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Sem especificar cargo, Lula diz que Camilo deixará o MEC para ser candidato no Ceará; veja quem assume

Lula confirmou que o atual secretário-executivo do MEC, Leonardo Barchini, assumirá o posto

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Sem especificar cargo, Lula diz que Camilo deixará o MEC para ser candidato no Ceará; veja quem assume
Foto: GCMais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira, 30, que o ministro da Educação, Camilo Santana, vai "ser candidato", mas não disse a que, e deixará o cargo. Lula confirmou que o atual secretário-executivo do MEC, Leonardo Barchini, assumirá o posto.

"Camilo não vai terminar o mandato, vai sair antes e não vai ganhar medalha (em tom de brincadeira). Ele está saindo agora para ser candidato, não sei a que, mas está saindo agora do governo. Quero comunicar que ao deixar o governo, o nosso companheiro Leonardo Barchini vai ser o novo ministro da Educação", afirmou.

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Lula disse que "tem muita gente que vai sair" e declarou que não quer "começar de novo". Confirmou que dará preferência para que os sucessores sejam pessoas que já estejam nos ministérios.

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"Não posso escolher um ministro novo que não estava na área para ele entrar, querer escolher secretário-executivo, chefe de gabinete. Não, quem vai ficar no lugar é alguém que sabe o que está acontecendo naquele ministério para a gente não inventar nada de novo. A gente agora só tem que concluir o que começou a fazer, é hora de entregar", declarou.

Lula disse que Barchini é uma pessoa de sua confiança e próximo de Camilo. Afirmou que o ministro da Educação foi escolhido, em 2022, como uma "premiação" pelos indicadores da educação no Ceará.

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Camilo Santana foi eleito senador em 2022. Não pode se candidatar novamente ao cargo. Com isso, a única opção lógica para ele é tentar mais uma vez o governo do Estado - ele não será candidato à Presidência ou a vice-presidente. Seu nome passou a ser cotado para o governo cearense diante do desempenho abaixo do esperado do atual governador Elmano de Freitas (PT).

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Declaração foi durante inauguração de obras de conectividade de escolas públicas

Lula participou da inauguração de obras de conectividade de escolas públicas. Também participaram do evento a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e os seguintes ministros:

  • - Camilo Santana, da Educação;
  • - Rui Costa, da Casa Civil;
  • - Frederico Siqueira, das Comunicações;
  • - Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais;
  • - Esther Dweck, da Gestão;
  • - Margareth Menezes, da Cultura;
  • - Luciana Santos, da Ciência e Tecnologia.
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Lula elogiou o Prouni, chamado por ele de a "grande revolução da educação deste País". Também enalteceu o Fies e reclamou do que chamou de "retrocesso" após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

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"Até 2010, quando deixei a Presidência, a coisa mais fantástica do mundo era o Prouni e o Fies. Não tinha um ato que eu fosse que não tinha um estudante falando. O Prouni foi a grande revolução da educação deste País. Foi a primeira vez que provamos que era possível colocar as pessoas pobres da periferia para disputar uma universidade com qualquer outra pessoa", declarou.

Lula exalta legado de Cmilo à frente do MEC

"se não levarmos em conta o que o Camilo falou aqui, podemos ter um retrocesso. E vocês sabem que houve retrocesso depois que a Dilma foi impichada. E quantas greves houve por causa do retrocesso? Quantas manifestações nas universidades? Nenhuma. Porque muitas vezes o medo leva a gente a ficar silencioso", completou.

Lula também repetiu o discurso de defesa da soberania brasileira Disse que não vai permitir que "absolutamente ninguém meta o bedelho nesse País". A declaração se deu dias depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participar de um evento da direita nos Estados Unidos. Também repetiu outro discurso sobre as redes sociais e disse que "o mundo está virando algoritmo, o ser humano está perdendo o sentimento".

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"Esse País será soberano para não permitir que absolutamente ninguém meta o bedelho nesse País para dar palpite sobre o que a gente tem que fazer. Isso aqui é nosso, sabemos cuidar disso aqui e vamos cuidar melhor do que gente que dá palpite aí fora", declarou.

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