Um cantor de forró foi agredido por um policial militar na madrugada desta terça-feira (11), no município de Canindé, no interior do Ceará. A ação ocorreu durante uma ocorrência de perturbação do sossego em um bar da cidade.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o cantor, identificado como Rafael, deixava o estabelecimento e seguia em direção ao carro quando foi surpreendido pelo agente. O policial desferiu tapas, socos e chutes, enquanto gritava: “Respeita a polícia, filho da p*!”.
Nas redes sociais, o artista relatou ter sido contratado apenas para cantar e afirmou que o som já havia sido desligado no momento da abordagem. “Não sou dono do estabelecimento, sou um contratado. Infelizmente, essa foi a forma que fui tratado por quem devia me proteger”, escreveu.
O músico procurou a Delegacia de Polícia Civil de Canindé, onde registrou um boletim de ocorrência nesta manhã.
Em nota, a Polícia Militar do Ceará (PMCE) informou que equipes do 4º Batalhão foram acionadas para atender à denúncia e que o cantor teria tentado intimidar os policiais. A corporação afirmou ainda que eventuais excessos serão apurados por meio de procedimento interno e reforçou que não compactua com desvios de conduta.
Ver esta publicação no Instagram
Outro caso no Ceará
Em julho, um homem de aproximadamente 46 anos foi preso, em Fortaleza, após se passar por policial civil, agredir e sequestrar um entregador de aplicativo na divisa entre os bairros Maraponga e Parangaba. A ação foi desencadeada por uma equipe do 21º Batalhão da Polícia Militar do Ceará (PMCE), que patrulhava a região.
Conforme relatado, os policiais foram abordados por um jovem, sangrando e lesionado, que denunciou ter sido sequestrado e agredido enquanto realizava entrega de mercadorias com uma bicicleta. O acusado, identificado como Francisco Wagner, disse aos militares que era policial civil. Ele afirmou que o entregador teria roubado a mercadoria, que teria sido comprada pela internet pelo próprio Francisco Wagner.
Os policiais da viatura, diante das versões conflitantes, pediram a documentação dos dois homens e acionaram os supervisores da área, tanto da Polícia Militar quanto da Polícia Civil, para que as informações fossem averiguadas. As forças de segurança, então, informaram que o homem não era policial civil, sendo, na verdade desempregado. Há alguns anos, ele chegou a trabalhar como terceirizado para uma secretaria da gestão estadual.
O suposto policial portava distintivo, credencial e brasão da Polícia Civil, todos os falsos, e tinha no carro dois simulacros de arma de fogo (armas de fogo falsas).
A ocorrência foi encaminhada ao 30º Distrito Policial. A Polícia Civil continua apurando por quanto tempo o acusado teria utilizado a identidade falsa em outras ocasiões. O homem foi encaminhado à Delegacia de Capturas e deverá responder por falsidade ideológica, lesão corporal leve e sequestro.
Leia também | Mandantes de homicídio e integrantes de facção criminosa são presos em operação na Grande Fortaleza




