O empresário cearense Alexandre Frota, conhecido como Alex, vai iniciar no dia 15 de março uma volta ao mundo solo a bordo de um avião monomotor. O projeto, que deve durar entre 150 e 180 dias, prevê a passagem por 45 países nos cinco continentes. O Grupo Cidade de Comunicação vai acompanhar o diário de bordo em tempo real, por meio da TV Cidade, da Jovem Pan News Fortaleza e do portal GC+.
Administrador de empresas e piloto privado, Alexandre conta que o sonho nasceu já na fase adulta. Ele tirou a licença aos 44 anos e passou a compartilhar, em rodas de conversa com outros pilotos amadores, o desejo de voar cada vez mais longe. “Eu tirei minha carteira de piloto privado já mais velho, com 44 anos. E, nas rodas dos pilotos, principalmente dos que não são profissionais, a gente sempre tem esse desejo de voar para outro país. O maior de todos os projetos seria dar essa volta ao mundo”, afirma Alexandre.
Ele estrutura o plano desde 2022. O pontapé inicial foi simbólico: escreveu um e-mail para si mesmo detalhando cada etapa da jornada. “Eu resolvi botar o projeto em prática e a primeira coisa que fiz foi escrever um e-mail detalhando todo o projeto e encaminhei pra mim mesmo”, relata o empresário. A partir daí, dividiu o desafio em metas menores. “Desde 2022, a gente vem trabalhando mês a mês, divide o projeto em projetinhos menores e vai evoluindo com planejamento pra atingir esse objetivo final”, explica Alexandre.
Cearense será primeiro brasileiro a dar volta ao mundo
A volta ao mundo exige uma logística minuciosa. Alexandre terá de organizar abastecimento, autorizações de sobrevoo e pouso, além de lidar com possíveis imprevistos climáticos e técnicos. “É um projeto muito complexo. A gente vai voar pelos cinco continentes, passar por 45 países, entre cinco e seis meses de viagem. Tem que organizar combustível, permissões. É realmente um empreitado e tanto”, destaca Alexandre.
O tempo estimado de viagem pode variar. Ele projeta cerca de seis meses fora do Brasil. “A média é entre 150 e 180 dias. Vai ter perrengue meteorológico, pode ter uma panezinha ou outra no avião, problema de burocracia”, afirma. O roteiro inclui países menos comuns para a aviação geral e regiões em tensão geopolítica. “A gente vai passar em países não tão conhecidos para o mundo ocidental, como Omã. Vamos cruzar a Rússia de uma ponta a outra. Não é uma tarefa fácil”, diz Alexandre.
A burocracia internacional também faz parte do desafio. Ele explica que existe uma legislação aeronáutica internacional que permite ao tripulante permanecer por alguns dias com visto temporário. No entanto, há exceções. “Alguns países exigem visto específico, como Estados Unidos, Canadá e Austrália. Você tem que analisar para cada país se há necessidade e, quando precisa, providenciar”, detalha Alexandre.
Projeto de volta ao mundo
Se a logística é complexa, o lado emocional pesa ainda mais. Alexandre admite que ficar longe da esposa e dos filhos será o ponto mais difícil da jornada. “Pra mim, esse é o ponto mais doloroso. Eu nunca fiquei tanto tempo longe dos meus filhos e da minha mulher”, afirma. Ainda assim, a família apoia a decisão. “Eles estão junto comigo nesse projeto, fazem parte do planejamento, estão dentro dessa aventura”, diz Alexandre.
O empresário prevê reencontros ao longo do percurso, em média a cada 60 dias. Para ele, o apoio familiar é decisivo. “Sem a família estar junto, você não tem condição de fazer um projeto desse. É fundamental que eles estejam comigo nesse projeto”, ressalta.
Antes da volta ao mundo, Alexandre realizou um teste intercontinental. Em 2024, voou de Fortaleza aos Estados Unidos e retornou ao Brasil. Foram 15 mil quilômetros percorridos, 60 horas de voo e dez países cruzados. “Eu queria ver como era meu inglês aeronáutico, como era a burocracia para pousar em outros países e ver se eu gostava de tudo isso”, conta. A experiência confirmou a decisão. “Eu gostei de tudo, pro desespero da minha mulher Noemi”, brinca Alexandre. Segundo ele, a autorização final veio de casa: “Eu pedi o alvará pra poder decolar nesse projeto maior. E ela autorizou”.
Além do desafio pessoal, Alexandre afirma que quer inspirar outras pessoas, principalmente jovens. “A ideia é inspirar a sair da zona de conforto, dentro de um espírito de responsabilidade. Mostrar que dá pra fazer a diferença. Basta se planejar, trabalhar, se esforçar e se sacrificar”, defende.
Durante toda a viagem, o público poderá acompanhar cada etapa. O Grupo Cidade de Comunicação vai transmitir entradas ao vivo, inclusive durante o voo, com conexão via satélite. Assim, o diário de bordo será compartilhado em tempo real na TV Cidade, na Jovem Pan News Fortaleza e no portal GC+, consolidando a parceria como acompanhamento oficial da jornada.
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