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Paulo Frateschi, ex-deputado do PT, morre esfaqueado pelo próprio filho

Conforme a PM, equipes foram acionadas para atendimento de uma ocorrência de agressão

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Paulo Frateschi, ex-deputado do PT, morre esfaqueado pelo próprio filho
Foto: GCMais

O ex-deputado do PT Paulo Frateschi morreu após ser esfaqueado pelo próprio filho na manhã desta quinta-feira, 6, de acordo com a Polícia Militar de São Paulo. Ele foi socorrido para o Hospital das Clínicas, em parada cardiorrespiratória, mas não resistiu aos ferimentos. A morte foi confirmada pela assessoria do partido.

Conforme a PM, equipes foram acionadas para atendimento de uma ocorrência de agressão na Rua Ponta Porã, no bairro da Lapa, zona oeste da capital.

Segundo a PM, no local, o filho, em surto, teria agredido o próprio pai com golpes de arma branca, atingindo-o na região da cabeça e do braço. A mãe tentou intervir e também sofreu ferimentos leves. O autor do crime foi contido e conduzido ao 91º DP para providências legais.

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Amigo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Frateschi enfrentou duas grandes tragédias familiares antes de sua morte. Em 2002, perdeu o filho Pedro, de 7 anos, em um acidente na rodovia Carvalho Pinto, em Guararema (SP). No ano seguinte, em 2003, o filho Júlio, de 16 anos, também morreu em um acidente de carro na rodovia Rio-Santos, entre Paraty e Angra dos Reis (RJ). O velório do jovem contou com a presença de Lula, ministros e lideranças do PT, em um gesto de solidariedade ao então dirigente petista.

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Militância e trajetória política

Um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), Paulo Frateschi teve uma carreira marcada pela militância política e pela defesa da democracia. Militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), grupo de resistência à ditadura militar, Frateschi foi preso e torturado em 1969, permanecendo detido por seis meses. Sua libertação se tornou um símbolo da resistência política durante os anos de chumbo.

Com o retorno da democracia, Frateschi teve papel central na estruturação do PT em São Paulo, sendo presidente estadual do partido durante o período em que a legenda conquistava projeção nacional. Em 2014, integrou a gestão do então prefeito Fernando Haddad, como secretário de Relações Governamentais da Prefeitura de São Paulo.

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Nos últimos anos, continuou atuando em defesa do partido e de Lula. Em 2018, foi atingido por uma pedrada enquanto integrava uma caravana pró-Lula em Chapecó (SC). No ano seguinte, ao comentar a prisão do ex-presidente, classificou o caso como “perseguição política”, comparando o episódio à repressão sofrida por militantes durante a ditadura.

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Homenagens

Em nota oficial, o Partido dos Trabalhadores lamentou a morte do ex-dirigente e destacou sua contribuição histórica à legenda e ao país:

“É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento do ex-presidente do PT paulista e ex-deputado estadual Paulo Frateschi, companheiro e dedicado militante do nosso partido. Durante toda a sua trajetória, nosso companheiro demonstrou coragem, integridade e compromisso com o PT e com a busca de um país mais justo.”

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O partido afirmou ainda que Frateschi deixa “um legado marcado pela luta pela justiça e pela inclusão” e uma “lacuna irreparável entre amigos, familiares e companheiros de luta”.

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O local e o horário do velório ainda não foram divulgados.

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