A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Narcofluxo, que colocou no centro das investigações nomes conhecidos das redes sociais e do cenário musical. Entre os alvos está o influenciador Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei, localizada em Goiânia. Ele é suspeito de participação em um esquema de lavagem de dinheiro que, segundo os investigadores, movimentou bilhões.
A ação também resultou na prisão dos funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, ampliando o alcance da operação para além do ambiente digital. A investigação aponta para uma rede estruturada que utilizava diferentes estratégias para ocultar a origem de recursos financeiros.
Operação Narcofluxo investiga movimentações ilegais de R$ 1,6 bilhão
De acordo com a Polícia Federal, o principal objetivo da operação é desarticular uma organização criminosa responsável por movimentações financeiras não declaradas, que ultrapassam R$ 1,6 bilhão. O grupo é suspeito de atuar por meio de um complexo sistema de ocultação de valores, dificultando o rastreamento das transações.
As investigações indicam que os envolvidos utilizavam mecanismos variados para dissimular o dinheiro, incluindo transferências de alto valor, transporte de grandes quantias em espécie e operações com criptoativos. Essas estratégias permitiam que os recursos circulassem sem passar pelos sistemas tradicionais de controle financeiro.
A ofensiva mobilizou mais de 200 agentes, que cumpriram cinco mandados de busca e apreensão e 39 mandados de prisão temporária. As ações ocorreram simultaneamente em diversos estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal.
Influenciadores e artistas estão entre os alvos da investigação
A presença de figuras públicas entre os investigados chama atenção e levanta questionamentos sobre o uso da visibilidade digital em esquemas ilícitos. No caso de Raphael Sousa Oliveira, sua atuação à frente da página Choquei, conhecida por divulgar conteúdos virais e notícias, ampliou sua projeção nacional, o que agora contrasta com as suspeitas levantadas pela investigação.
Até o momento, a defesa do influenciador não se manifestou publicamente. O mesmo ocorre com os representantes legais dos artistas presos, que ainda não divulgaram posicionamentos oficiais sobre as acusações. A Polícia Federal segue analisando documentos e materiais apreendidos para aprofundar a apuração e identificar outros possíveis envolvidos.
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