A edição especial do JC Itinerante, produzida em homenagem aos 300 anos de Fortaleza, leva o telejornal para diferentes pontos históricos da capital cearense. Para que o conteúdo chegue ao público diretamente da rua, uma equipe de profissionais trabalha nos bastidores montando, a cada semana, uma estrutura completa de transmissão fora da emissora.
O processo começa horas antes de o programa entrar no ar. Equipamentos são transportados até o local escolhido e, a partir daí, técnicos montam câmeras, cabos, iluminação e áudio para transformar o espaço em um estúdio improvisado.
Cada detalhe precisa ser verificado. Microfones são testados, enquadramentos definidos e conexões conferidas para garantir que a transmissão ao vivo aconteça sem falhas.
JC Itinerante exige planejamento e adaptação da equipe
Segundo o repórter cinematográfico Alysson Pontes, a operação envolve uma estrutura significativa de profissionais e equipamentos.
“A estrutura de pessoal e de equipamento é boa. Ao todo, entre produção, equipe técnica e cinegrafistas, somos 13 pessoas trabalhando”, afirma Alysson.
Mesmo com planejamento, fatores externos podem dificultar a transmissão. Ele explica que as condições climáticas estão entre os principais desafios.
“O fator externo é o que a gente não consegue controlar, que é o tempo. Hoje aqui está sob controle porque é coberto, mas em outra edição, no Castelão, estava nublado e não sabíamos se ia chover. Ali foi contar com a sorte”, relata o repórter cinematográfico.
Situações inesperadas também surgem durante o trabalho. O diretor de imagens André Elias lembra de um momento curioso durante uma transmissão ao vivo.
“A Bianca estava posicionada e pronta para entrar no ar quando apareceu um carro de ‘loucuras de amor’ atrás dela. A gente pediu para o motorista esperar um pouco e, quando a transmissão terminou, ele seguiu com o trabalho”, conta André.
Bastidores do JC Itinerante envolvem correria e coordenação
Nos bastidores, a produção acompanha cada etapa do jornal para garantir que tudo aconteça dentro do tempo previsto. A produtora Karol Maia explica que sua função é manter a equipe informada durante toda a transmissão.
“Sou os olhos, os ouvidos e o retorno da Bia e do André. Eu aviso quanto tempo falta para voltar da matéria. Quando vemos que está no ar e que deu certo, é muito gratificante. A gente sempre tenta entregar o melhor para quem assiste de casa”, explica Karol.
Para a apresentadora Bianca Saraiva, apresentar o jornal fora do estúdio exige adaptação constante e atenção redobrada.
“Lidar com adversidades que o estúdio não proporciona é um desafio. Temos o tempo cronometrado e também o tempo do clima, se está chovendo ou não. Como o programa é na externa, às vezes corremos o risco de cair uma chuva na hora do ao vivo”, afirma Bianca.
Ela destaca ainda que a experiência traz uma dose extra de ansiedade, já que o formato é diferente do telejornal tradicional.
“Tirando isso, é a ansiedade de um programa ao vivo e fora do estúdio, sem teleprompter e sem a produção ali por perto nos cobrindo”, completa a apresentadora.
JC Itinerante percorre Fortaleza rumo aos 300 anos da cidade
A cada edição, a equipe sai da emissora no início da tarde para montar toda a estrutura e levar informação ao público diretamente da rua. O formato itinerante permite mostrar diferentes cenários da cidade e valorizar espaços históricos.
Em uma das gravações, realizada no Theatro José de Alencar, a apresentadora explica que a escolha do local também influenciou a dinâmica do programa.
“O teatro é um lugar muito rico em arquitetura e história. Precisávamos aproveitar todas essas faces do Theatro José de Alencar. A equipe planejou isso, mas na hora do ao vivo nem sempre acontece exatamente como foi pensado”, afirma Bianca.
Segundo ela, é justamente essa imprevisibilidade que torna o projeto especial.
“É por isso que é tão gostoso de fazer”, conclui a apresentadora.




