhões com o Brasil nos últimos 15 anos", declarou.

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Segundo o presidente, Trump demonstrou disposição para resolver o impasse rapidamente e orientou sua equipe a buscar uma solução em poucas semanas. "Quando duas pessoas querem negociar de verdade, tudo fica mais fácil. Nós dois queremos o mesmo: que Brasil e Estados Unidos voltem a ter uma relação de confiança e de benefício mútuo."

Lula relatou ainda que, durante o encontro, rechaçou qualquer tentativa de politização das relações bilaterais e defendeu a seriedade das instituições brasileiras. Ele disse ter explicado a Trump que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi conduzido com "provas contundentes e base legal sólida". "Disse a ele a gravidade do que tentaram fazer no Brasil. Havia um plano para matar o presidente, o vice e o ministro Alexandre de Moraes. Ele entendeu a seriedade do caso e ficou surpreso com as informações", afirmou Lula. O presidente reforçou que o diálogo foi "franco e respeitoso" e que ambos deixaram claro que as divergências ideológicas não interferirão nas negociações. "Quem imaginava que eu não teria relação com os Estados Unidos perdeu. Vai ter, e vai ser uma relação produtiva entre dois países democráticos."

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Com informações de Estadão Conteúdo

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